A Anthropic PBC é uma empresa de benefício estadunidense de inteligência artificial (IA) com sede em São Francisco. Ela desenvolveu uma família de grandes modelos de linguagem (LLMs) chamada Claude. A Anthropic opera como uma corporação de benefício público, que pesquisa e desenvolve IA para "estudar suas propriedades de segurança na fronteira tecnológica" e usar essa pesquisa para implantar modelos seguros para o público.
A Anthropic foi fundada em 2021 por ex-membros da OpenAI, incluindo os irmãos Daniela Amodei e Dario Amodei, que são presidente e CEO, respectivamente. A partir de fevereiro de 2026, a Anthropic possui um valor estimado em US$ 380 bilhões.
História
A Anthropic foi fundada em 2021 por sete ex-funcionários da OpenAI, incluindo os irmãos Daniela Amodei e Dario Amodei, sendo que este último atuava como Vice-Presidente de Pesquisa da OpenAI.
No verão (no hemisfério norte) de 2022, a Anthropic concluiu o treinamento da primeira versão do Claude, mas não o lançou publicamente, justificando a necessidade de testes internos adicionais de segurança e o desejo de evitar o início de uma corrida potencialmente perigosa para o desenvolvimento de sistemas de IA cada vez mais poderosos.
Em 2024, a empresa atraiu diversos funcionários de destaque da OpenAI, incluindo Jan Leike, John Schulman e Durk Kingma.
Em março de 2025, a Databricks e a Anthropic anunciaram que o Claude seria integrado à Databricks Data Intelligence Platform.
Em maio de 2025, a empresa anunciou o Claude 4, apresentando o Claude Opus 4 e o Claude Sonnet 4 com capacidades aprimoradas de programação e outros novos recursos. Também introduziu novas funcionalidades de API, incluindo o conector do Model Context Protocol (MCP). Naquele mesmo mês, a companhia sediou sua conferência inaugural para desenvolvedores. Ainda em maio, a Anthropic lançou uma API de pesquisa na web que permite ao Claude acessar informações da internet em tempo real. O Claude Code, assistente de programação da Anthropic, passou da fase de prévia de pesquisa para disponibilidade geral, contando com integrações para o VS Code e ambientes da JetBrains, além de suporte para o GitHub Actions.
Em setembro de 2025, a Anthropic anunciou que deixaria de vender seus produtos para grupos controlados de forma majoritária por entidades da China, Rússia, Irã ou Coreia do Norte, citando preocupações de segurança nacional.
Em outubro de 2025, a empresa revelou uma parceria de nuvem com o Google, que lhe garantiu acesso a até um milhão de Unidades de Processamento Tensor (TPUs) personalizadas. Segundo a Anthropic, a aliança colocará mais de um gigawatt de capacidade computacional para IA online até 2026.
Em novembro de 2025, a Nvidia, a Microsoft e a Anthropic anunciaram um acordo. Esperava-se que a Nvidia e a Microsoft investissem até US$ 15 bilhões na empresa, enquanto a Anthropic se comprometeu a adquirir US$ 30 bilhões em capacidade computacional da plataforma Microsoft Azure rodando em sistemas de IA da Nvidia.
Ainda em novembro de 2025, a Anthropic reportou que hackers financiados pelo governo chinês utilizaram o Claude para realizar ataques cibernéticos automatizados contra cerca de 30 organizações globais. Os invasores enganaram a IA para que ela executasse subtarefas, fingindo se tratar de testes defensivos.
Em dezembro de 2025, a Anthropic adquiriu o Bun para melhorar a velocidade e a estabilidade do Claude Code. No mesmo mês, a empresa assinou uma parceria de longo prazo, avaliada em US$ 200 milhões, com a Snowflake Inc. para disponibilizar os modelos Claude na plataforma da Snowflake, como parte da expansão da implementação corporativa de agentes e ferramentas de IA.
Em fevereiro de 2026, a Anthropic exibiu dois comerciais durante o Super Bowl LX como parte de uma campanha de marketing mais ampla chamada "A Time and a Place", que contou com quatro anúncios criados pela agência Mother. Cada peça mostrava assistentes de IA mudando de assunto repentinamente no meio de uma conversa para promover produtos fictícios. A Anthropic reforçou que o Claude permanecerá sem anúncios, contrastando com sua concorrente OpenAI, que passou a exibir anúncios na versão gratuita do ChatGPT.
