Haplogrupo E-V68, também conhecido como E1b1b1a, ou E3b1a, é um importante haplogrupo de DNA do cromossoma Y humano encontrado no Norte da África, no Chifre da África, na Ásia Ocidental e na Europa. É um subclado dum haplogrupo maior e mais antigo, conhecido como E1b1b ou E-M215 (também um equivalente aproximado a E-M35). A linhagem E1b1b1a se identifica pela presença de uma mutação de polimorfismo de nucleotídeo único (PNU) / (inglês: SNP) no cromossoma Y, que se conhece como V68. É um assunto para discussão e estudo em genética, bem como em genealogia genética, arqueologia e linguística histórica .

E-V68 é dominado por seu subclado <b>E-M78</b>, mais conhecido. Em várias publicações, tanto E-V68 como E-M78 foram referidos por outros nomes, especialmente pela nomenclatura filogenética como "E3b1a", que são concebidos para mostrar o seu lugar na árvore genealógica de todos os homens. Esses vários nomes mudam à medida que novas descobertas se fazem e se discutem abaixo.

Origens direita|miniaturadaimagem|289x289px| O rio Nilo e seus principais afluentes: um provável corredor de migrações antigas, incluindo aquelas envolvendo as linhagens de DNA-Y E-M243, E-M78, E-V12, e E-V22 . Crê-se que o E-M78, assim como seu clado-pai, E-V68, tenha origem africana. Com base em dados de variância genética de RCT (ou inglês: STR), sugere que este subclado se originou no “Nordeste da África”, que no estudo se refere especificamente à região do Egito e da Líbia . Table 1

Antes de , propuseram um local de origem para a E-M78 mais ao sul, na África Oriental . Isso ocorreu devido à alta frequência e diversidade das linhagens E-M78 na região da Etiópia. No entanto, conseguiram obter e estudar mais dados e concluíram que as linhagens E-M78 no Chifre da África eram dominadas por ramos relativamente recentes (veja E-V32 abaixo). Eles concluíram que a região do Egito era o local prováve de origem do E-M78 com base "na distribuição geográfica periférica dos sub-haplogrupos mais derivativos em relação ao nordeste da África, bem como nos resultados da análise quantitativa da UEP e da diversidade de microssatélites".

Cruciani et al. (2007) também observam isso como evidência de “um corredor para migrações bidirecionais” entre o nordeste da África (Egito e Líbia nos dados dos pesquisadores), por um lado, e a África Oriental, por outro. Porque Cruciani et al. (2007) também propuseram que o E-M35, o clado parental do E-M78, originou-se na África Oriental durante o Paleolítico e posteriormente se espalhou para a região do Egito. O E-M78 no leste da África é, portanto, o resultado de uma migração de retorno. Os autores acreditam que houve “pelo menos dois episódios entre 23,9-17,3 quiloanos e 18,0-5,9 quiloanos atrás”.

Outra provável migração do Egito para o sul foi observada por com base no seu inquérito sobre o Sudão. Especificamente, o E-V12 e o E-V22, "podem ter sido trazidos do Norte da África para o Sudão após a desertificação progressiva do Saara, há cerca de 6.000-8.000 anos".

Para o norte, do Egito e da Líbia, o E-M78 migrou para o Oriente Médio, mas adicionalmente propuseram que a população portadora de E-V68 anterior pôde ter migrado por mar diretamente da África para o sudoeste da Europa, porque observaram casos de E-V68* (sem a mutação M78) apenas na Sardenha, e não nas amostras do Oriente Médio. No que diz respeito ao E-M78, tal como outras formas de E-V68, há evidências de múltiplas rotas de expansão a partir de um local de origem africana.

Doutrarte, embora aparentemente tenha ocorrido migrações diretas do Norte de África para a Península Ibérica e Sul de Itália (de pessoas portadoras de E-V68*, E-V12, E-V22 e E-V65), a maioria das linhagens E-M78 encontradas na Europa pertencem ao subclado E-V13 que parece ter entrado na Europa nalgum momento indeterminado vindo do Oriente Próximo, onde aparentemente se originou, através dos Bálcãs .

Chegando a conclusões semelhantes às da equipa de Cruciani e Trombetta, , ao escrever antes da descoberta do E-V68, descrevem o Egito como "um centro para a distribuição dos vários sub-clados geograficamente localizados relacionados ao M78" e, com base em dados arqueológicos, propõem a possiblidade de o ponto de origem do E-M78 (ao contrário de dispersões posteriores desde o Egito) estar num refúgio que "existia na fronteira dos atuais Sudão e Egito, perto do Lago Núbia, até o início de uma fase úmida por volta de 8.500 a.E.C. O cinturões de chuva de sentido ao setentrião durante este período também poderia ter estimulado uma rápida migração de forrageadores do Mesolítico para o norte da África, o Levante e, finalmente, para a Ásia Menor e a Europa, onde cada um deles eventualmente se diferenciou em seus ramos regionalmente distintos".

A divisão do E-V68 em sub-clados como E-V12, E-V13, etc. tem sido em grande parte trabalho de uma equipe italiana que inclui Fulvio Cruciani, Beniamino Trombetta, Rosario Scozzari e outros. Começaram com base em estudos de STR em 2004 e, em 2006, anunciaram as descobertas de mutações de polimorfismo de nucleotídeo único (PNU)/(SNP) que poderiam definir a maioria dos ramos principais com melhor clareza, o que se discutiu mais detalhadamente em 2007. Esses artigos foram a base das filogenias atualizadas encontradas em e ISOGG, que por sua vez é a base da filogenia fornecida abaixo.

