A morte de Freddie Mercury ocorreu em 24 de novembro de 1991, em função de uma broncopneumonia causada pela AIDS em sua residência em Kensington, bairro de Londres. No dia anterior à sua morte, em 23 de novembro, Mercury confirmou publicamente que era portador do HIV e que havia desenvolvido AIDS. Farrokh Bulsara, conhecido pelo pseudônimo de Freddie Mercury, foi um cantor e compositor britânico, conhecido pelo sua trabalho com a banda britânica de rock Queen, que integrou como vocalista de 1970 até o ano de sua morte, 1991, e por ser considerado como um dos maiores cantores de todos os tempos.

Antecedentes Em outubro de 1986, a imprensa britânica começou a noticiar que Mercury havia sido diagnosticado como portador do vírus HIV por uma clínica da rua Harley. Uma repórter do The Sun perguntou ao cantor a respeito do assunto quando ele desembarcou em um aeroporto voltando de uma viagem ao Japão, e ele negou o boato. De acordo com o parceiro de Freddie, Jim Hutton, o cantor foi diagnosticado soropositivo em abril de 1987, mas decidiu negar todos os boatos sempre que questionado. No entanto, a saúde física de Freddie se deteriorou rapidamente, e ele começou a aparecer em público cada vez mais magro e pálido, o que levou a imprensa a publicar centenas de artigos especulando sobre o assunto. Nessa época, o Queen havia se aposentado dos palcos devido à condição do vocalista, e em 18 de fevereiro de 1990, quando o Queen foi homenageado no Brit Awards, em Londres, recebendo uma condecoração por sua "Contribuição a Música Britânica", Freddie compareceu ao lado da banda, mas não falou praticamente nada (Brian fez o discurso), exceto um "obrigado, boa noite", o que apenas alimentou os rumores. Naquela altura, para o grande público, já era uma certeza que o cantor era, de fato, soropositivo, e o Brit Awards foi sua última aparição pública.

Últimos dias, morte e funeral Em 1991, totalmente recluso, Freddie era vítima constante do assédio de repórteres, que cercavam sua casa e não iam embora durante dias para conseguir uma foto sua, que estava com uma horrível aparência devido a sua doença. Uma foto do rosto de Freddie, magro e com manchas negras, estampou uma edição do The Sun na matéria "É Oficial: Freddie Está Gravemente Doente", que foi a edição de jornal mais vendida no ano no Reino Unido. Apesar de não poder se apresentar ao vivo, Freddie continuou a trabalhar com a banda até o fim. Depois de descobrir sua doença, o cantor lançou um disco de ópera e também lançou mais dois álbuns com a banda, e continuou a gravar videoclipes com o grupo. O vídeo de "These Are the Days of Our Lives", gravado em maio de 1991, foi o último trabalho de Freddie em frente às câmeras.

Para esconder as horríveis manchas que tinha na pele, ele teve de passar horas se maquiando, e o vídeo teve de ser lançado em preto e branco para esconder sua aparência. Em junho de 1991, Freddie continuou a gravar vocais para novas músicas do Queen para que a banda as terminasse depois, pois ele sabia que não sobreviveria por muito tempo, mas um certo dia teve de irremediavelmente abandonar os estúdios por não ter mais forças nem para se manter em pé. Essas canções foram posteriormente lançadas no álbum póstumo Made in Heaven, em 1995. miniaturadaimagem|250x250px|O Cemitério de Kensal Green, onde o corpo de Freddie Mercury foi cremado Em seus últimos dias, Freddie perdeu a visão e não conseguia sair da cama, por isso decidiu parar de tomar sua medicação em 10 de novembro de 1991, e passou a esperar pela morte. Em 22 de novembro, Freddie chamou o empresário do Queen, Jim Beach, e pediu que ele fizesse um comunicado à imprensa para divulgar sua doença, que foi lançado no dia seguinte. Cerca de vinte e quatro horas após o comunicado ser feito, durante a noite, Mercury morreu de broncopneumonia, acarretada pela AIDS.

