Jorge Luiz Morais de Oliveira, também conhecido como Monstro da Alba ou Monstro da Favela Alba, é um assassino em série brasileiro que, em 2015, matou 7 pessoas na Favela Alba, no distrito do Jabaquara, cidade de São Paulo, onde vivia. Uma vítima conseguiu escapar após ter sido estuprada.

Ele cumpre pena de mais 100 anos em regime fechado na Penitenciária de Lucélia, um município do interior do Estado de São Paulo.

Biografia Ele trabalhava como pintor e morava numa casa na Rua Professor Francisco Emydio da Fonseca Teles, perto da Rua Alba, que dá nome à comunidade do Jabaquara. A residência dividia o muro com uma igreja e o pastor Arquimedes Dias dos Santos, que o conhecia, disse posteriormente que ele parecia uma pessoa normal e que os crimes só poderiam ser consequência do uso de drogas.

"Minha vida no crime começou aos 16, 17 anos, quando comecei a usar drogas (...) e com 19 anos decidi que eu precisava matar duas pessoas", disse em entrevista ao Cidade Alerta.

Antes de se tornar um assassino em série, Jorge chegou a ficar preso por mais de 17 anos por ter matado dois homens nos anos 1990.

Crimes Em 1994 e 1995 matou dois homens, um a tiros e outro com um taco de sinuca e um bloco de concreto, ficando quase 18 anos preso por esses crimes. Foi solto em 2013. "Assim que saí da cadeia, continuei a matar. Chamava as pessoas para usar drogas na minha casa e assim conheci a Natasha. Ela foi na minha casa para vender uns livros e eu acabei matando ela. Depois conheci a Renata. Sei que era de família, mas ela também usava drogas. Ficamos conversando e decidi que precisava matar ela e então peguei ela pelo pescoço. Enterrei o corpo ali mesmo, no barraco. Um mês depois conheci a Paloma, que também era viciada. Matei ela depois de uma bebedeira do mesmo jeito que matei a Renata, segurando ela pelo pescoço. Enterrei o corpo durante a madrugada. Um mês depois foi a 'Baianinha', mas não vou entrar em detalhes. Que eu matei, matei. E matei mais duas mulheres, que não lembro direito quem são. E todas elas matei porque elas sabiam que eu era contra o Primeiro Comando e eu tinha medo que elas espalhassem isso. Agora vou falar do 'Mudinho'. Ele era homossexual. Chamei ele para entrar em casa e ele veio com um amigo, que foi embora em seguida. Ficamos usando drogas e começamos a discutir. O 'Mudinho' veio para cima de mim. Tirei a faca dele e o matei e enterrei o corpo no barraco ", disse em entrevista ao Cidade Alerta.

Na mesma época da morte de Mudinho, Jorge levou uma mulher até sua casa, onde a estuprou. Ela sobreviveu e procurou a polícia. Na delegacia, conseguiu descrever não só o criminoso, como o cenário que havia encontrado na casa.

Vítimas Em geral as vítimas era homossexuais ou usuárias de drogas, motivo pelo qual o criminoso as teria matado. Em depoimentos ele também alegou que teria cometido os crimes porque temia que as pessoas o entregassem a uma facção criminosa que atuava na comunidade. "A denúncia aponta que Oliveira apresenta comportamento psicopata e escolhia as vítimas por serem mulheres, homossexuais, transexuais, travestis e viciados em drogas", explicou a revista Veja.

Suas vítimas fatais conhecidas são:

Natasha Silva Santos: vendedora de livros, sua família acredita que ela estava na Favela Alba para vender livros, mas uma amiga da mulher disse que ela havia ido até a casa de Jorge para comprar drogas

Renata Christina Pedroza Moreira: estudante carioca de 33 anos; segundo sua mãe, ela costumava ir até a favela para comprar drogas Paloma Aparecida Paula dos Santos: tinha 21 anos quando foi morta e morava no Jabaquara Andrea Gonçalves Leão: conhecida como "Baianinha” e moradora da Favela Alba, tinha 20 anos quando foi morta Carlos Neto Alves de Matos: conhecido como "Mudinho", era vizinho de Jorge e tinha 21 anos quando foi morto em 23 de setembro de 2015

Modus operandi Após consumir drogas com as vítimas em sua residência, Jorge as matava por asfixia através de esganadura (com as mãos) ou estrangulamento usando fios. Depois enterrava seus corpos na casa.

Área de atuação Favela Alba, no Jabaquara, um distrito da cidade de São Paulo.

Investigações, prisão e pena A mulher estuprada contou que havia visto diversos corpos enterrados dentro da casa de Jorge e também o descreveu. "Depois disso, a polícia, que procurava pessoas desaparecidas na região, foi ao local e desenterrou vários restos mortais. Também foram encontradas roupas e objetos das vítimas na residência", reportou o G1.

Jorge, que foi preso em 25 de setembro de 2015 após a mãe e a irmã o convencerem a se entregar, inicialmente confessou ter assassinado seis pessoas na casa onde vivia, mas a Polícia Civil chegou a investigar sua ligação com o desaparecimentos de 30 pessoas na região.

As escavações foram realizadas tanto em sua casa como na "Casa dos Nóia", um ponto de consumo de drogas que ficava na mesma rua e onde ele conheceu algumas das vítimas, e sete covas foram encontradas, todas na casa onde ele residia.

Foi condenado em 2022 a 103 anos por matar e enterrar Natasha Santos, Renata Moreira, Paloma dos Santos, Andrea Leão e Carlos de Matos e cumpre pena na Penitenciária de Lucélia.

Na cultura popular

Virou um episódio do podcast Café com Crime na Spotify

Virou um episódio do Repórter Record Investigação

Ver também

Assassinos em série brasileiros

Referências

Categoria:Criminosos do Brasil Categoria:Assassinos em série do Brasil