O Trabalhadores Unidos (TU) é um partido político de Portugal fundado 2024 por Renata Cambra, antiga porta-voz do Movimento Alternativa Socialista, que abandonou o último na sequência de uma disputa pela liderança. O partido identifica-se como uma alternativa socialista e revolucionária aos restantes partidos de esquerda representados na Assembleia da República.
Após a fundação do partido, em 21 de setembro de 2024, este foi finalmente legalizado em 21 julho de 2026 pelo Tribunal Constitucional.
Visão geral Em 21 de setembro de 2024, Renata Cambra, antiga dirigente do partido MAS, anunciou a criação de um novo partido político sob o nome de Trabalhadores Unidos (TU). A decisão foi tomada na sequência de desacordos internos no MAS, incluindo divergências com o fundador Gil Garcia, o que levou à saída de Cambra acompanhada por um grupo de militantes. Segundo declarações públicas, o TU pretende posicionar-se como uma força independente, crítica da atuação de sectores da esquerda que considera demasiado próximos do PS, defendendo uma oposição mais firme.
O lançamento oficial do TU teve lugar em 21 de setembro de 2024, em Lisboa. A inscrição definitiva no Tribunal Constitucional ocorreu após três tentativas da comissão instaladora. Os pedidos anteriores haviam sido recusados devido a detalhes nos estatutos relacionados à disciplina interna e regras para a expulsão de militantes. O processo reuniu mais de 8.500 assinaturas de cidadãos eleitores para viabilizar a sua criação.
O partido apresenta-se como uma nova proposta política centrada nas questões da classe trabalhadora e da juventude. As suas críticas abrangem os principais partidos centristas, como o PS e o PSD, bem como o avanço da extrema-direita. Entre as medidas que propõe contam-se o aumento do salário mínimo para 1.000 euros, a redução da jornada laboral para 35 horas semanais sem perda de remuneração e o controlo dos preços de bens essenciais. O TU valoriza ainda o envolvimento em lutas sociais e sindicais como parte integrante da sua prática política.
No plano ideológico, o partido assume uma posição declaradamente xenófila no que respeita à imigração, propondo a "regularização imediata de todos os imigrantes em situação irregular, com documentos para todos e acesso pleno a direitos sociais e políticos". No campo da política externa, o TU defende a "saída imediata de Portugal da OTAN", manifestando-se "contra a militarização da UE e o projeto da Europa Fortaleza". Quanto à guerra na Ucrânia, o partido afirma paradoxalmente que defende "o direito da Ucrânia a lutar contra a ocupação russa e a manter a sua independência", ao mesmo tempo que se declara "contra o regime de Zelensky".
Referências
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