Funeral Seu funeral ocorreu em Londres três dias depois, assistido por trinta e cinco pessoas, incluindo a família de Freddie, os membros e o empresário do Queen, Mary Austin (ex-noiva e principal herdeira de Freddie), Jim Hutton e poucas outras pessoas. O corpo do cantor foi cremado no Cemitério de Kensal Green, e suas cinzas foram entregues a Mary Austin, e apenas ela, Jim Hutton, a família do cantor e os membros do Queen sabem onde as cinzas foram depositadas, e nunca revelaram seu paradeiro.Posteriormente, Peter Freestone, assistente e amigo próximo de Freddie, revelou que a decisão do cantor de revelar sua doença permitiu que ele "partisse em paz", sem ter segredos a esconder sobre sua condição.

A maior parte da herança de Freddie foi destinada para Mary Austin, ex-noiva e a quem Freddie considerava sua melhor amiga.

Na vida pessoal, Freddie Mercury e a família eram seguidores da religião zoroastriana e, de acordo com as suas crenças, a maior parte dos seus bens foram queimados após a sua morte, exceto a sua coleção de selos que está atualmente no Museu Postal em Londres. Uma das razões pelas quais pensamos que a coleção não foi destruída foi porque os selos tinham vindo originalmente do seu pai. Os selos não foram recolhidos na forma típica: o cantor encomendava os selos com base nas suas cores e padrões.

Legado

Influencia Integrantes de muitas grandes bandas que surgiram antes ou depois do Queen apontam Mercury como grande influência em seu trabalho. Axl Rose, vocalista do Guns N' Roses, baseou muito de sua postura no palco em Mercury, com relação a seus movimentos, o uso do piano e o modo de cantar, por exemplo, e declarou que se não tivesse ouvido as letras de Freddie quando criança, não sabe o que teria sido dele.Del James. "The Rolling Stone Interview: Axl Rose (Part I)". Rolling Stone. 10 de Agosto de 1989. Kurt Cobain, do Nirvana, escreveu em sua carta de suicídio que admirava e invejava a felicidade que Freddie sentia ao estar no palco, e Robert Plant, do Led Zeppelin, declarou que Mercury era o único cantor que, por trás de sua lenda, realmente era uma lenda. Paul McCartney que por acerta vez, se referiu a Freddie como "Rei Mercury".

Dave Grohl, do Foo Fighters, declarou que todas as bandas deviam estudar Freddie no Live Aid, quando ele demostrou que era o "maior vocalista de todos". Personalidades da música pop também admiram seu trabalho, como Michael Jackson, que assistiu a vários concertos do Queen em Los Angeles, e apontava Mercury como seu cantor favorito, e Katy Perry o apontou como sua maior influência, declarando que a combinação de sua performance sarcástica e suas letras, combinadas com sua atitude de indiferença, afetaram muito sua música. Lady Gaga criou seu nome artístico baseado na canção "Radio Ga Ga" e descreveu Freddie como sendo um gênio, que conseguia se reinventar constantemente.

Em 2008, Mercury ficou em segundo lugar na lista da MTV das "22 Maiores Vozes da Música", e no ano seguinte também ficou em segundo lugar na lista da rádio Planet Rock das "Maiores Vozes do Rock and Roll", mas foi o campeão na lista dos "Maiores Vocalistas da História" da revista Classic Rock.

Em 2011, Freddie ficou em segundo lugar na lista da NME dos "Maiores Cantores da História", também ficou em segundo lugar na lista "100 Melhores Vocalistas da História" pela revista Rolling Stone, e foi eleito o maior cantor de todos tempos pelos leitores da revista Gigwise.

Homenagens e tributos miniaturadaimagem|250x250px|Estátua em homenagem a Freddie Mercury em Montreux, na Suíça Em 25 de novembro de 1996, foi inaugurada uma estátua em homenagem a Mercury na cidade suíça de Montreux, às margens do Lago Léman, com três metros de altura projetada por Irena Sedlecká. A cerimônia foi assistida por Brian May, Roger Taylor, Montserrat Caballé e o pai de Freddie, assim como por milhares de pessoas. A partir de 2003, fãs de várias partes da Europa começaram a se reunir anualmente em frente à estátua de Montreux para prestar tributo ao cantor, com a banda Bearpark And Esh Colliery apresentando canções do Queen. Em 1999, a Royal Mail imprimiu uma série de selos nacionais com o rosto de Freddie, como sinal de respeito.

