O Partido de Convergência Democrática - Grupo de Reflexão (PCD-GR) é um partido político de São Tomé e Príncipe. Foi fundado a partir de membros da facção liberal-pragmática, dissidentes do Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe (MLSTP).
Fundado inicialmente como "Grupo de Reflexão" (GR), em 10 de dezembro de 1989, sua liderança inicial era composta por Guadalupe de Ceita, Daniel Daio, Alda Bandeira e Filinto Costa Alegre, agregando também os nomes de Miques João Bonfim, Pedro Vaz de Alcântara, Arzemiro dos Prazeres (Bano), Albertino Bragança, Óscar Sousa e Agapito Mendes Dias. Ceita foi eleito como primeiro coordenador do GR.
Como Evaristo Carvalho e Daniel Daio fizeram, em abril de 1990, um movimento interno para trazer para a influência do partido a Miguel Trovoada, Ceita desligou-se da organização já em maio de 1990 em protesto a esse movimento. Leonel Mário d'Alva retornou ao país em junho do mesmo ano, e se filiou de imediato ao GR.
Em 3 e 4 de novembro de 1990, o GR realizou seu primeiro Congresso Nacional, com 600 participantes. Nesse congresso, alterou sua denominação para "Partido de Convergência Democrática - Grupo de Reflexão" (PCD-GR). Leonel Mário d'Alva tornou-se o presidente do partido e Daniel Daio o secretário-geral.
O partido venceu as eleições parlamentares de 1991 e governou o país de 1991 a 1994, com os primeiros-ministros Daniel Daio (1991-1992) e Norberto Costa Alegre (1992-1994). Desde 1994, seu poder diminuiu e o partido manteve coligações com outros partidos, primeiro com o MLSTP-PSD e depois com a coligação Movimento Democrático das Forças da Mudança - Partido Liberal (MDFM-PL). Foi liderado entre 1995 e 2001 por Alda Bandeira.
Nas eleições legislativas de 3 de março de 2002, o partido, em coligação com o MDFM-PL, obteve 39,4% dos votos e 23 das 55 cadeiras. A mesma aliança venceu as eleições legislativas de 26 de março de 2006, com 36,79% dos votos e 23 das 55 cadeiras. O partido apoiou o então presidente Fradique de Menezes nas eleições presidenciais de 30 de julho de 2006, sendo reeleito com 60,58% dos votos.
Nas eleições presidenciais de 2011, Delfim Neves representou tanto o PCD-GR como o MDFM-PL, partido do presidente anterior, Fradique de Menezes. Obteve 13,9% dos votos.
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