Keita (2008) examinou um conjunto de dados publicado do cromossoma Y sobre populações afro-asiáticas e descobriu que uma linhagem chave E-M35 / E-M78, mutação de subclado do haplogrupo E, foi compartilhada entre as populações na localidade dos falantes originais de Egípcio antes e falantes de Cuxita modernos do Chifre. Essas linhagens estão presentes em egípcios, berberes, falantes cuxitas do Chifre da África e falantes sírio-árabes no Oriente Próximo. Ele observou que variantes também são encontradas no Egeu e nos Bálcãs, mas a origem do subclado M35 estava na África Oriental, e seus clados eram dominantes numa porção central das populações de língua afro-asiática que incluíam grupos cuxitas, egípcios e berberes, em contraste os falantes semíticos mostraram um declínio na frequência, indo de oeste para leste na região do sírio-levantina. Keita identificou altas frequências de M35 (> 50%) entre populações omóticas, mas afirmou que isso derivou duma pequena amostra publicada de 12. Keita também escreveu que a mutação PN2 foi compartilhada pelas linhagens M35 e M2 e este clado definido originou-se desde a África Oriental. Concluiu que "os dados genéticos fornecem perfis populacionais que indicam claramente homens de origem africana, em oposição a serem de ascendência asiática ou Europaia", mas reconheceu que a biodiversidade não indica qualquer conjunto específico de cores de pele ou características faciais, uma vez que as populações estavam sujeitas a pressões microevolutivas.

Loosdrecht et al. (2018) analisaram dados do genoma de sete antigos indivíduos iberomaurisianos da Grotte des Pigeons (pt: Caverna dos Pombos), perto de Taforalt, no leste de Marrocos . Os fósseis foram datados diretamente entre 15.100 e 13.900 anos calibrados antes do presente. Os cientistas descobriram que todos os espécimes masculinos com preservação suficiente de DNA nuclear pertenciam ao subclado E1b1b1a1 (M78), com um esqueleto a portar a linhagem parental E1b1b1a1b1 para E-V13. Martiniano et al. (2022), posteriormente, reatribuíram todas as amostras de Taforalt ao haplogrupo E-M78 e nenhuma ao E-L618, o antecessor do E-V13.

Idade

Em junho de 2015, a mutação M78 e o consequente início das árvores genealógicas dos haplogrupos E-M78 e E-V68 foram datados por Trombetta et al. para aproximadamente 20.300-14.800 anos atrás.

Árvore genealógica Esta árvore filogenética de subclados é baseada na árvore ISOGG 2019, bem como na árvore da companhia de ancestralidade FamilyTreeDNA™.

Distribuição Até agora, três indivíduos que têm E-V68, mas não E-M78, foram relatados na Sardenha, por , ao anunciar a descoberta do V68.

O E-M78 está amplamente distribuído no Norte de África, no Chifre de África, na Ásia Ocidental (estendendo-se até ao Sul da Ásia ) e na Europa .

O paragrupo E-M78*, mais basal e raro, foi encontrado em suas frequências mais altas em egípcios do Oásis Gurna (5,88%), com frequências mais baixas também observadas em árabes marroquinos, sardos e nos Bálcãs .

As frequências mais altas de todos os sub-clados E-M78 definidos se encontram primariamente entre as populações de língua afro-asiática na grande área que se estende desde o suposto local de origem do haplogrupo no Alto Egito até o Sudão e o Chifre da África .

Fora desta área central de distribuição (Norte de África e Chifre da África), o E-V68 também é observado noutras partes do continente em frequências mais baixas devido a dispersões mais recentes. É assim encontrado hoje em bolsões dos Grandes Lagos africanos e da África Austral devido aos primeiros colonizadores de língua afro-asiática que vieram da região do Chifre, e no extremo oeste da Guiné-Bissau, onde a sua presença foi provisoriamente atribuída a Movimentos trans-saarianos de pessoas desde o Norte da África.

A distribuição do E-V68 na Europa é dominada pelo subclado E-V13, exceto na Península Ibérica. E-V13 tem um pico de frequência centrado em partes dos Bálcãs (aproximadamente 20% nas áreas do sul; até quase 50% em alguns lugares e populações específicas ) e na Itália. Hoje tem frequências mais baixas nas áreas oeste, centro e nordeste, embora o E-V13 tenha sido encontrado em um cemitério neolítico na Catalunha. Isso é discutido com mais detalhes abaixo. RegiãoPopulaçãonE-M78E-M78*E-V12*E-V13E-V22E-V32E-V65StudyEuropaAlbaneses5525.46% = (14/55)1.82% = (1/55)23.64% = (13/55)Europa Albaneses Macedônios6435.94% = (23/64)1.56% = (1/64)34.38% = (22/64)EuropaAlbaneses e Albaneses Macedônios55+64=11931.09% = (37/119)1.68% = (2/119)29.41% = (35/119)EuropaAlbaneses Cosovares11445.61% = (52/114)1.75% = (2/114)43.86% = (50/114)EuropaAlbaneses9632.29% = (31/96)32.29% = (31/96)EuropaAlbaneses e