Luiz Francisco Correia Mendes Rebello, coñecido como Luiz Francisco Rebello, nado en Lisboa o 10 de setembro de 1924 e finado na mesma cidade o 8 de decembro de 2011, foi un avogado, dramaturgo, crítico teatral, historiador de teatro e ensaísta portugués. Foi especialista de fama internacional en materia de dereitos de autor, disciplina que ensinou na Universidade de Coímbra.
Xuntamente con José Saramago, Armindo Magalhães, Manuel da Fonseca e Urbano Tavares Rodrigues foi, en 1992, un dos fundadores da Fronte Nacional para a Defensa da Cultura (FNDC).
Traxectoria Licenciado en Dereito pola Universidade de Lisboa, presidiu a Sociedade Portuguesa de Autores durante 30 anos (1973 a 2003), tendo saído en maio de 2003, após ter sido acusado de xestión fraudulenta e danosa. Foi electo, en 1976, vice-presidente da Confederación Internacional das Sociedades de Autores e Compositores, ata 1978. Con conexións ao teatro, fundou e dirixiu, en 1946, xuntamente con Gino Saviotti, o Teatro-Estudo do Salitre e, en 1971, foi nomeado director do Teatro São Luiz, cargo do que se viría a dimitir o ano seguinte por non concordar coas inxerencias da Comisión de Censura.Boletim Municipal de Lisboa nº 1185, 3º Suplemento
Colaborou en moitos xornais e revisadas, entre eles a Colóquio-Letras, o Jornal de Letras, a Seara Nova e a Vértice, na revista luso-brasileira Atlántico , no semanario Mundo Literario (1946-1948) e aínda na revista Arte Opinião (1978-1982). Dirixiu, desde 1971, un Dicionário do Teatro Português, publicado en fascículos.
Jean-Paul Sartre e Pirandello foron os autores que máis o influenciaron a nivel estético. Vida persoal
Casou coa actriz Mariana Villar, de quen tivo unha filla, a tamén avogada e autora Catarina Rebello.
Obras
Textos teatrais
A culpa (1931). A lição do tempo (1941). O ouro que Deus dá (1943). Jogo para um Natal de Cristo (1944). A invenção do guarda-chuva (1944). En colaboración con José Palla e Carmo. Ventania (1945). O mundo começou às 5 e 47 (1946). O dia seguinte (1948-49). Traducida e representada en doce países. O fim na última página (1951). Alguém terá de morrer (1954). É urgente o amor (1956-57). Os pássaros de asas cortadas (1958). Adaptado ao cinema por Artur Ramos. Condenados à vida (1961-63). Dente por dente (1964). Adaptación, versión libre de Shakespeare. A visita de sua Excelência (1962-65). Liberdade, Liberdade (1974). Apatación e versión libre de Miollor Fernandes. Prólogo alentejano (1975). O parto dum partido (1975-76). Obra satírica. A lei é a lei (1977). O grande mágico (1979). Portugal anos Quarenta (1982). Todo o amor é amor de perdição (1990). Transposición para televisión do processo de Camilo Castelo Branco. A desobediência (1995). Sobre a resistencia de Aristides Sousa Mendes, cónsul portugués en Bordeos, que nos anos 40 salvou millares de xudeus da loucura nazifascista. As páginas arrancadas (1999). É urgente o amor (1999). (nova versão). Triângulo escaleno (2002). Amanhã, à mesma hora, no mesmo lugar ou O lugar-comum (2003). Obra satírica. O órfão de Deus (2005). “Mitobiografía dramática” sobre Uriel da Costa.
Teatro completo
1999: Todo o Teatro: Vol. I. Lisboa: Imprensa Nacional – Casa da Moeda, Biblioteca de Autores Portugueses. 2006: Todo o Teatro: Vol. II. Lisboa: Imprensa Nacional – Casa da Moeda, Biblioteca de Autores Portugueses.
Estudoso e crítico
D. João da Câmara e os caminhos do teatro português (1949). Teatro moderno: caminhos e figuras (1957). Teatro português, do romantismo aos nossos dias (1959, 2 voll.). Imagens do teatro contemporâneo (1961). História do teatro português (1967, 5ª ed. 1999). Libro traducido para inglés, francés e español. O jogo dos homens (1971). Combate por um teatro de combate (1977). O primitivo teatro português (1977). O teatro naturalista e neo-romântico (1978). O teatro simbolista e modernista (1979). O teatro romântico em Portugal (1980). Variações sobre o teatro de Camões (1980). 100 anos de teatro português (1984). História do teatro de revista em Portugal (1984 -vol. I- e 1985 -II-). O teatro de Camilo (1991). Fragmentos de uma dramaturgia (1994). O palco virtual (2004).
Memorias
O passado na minha frente (2004).
