A morte de Serginho do São Caetano foi um episódio do futebol brasileiro onde o zagueiro do São Caetano Futebol, Paulo Sérgio Oliveira da Silva, mais conhecido como Serginho, faleceu vítima de uma parada cardiorrespiratória durante uma partida entre o São Paulo e São Caetano, pela 38.ª rodada do Campeonato Brasileiro, no estádio do Morumbi.

Ocorrência O jogador desmaiou sozinho dentro da área, nos pés do jogador do time adversário Grafite, que chegou a tropeçar nele um pouco antes do ocorrido. Os torcedores ficaram em silêncio e, em campo, os atletas, desesperados, rezavam e pediam atendimento médico.

Histórico No dia 11 de janeiro de 2004 o jogador foi submetido junto com outros atletas da equipe a exames cardiológicos de rotina, no qual fora constatado que ele era portador de uma arritmia cardíaca de origem genética, patologia que consiste na ausência de ritmo constante nos batimentos, o que gerava insuficiência cardiorrespiratória.

Mais tarde, foi descoberto que o que o que realmente tinha acometido Paulo Sérgio se tratava de uma miocardiopatia hipertrófica assimétrica, que ocasiona na dilatação do coração, condição que não havia sido detectada no exame feito no Incor em fevereiro, sendo descoberto apenas na necropsia.

No dia seguinte a constatação do óbito, o médico Edimar Bocchi que havia atendido Serginho meses antes, no Instituto do Coração, relatou a polícia que havia recomendado ao mesmo a sua aposentadoria do futebol além de ter relatado em quatro ocasiões ao então médico do clube Paulo Forte, o alto risco de óbito do futebolista caso continuasse jogando, fato esse que Forte negou.

Indiciamentos O promotor de justiça Rogério Leão Zagallo protocolou junto ao 5.º Tribunal do Júri uma denúncia que responsabilizava o presidente Nairo de Souza e o médico do time Paulo Forte pela morte de Serginho, acatada integralmente pelo juiz Cassiano Ricardo Zorzi Rocha que instaurou ação penal contra os dois denunciados por homicídio qualificado, pela motivação torpe.

Destacou o promotor do caso na peça acusatória que ambos os denunciados sabiam desde fevereiro de 2004 que o futebolista sofria de "taquicardia ventricular não sustentada", ignorando a recomendação dos profissionais especialistas para afastarem o mesmo de suas atividades esportivas, pois havia risco de morte súbita, deste modo, assumiram o risco de provocar o resultado médico, ou seja, a motivação torpe, pois, segundo ele, "usufruíram do jogador que era titular absoluto do clube, assim, submeteram o jogador a mais de cinquenta partidas em três campeonatos (Paulista, Brasileiro e Copa Sul-Americana)."

Foram indiciados por homicídio doloso o presidente do São Caetano, Nairo de Souza, e o médico Paulo Forte.

Mais tarde, o Supremo Tribunal Federal reverteu a denúncia para homicídio culposo, ou seja, quando não há intenção de matar. Nairo e Paulo chegaram a ser absolvidos desse caso.

Referências

Categoria:Mortos em 2004 Categoria:Mortes filmadas Categoria:Mortes por infarto agudo do miocárdio Categoria:Futebolistas mortos em campo Categoria:Mortes de desportistas Categoria:Mortos na cidade de São Paulo Categoria:São Caetano Futebol