Repparfjorden é um fiorde no município de Hammerfest, condado de Finnmark, na Noruega Ártica. Estende-se ao longo de cerca de e contorna Porsangerhalvøya a oeste, e o ilhéu de Kvaløya a sudeste.
Embora aprovado pelo governo norueguês, o despejo de resíduos de mineração no oceano, tem encontrado forte resistência de defensores ambientais e de pastores de renas, e ainda não começou (em 2026). Uma mina de cobre está em vias de construção paralela ao fiorde, através dum sistema de túneis escavados a 800 m no interior da encosta; encontrando-se as jazidas de cobre a 1,7 km da base. Intenso escrutínio nos mass-media, inúmeros protestos de ecoativistas, confrontos com a polícia e desafios legais que exigem a revogação da licença de extração de minérios têm gerado controvérsia e adiado o projeto.
Conflito relativo à futura construção e exploração da mina
A 24 de janeiro de 2026, os meios de comunicação social informaram que quatro partidos políticos iriam solicitar na semana seguinte, que o parlamento votasse a revogação da licença de exploração mineira concedida pelo governo. Estes são o Partido Socialista de Esquerda (SV), o Venstre (Noruega), o Partido Verde (Noruega) e o Rødt. Os protestos no estaleiro continuam (até ao primeiro trimestre de 2026). Foram efetuadas detenções, algumas delas em 2025.
O projecto vai de contra a Directiva-Quadro da Água.
A 24 de janeiro de 2026, os meios de comunicação social informaram que quatro partidos políticos iriam solicitar na semana seguinte uma moção de voto parlamentar de revogação da licença de exploração mineira concedida pelo governo.
A Noruega tem o dever de cumprir as leis às quais adere, como membro do Espaço Económico Europeu. Além disso, os direitos dos povos indígenas Sámi ao abrigo do Consentimento Livre, Prévio e Informado (CLPI), estão a ser violados pelo governo. Os bloqueios em frente à entrada do túnel de acesso foram iniciados (em janeiro de 2026). Há mais de 70 manifestantes no local da obra. Maren Benedicte Nystad Storslett, membro do conselho de governo do Parlamento Sámi, esteve no local para representar este parlamento. A pausa na construção, que começou em junho, terminou. O município [tinha] ordenado uma pausa na construção da mina de cobre; a licença para a construção [não estava] completa (no final de junho). Ecoativistas protestaram no estaleiro de obras nesse mês. O conflito entre os demonstrantes que exigem o fim dum projecto potêncialmente desastroso a nivel ecológico, com toneladas de detritos tóxicos despejados no leito do fiorde intocado, e habitat natural de desova de salmão-do-atlântico. Os ativistas são contra as forças da ordem que protegem os interesses das corporações e do governo, e a sua causa ganhou dimensões internacionais. Várias manifestações defronte à sede da Nussir ASA em Oslo, e escritórios do conglomerado americano Hartree Partners, uma divisão do mega asset management Oaktree Capital Management, em metropoles como Nova York, Londres, Helsinquia, Hamburgo, Melbourne, Genéve; continuam em Fevereiro 2026. Os protestos incluem confrontos prolongados, bloqueios de máquinas de construção, piquetes de demonstrantes, e têm sido comparados ao conflito de Alta em termos de dimensão.
Licença para despejo de resíduos no oceano, quando a mina de cobre começar a operar
A partir de fevereiro de 2026, a empresa mineira tem autorização para despejar resíduos no fiorde. Anteriormente (e a partir de 2015), as autoridades municipais e nacionais planejavam despejar até dois milhões de toneladas de resíduos no fiorde anualmente e durante quinze anos. Os detritos minerais provêm, alegadamente, de uma mina de cobre ainda em construção (no terceiro trimestre de 2025). O sector mineiro no norte da Europa está em crescimento, com países como a Suécia, Finlândia e Noruega a procurarem entrar na era da exploração mineral. A firma Nussir ASA está a desenvolver uma mina de cobre no Repparfjord, localizado em Finnmark, na região ártica no extremo noroeste da Noruega. Os resíduos da mina serão despejados no fiorde ao longo de 20 anos, totalizando 30 milhões de toneladas métricas de detritos de mineração perigosos. A Nordic Mining tenciona estabelecer a exploração de minério de magnetita em Fredfjorden e despejar as toxinas no fiorde. Experiências anteriores envolvendo depósitos de resíduos subterrâneos causaram danos tanto aos ecossistemas quanto às economias locais. A história da poluição gerada pela indústria mineira na Noruega é longa e tem deixado marcas contra o meio ambiente e ecossistemas frágeis.
Ligações externas A batalha pelo Repparfjord: onde sonhos ecológicos e águas limpas se encontram . Pulitzer Center