Na química orgânica, um triol — também designado triálcool — é um composto que se caracteriza pela presença de três grupos funcionais de hidroxilo (-OH) ligados covalentemente a átomos de carbono saturados. Segundo as regras de nomenclatura oficial da IUPAC, estes compostos são identificados acrescentando o sufixo «-triol» ao nome do hidrocarboneto correspondente, precedido dos localizadores numéricos que indicam a posição exata de cada um dos hidroxilos na cadeia carbónica principal. Do ponto de vista estrutural e termodinâmico, a proliferação destes três grupos polares confere aos trióis uma densa capacidade de formar ligações de hidrogénio intermoleculares. Esta rede de interações moleculares reflete-se diretamente nas suas propriedades físicas macroscópicas, manifestando-se através de pontos de ebulição invulgarmente elevados, uma viscosidade acentuada e uma excelente solubilidade em água e solventes polares, enquanto reduz a sua afinidade com compostos estritamente hidrofóbicos. O representante mais proeminente e de maior relevância biológica e industrial desta classe é o propano-1,2,3-triol, universalmente conhecido como glicerol ou glicerina. No metabolismo dos seres vivos, este composto atua como a espinha dorsal biológica para a síntese de triglicéridos e fosfolípidos, estruturas fundamentais para o armazenamento de energia e para a integridade das membranas celulares. Paralelamente, devido à sua natureza higroscópica e atóxica, os trióis, e o glicerol em particular, encontram uma vasta aplicação comercial nas indústrias farmacêutica, cosmética e alimentar, onde são utilizados como agentes humectantes, solventes, crioprotetores e emolientes.
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