Em 2009, uma estrela foi colocada em uma calçada de Londres no local em que a família de Freddie desembarcou na cidade em 1964, em uma cerimônia assistida por Brian May e pela mãe do cantor. A partir de 2009, uma compilação de vídeos em sua homenagem passou a ser exibida toda semana em um telão em frente ao Fremont Street Experience, um dos maiores cassinos de Las Vegas. No mesmo ano, foi inaugurada uma estátua de Mercury em frente ao Teatro Playhouse na cidade escocesa de Edimburgo. Outra grande estátua está localizada em frente ao Teatro Dominion de Londres, onde o musical We Will Rock You, baseado nas canções do Queen, é apresentado.

Em celebração dos sessenta e cinco anos de Mercury, o Google o homenageou com seu logotipo em sua página online de pesquisas, que por algumas semanas mostrava uma animação de Freddie cantando "Don't Stop Me Now". Outro grande tributo foi pago na Cerimônia de encerramento dos Jogos Olímpicos de Verão de 2012, quando foram mostradas em vários telões do Estádio Olímpico de Londres a gravação de Freddie realizando sua "chamada e resposta" com a plateia de Wembley em 1986, e a multidão de espectadores e atletas no local respondeu adequadamente. Em seguida, Brian May e Roger Taylor tocaram "We Will Rock You" com a cantora Jessie J no vocal.

Em 2013, o epíteto genérico da espécie de anfíbio indiana Mercurana myristicapalustris foi nomeado em sua homenagem, por ter passado a maior parte de sua infância no local onde é encontrada, Panchagni, no norte dos Gates Ocidentais. A libélula brasileira da espécie Heteragrion freddiemercuryi, também descoberta em 2013 recebeu, igualmente, seu nome científico em homenagem ao cantor, devido ao fato de seu descobridor ser um grande fã da banda Queen.

Em novembro de 1997, um monodrama baseado na vida de Mercury, o Mercury: The Afterlife and Times of a Rock God, estreou em Nova Iorque, nos Estados Unidos. A peça apresenta "Freddie", interpretado por Khalid Gonçalves, examinando sua vida, em um texto de Charles Messina. Billy Squier abria a peça interpretando a canção acústica "I Have Watched You Fly", que ele escreveu.

Representações na televisão Em novembro de 1997, um monodrama baseado na vida de Mercury, o Mercury: The Afterlife and Times of a Rock God, estreou em Nova Iorque, nos Estados Unidos. A peça apresenta "Freddie", interpretado por Khalid Gonçalves, examinando sua vida, em um texto de Charles Messina. Billy Squier abria a peça interpretando a canção acústica "I Have Watched You Fly", que ele escreveu.

Em setembro de 2012, foi lançado em DVD e Blu-ray pela Eagle Rock Entertainment, o documentário Freddie Mercury: The Great Pretender, exibido no mesmo ano pela rede britânica BBC One, e vencedor de um Emmy Internacional de melhor programa artístico.

Freddie foi retratado como um personagem de apoio na série britânica Best Possible Taste: The Kenny Everett Story, exibido em outubro de 2012, interpretado por James Floyd.

Cinebiografia

miniaturadaimagem|199x199px|Rami Malek interpretou Freddie Mercury em sua cinebiografia. Em novembro de 2018 foi lançado Bohemian Rhapsody, filme de drama biográfico britânico-estadunidense de 2018 sobre Freddie Mercury. Dirigido por Bryan Singer, escrito por Anthony McCarten e produzido por Graham King e Jim Beach, empresário da banda, o longa-metragem concentra-se em um período de quinze anos desde a formação original até sua apresentação no Live Aid, em 1985, seis anos antes da morte de Mercury. Brian May e Roger Taylor, membros originais da banda Queen, serviram como consultores.. No Óscar, foi indicado a cinco categorias e venceu quatro delas, incluindo a de Melhor Ator, para Rami Malek, ator que interpretou Freddie.

Ligações externas

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