No início de abril de 2026, foi lançado o modelo Mythos, um dos mais avançados até então. Inicialmente, o acesso ao modelo só foi permitido à empresas parceiras por questões de segurança. Eventualmente a empresa lançou o modelo "Fable", uma versão do Mythos com restrições adicionais para o público em geral. Mesmo com as restrições, o governo estadounidense impôs um bloqueio ao modelo, proibindo o uso fora dos Estados Unidos. O modelo Fable só foi liberado para o mundo novamente a partir do dia 1º de julho de 2026.
Estrutura corporativa miniaturadaimagem|A estrutura corporativa da Anthropic De acordo com a Anthropic, seu objetivo é pesquisar a segurança e a confiabilidade dos sistemas de IA. Os irmãos Amodei estavam entre os que deixaram a OpenAI devido a divergências de direção.
O "Long-Term Benefit Trust" (Fundo de Benefício a Longo Prazo) da Anthropic é um fundo com o propósito de garantir "o desenvolvimento e a manutenção responsáveis de IA avançada para o benefício de longo prazo da humanidade". Ele detém ações da Classe T na PBC (Corporação de Benefício Público), que lhe conferem o direito de eleger diretores para o conselho da Anthropic. Em outubro de 2025, os membros do Fundo eram Neil Buddy Shah, Kanika Bahl, Zach Robinson e Richard Fontaine.
Em janeiro de 2026, a Anthropic introduziu uma divisão chamada "Labs", que contou com a adesão de Mike Krieger (ex-Diretor de Produtos da empresa).
Funcionários notáveis Amanda Askell: filósofa que trabalha na personalidade do Claude. Chris Olah: cofundador, pesquisa de interpretabilidade. Daniela Amodei: cofundadora e presidente. Dario Amodei: cofundador e CEO. Jan Leike: colíder da equipe de Ciência de Alinhamento, ex-pesquisador de alinhamento da OpenAI. Jared Kaplan: cofundador e cientista-chefe. Mike Krieger: Diretor de Produtos. Nicholas Carlini: pesquisador.
Produto
A principal linha de produtos da Anthropic é a série "Claude" de grandes modelos de linguagem, que alguns funcionários consideram uma referência ao matemático Claude Shannon. Uma das técnicas usadas para realizar o ajuste fino dos modelos Claude é a IA constitucional, na qual a IA é treinada para aderir a um conjunto de princípios chamado de constituição. A empresa disponibiliza os modelos por meio de uma interface web, uma API, do Amazon Bedrock, um aplicativo para iOS e aplicativos de desktop para Mac e Windows.
O Claude Code é um agente de IA de linha de comando frequentemente utilizado para programação. O "Cowork" é um equivalente com interface gráfica de usuário, projetado para ser mais simples de usar.
Histórico de lançamentos As duas primeiras versões do Claude, Claude e Claude Instant, foram lançadas em março de 2023, mas apenas usuários aprovados pela Anthropic podiam utilizá-las. A iteração seguinte, o Claude 2, foi lançada ao público em julho de 2023.
Em março de 2024, a Anthropic lançou três modelos de linguagem: Claude 3 Opus, Claude 3 Sonnet e Claude 3 Haiku, em ordem decrescente de desempenho. Em junho de 2024, a empresa lançou o Claude 3.5 Sonnet. Com o Claude Sonnet V2, a empresa lançou o "computer use", a capacidade de mover o cursor, clicar e digitar para executar tarefas no computador do usuário.
Em maio de 2025, a Anthropic lançou o Claude 4 Opus e o Sonnet. Em fevereiro de 2026, lançou o Claude Opus 4.6, seguido pelo Sonnet 4.6.. O modelo mais avançado disponível em abril de 2026 era o Claude Opus 4.7.
