Faust et Marguerite é um curta-metragem mudo francês de 1897, dirigido por Georges Méliès e lançado pela Star Film. Registrado sob o número 138 do catálogo Star Film, circulou nos Estados Unidos como Faust and Marguerite. Jehanne d'Alcy integra o elenco.
É a segunda de cinco produções de Méliès ligadas à lenda de Fausto, precedida por Le Cabinet de Méphistophélès (1897, #118–120) e seguida por La Damnation de Faust (1898), Faust aux enfers (1903, lançado nos EUA também como The Damnation of Faust) e Damnation du docteur Faust (1904, lançado nos EUA como Faust and Marguerite — mesmo título em inglês deste filme de 1897, fonte comum de confusão entre os dois).Não deve ser confundido com Faust: apparition de Méphistophélès (1897), filme de temática semelhante, mas dirigido por Alexandre Promio para a Société Lumière — não uma produção de Méliès, apesar de por vezes atribuído a ele erroneamente em fontes secundárias. Também não deve ser confundido com o filme homônimo dirigido por Edwin S. Porter para a Edison em 1900, tampouco com a versão de 1911 estrelada por Gaston Modot.
Enredo Não há descrição do catálogo Star Film para este título e nenhuma cópia sobrevivente é conhecida. O conteúdo exato não pode ser confirmado.Inferência baseada exclusivamente no título e na lenda de Fausto; nenhuma fonte descreve o conteúdo específico deste filme.
O título: Carré e Gounod O título do filme não remete de forma genérica à lenda de Fausto, mas especificamente à tradição consolidada por Michel Carré e Charles Gounod. Em 1850, o dramaturgo Carré escreveu uma peça chamada precisamente Faust et Marguerite, encenada no Théâtre du Gymnase-Dramatique, que colocava o romance trágico entre Fausto e Margarida no centro da história — diferentemente de versões anteriores, como a de Goethe, que davam mais destaque à figura de Mefistófeles e ao pacto demoníaco em si.
Essa peça de Carré serviu de base ao libreto (escrito por Jules Barbier em parceria com o próprio Carré) da ópera Faust, de Charles Gounod, estreada no Théâtre-Lyrique de Paris em 19 de março de 1859. Apesar de recepção inicial modesta, a ópera se tornaria um dos maiores sucessos do repertório lírico francês, com a trágica história de amor entre Fausto e Margarida como núcleo emocional da obra — a ponto de, em certos círculos, ser apelidada de "Margarethe" para distingui-la do Fausto de Goethe. É bastante provável que o título do filme de Méliès remeta diretamente a essa tradição teatral e operística, amplamente conhecida do público francês da época, e não apenas à lenda de Fausto de forma genérica.Conexão editorial baseada na coincidência exata de título com a peça de Carré e a tradição operística de Gounod; nenhuma fonte confirma diretamente que Méliès se inspirou especificamente nessas obras para este filme.
Contexto no catálogo Registrado sob o número 138 do catálogo da Star Film, Faust et Marguerite é precedido por Vision d'ivrogne (#137) e seguido por Carrefour de l'Opéra (#139).
Preservação O filme é geralmente listado como perdido, embora sua sobrevivência tenha sido objeto de debate entre estudiosos de Méliès, incluindo Paul Hammond, John Frazer e Jacques Malthête.A referência ao debate entre esses estudiosos vem de um comentário de usuário do IMDb sobre um filme correlato (a Damnation de Faust de 1898), não de uma fonte acadêmica direta sobre este título específico; mencionado aqui apenas como indício de que o status de preservação não é unanimidade simples entre os especialistas.
Ver também Jehanne d'Alcy Le Cabinet de Méphistophélès Filme perdido
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