Juan Francisco Manzano (c. 1797–1853) poeta da ilha de Cuba, foi a única pessoa escravizada latino-americana a escrever uma autobiografia sobre sua experiência no cativeiro.
Biografia Nasceu filho de María Pilar Infazón e Toribio Manzano, na província de Matanzas, Cuba, durante o período colonial. Ele tinha dois irmãos mais novos, um chamado Florencio, e uma irmã libertada chamada María del Rosario. Seu pai morreu antes de ele completar quinze anos.
Manzano aprendeu a ler e escrever por conta própria, em um ambiente onde pessoas escravizadas surpreendidas nessa atividade eram punidas ou mortas. Naturalmente, seu domínio da norma culta é tênue. Muitos literatos, na época e hoje, não resistiram à tentação de consertar sua prosa, melhorar seu estilo, reescrever seu texto — sem se dar conta que estavam reproduzindo, no papel, a própria tirania senhorial que Manzano tanto sentiu literalmente na pele.
Manzano trabalhou como pajem durante toda a sua vida. Ele escreveu duas obras de poesia e sua autobiografia enquanto ainda era escravizado. A Autobiografia de um Escravo é um dos dois únicos relatos pessoais da escravidão cubana no século XIX, os únicos relatos narrativos existentes sobre a escravidão na América Latina. E é considerada um excelente documento histórico sobre a vida das pessoas escravizadas em Cuba no começo do século XIX.
Ele obteve sua liberdade em 1836 e mais tarde escreveu um livro de poemas e uma peça, "Zafira". Em 1844, Manzano foi falsamente acusado de envolvimento na conspiração de La Escalera. Após sua libertação da prisão em 1845, ele não publicou mais nada e morreu em 1853.
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