Financiamento Em abril de 2022, a Anthropic anunciou que havia recebido 580 milhões de dólares em financiamento, incluindo um investimento de 500 milhões de dólares da FTX sob a liderança de Sam Bankman-Fried. Em setembro de 2023, a Amazon anunciou uma parceria com a Anthropic. A Amazon tornou-se uma acionista minoritária ao investir inicialmente 1,25 bilhão de dólares e planejar um investimento total de 4 bilhões. Os 2,75 bilhões de dólares restantes foram investidos em março de 2024. Em novembro de 2024, a Amazon investiu mais 4 bilhões de dólares, dobrando seu investimento total. Como parte do acordo, a Anthropic usa a Amazon Web Services (AWS) como sua principal provedora de nuvem e disponibiliza seus modelos de IA para os clientes da AWS.
Em outubro de 2023, o Google investiu 500 milhões de dólares na Anthropic e se comprometeu com um valor adicional de 1,5 bilhão de dólares ao longo do tempo. Em março de 2025, o Google concordou em investir mais 1 bilhão de dólares na Anthropic.
A Anthropic arrecadou 3,5 bilhões de dólares em uma rodada de financiamento da Série E em março de 2025, alcançando uma avaliação pós-dinheiro de 61,5 bilhões de dólares, liderada pela Lightspeed Venture Partners com a participação de vários grandes investidores.
Em setembro de 2025, a Anthropic concluiu uma rodada de financiamento da Série F, arrecadando 13 bilhões de dólares com uma avaliação pós-dinheiro de 183 bilhões de dólares. A rodada foi coliderada pela Iconiq Capital, Fidelity Management & Research e Lightspeed Venture Partners, com a participação da Qatar Investment Authority e de outros investidores.
Em 31 de dezembro de 2025, foi confirmado que a Anthropic assinou uma carta de intenções (term sheet) para uma rodada de financiamento de 10 bilhões de dólares liderada pela Coatue e pelo GIC, com uma avaliação de 350 bilhões de dólares.
Em 12 de fevereiro de 2026, a Anthropic anunciou que havia arrecadado 30 bilhões de dólares em uma rodada de financiamento da Série G, elevando sua avaliação pós-dinheiro para 380 bilhões de dólares.
Projetos Forças armadas e inteligência dos EUA
Em novembro de 2024, a Anthropic fez parceria com a Palantir e a Amazon Web Services para fornecer o modelo Claude a agências de inteligência e defesa dos EUA. Em junho de 2025, a Anthropic anunciou um modelo "Claude Gov". A Ars Technica relatou que, a partir de junho de 2025, o modelo estava em uso em várias agências de segurança nacional dos EUA. A partir de fevereiro de 2026, a parceria da Anthropic com a Palantir tornou o Claude o único modelo de IA usado em missões confidenciais.
Em julho de 2025, o Departamento de Defesa dos Estados Unidos (DoD) anunciou que a Anthropic havia recebido um contrato de 200 milhões de dólares para IA nas forças armadas, juntamente com o Google, a OpenAI e a xAI.
De acordo com o The Wall Street Journal, as forças armadas dos EUA usaram o Claude em sua incursão de 2026 na Venezuela para capturar o presidente Nicolás Maduro. Como o Claude foi exatamente usado é desconhecido. A intervenção resultou na morte de 83 pessoas.
A política de uso da Anthropic proíbe a utilização direta do Claude para vigilância doméstica ou em armas totalmente autônomas. Funcionários da Casa Branca disseram que essas restrições impediram que empresas terceirizadas federais que trabalham com o FBI e o Serviço Secreto o utilizassem. Tensões em relação a essa política surgiram com O Pentágono e a administração Trump.
Em 24 de fevereiro de 2026, o Secretário de Defesa Pete Hegseth ameaçou retirar a Anthropic da cadeia de suprimentos do DoD até 27 de fevereiro se a empresa não permitisse o uso irrestrito do Claude, ou ele invocaria a Lei de Produção de Defesa para garantir o uso irrestrito sem um acordo. Em 26 de fevereiro, a Anthropic rejeitou as exigências do Pentágono para abandonar as salvaguardas de IA. Em 27 de fevereiro, após o fim do prazo, o presidente Donald Trump ordenou que as agências governamentais dos EUA parassem de usar modelos desenvolvidos pela Anthropic. Dois dias depois, foi relatado que os militares dos EUA haviam usado o Claude durante seus ataques ao Irã no início da Guerra do Irã de 2026.