Editor e organizador
Santareno, Bernardo (1984-1987). Obras completas (org. Luiz Francisco Rebello). Lisboa: Caminho, 4 volumes. Sena, Jorge de (1988). Do teatro em Portugal. Edições 70 Teatro Estúdio do Salitre (1996). Teatro português em um acto (1900-1945) (1997). Teatro português em um acto (1800-1899) (2003). Teatro português em um acto (século XIII-XVIII) (2006). Teatro romântico português: o drama histórico (2007).
Premios e homenaxes
1942-43: A lição do tempo, vencedora do 1° Prémio da Mocidade Portuguesa. 1985: Comendador da Orde do Infante D. Henrique 1991: Insignias de Cavaleiro da Ordem Nacional do Mérito atribuídas polo Ministro da Comunicación francês George Kiejemann. 1999: Grande-Oficial da Orde Militar de Sant'Iago da Espada. 1964: Premio de Teatro da ex-Sociedade de Escritores por Condenados à vida. 1994: Gran Premio da Sociedade Portuguesa de Autores por Todo o amor é amor de perdição. 2016: Praza Luiz Francisco Rebello, nun dos patios deseñados por Álvaro Siza Vieira no Chiado.
Notas
Véxase tamén
Bibliografía
Barata, José de Oliveira (1999). “O teatro de uma vida”, in Luiz Francisco Rebello, Todo o teatro. Lisboa: Imprensa Nacional-Casa da Moeda, Biblioteca de Autores Portugueses. Cruz, Duarte Ivo (1969). “Luiz Francisco Rebello”, in Introdução ao teatro português do século XX. Lisboa: Espiral. ___(1983).“Luiz Francisco Rebello”, in Introdução à história do teatro português. Lisboa: Guimarães Editores. ___ (2001). “Luiz Francisco Rebello”, in História do teatro português. Lisboa:, Verbo. Fadda, Sebastiana (2006). “A dramaturgia de Luiz Francisco Rebello: do Teatro Estúdio do Salitre às significações do palco”, in Estudos Italianos em Portugal, nova série, n.º 1. ___ (2012). “O fulgor de uma inteligência apaixonada: Imagens da dramaturgia de Luiz Francisco Rebello”, in Sinais de Cena, Nº 17, junho, APCT / CET, pp. 19-32. Fuente Ballesteros, Ricardo de la / AMEZUA, Julia (coord.) (2002).Diccionario del teatro iberoamericano. Salamanca: Almar. Machado, Álvaro Manuel (1996). “Luiz Francisco Rebello”, in Álvaro Manuel Machado (dir.), Dicionário de literatura portuguesa. Lisboa: Editorial Presença. Picchio, Luciana Stegagno (1969).História do teatro português, tradução de Manuel de Lucena sobre a 1.ª edição italiana [Roma, Edizioni dell’Ateneo, 1964], corrigida e aumentada pola Autora. Lisboa: Portugália Editora. Porto, Carlos (1973). Em busca do teatro perdido. Lisboa: Plátano Editora, Colecção Movimento, 2 vols. Quadros, António (1964). Crítica e verdade. Lisboa: Livraria Clássica Editora, pp. 229-236. Rodrigues, Urbano Tavares (1961). Noites de teatro. Lisboa: Edições Ática, 2 vols. ___ (1966).Realismo. Arte de vanguarda e nova cultura. Lisboa: Editora Ulisseia. ___ (1998). “Luiz Francisco Rebello: a paixão do teatro”, in Jornal de Letras, 12 de agosto. Santos, Luisa Duarte (org.) (2010), Os autos da vida de Luiz Francisco Rebello. Catálogo da exposição. Vila Franca de Xira: Câmara Municipal de Vila Franca de Xira – Museu do Neo-Realismo. Seródio, Maria Helena Serôdio (2000). “Luiz Francisco Rebello: o lugar da consequência”, in Cadernos de Teatro, n.° 16, Almada, Companhia de Teatro de Almada, junho. ___ (2004). “Dramaturgia”, in AA.VV., Literatura portuguesa do século XX. Lisboa: Instituto Camões, Colecção Cadernos Camões, pp. 95-141. ___ (2012). “Luiz Francisco Rebello: o escândalo da clareza” in Sinais de Cena, Nº 17, junho, APCT / CET, pp. 51-55. Simoes, João Gaspar (1985). Crítica VI. O teatro contemporâneo (1942-1982). Lisboa: Imprensa Nacional-Casa da Moeda, Temas Portugueses. Teixeira, António Braz (2006). “Prefácio breve e talvez inútil”, in Luiz Francisco Rebello, Todo o teatro II. Lisboa: Imprensa Nacional-Casa da Moeda, Biblioteca de Autores Portugueses. Trigueiros, Luís Forjaz (1969). Novas perspectivas. Lisboa: União Gráfica, pp. 197-201.
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