José Antonio D'Andrea Espinheira (Salvador, 26 de dezembro de 1943 - Salvador, 28 de fevereiro de 2015), conhecido como Tuna Espinheira, foi um cineasta brasileiro.José Antonio D'Andrea Espinheira (1943-2015) - Tuna, um cineasta da literatura. Por Andressa Taffarel. Folha de S. Paulo, 3 de março de 2015 Ao longo de aproximadamente quarenta anos de trabalho em cinema, dedicou-se sobretudo à realização de documentários, acreditando, no entanto, que o cinema documentário tem muito de ficção, assim como o cinema de ficção tem muito de documentário. Biografia Segundo dos sete filhos do advogado Ruy Alberto de Assis Espinheira e de Iracema D'Andrea Espinheira, de ascendência italiana, Tuna passou a infância e o início da adolescência na cidade de Poções, no Centro-Sul da Bahia. Três cineastas e uma cidade. Revista Contraplano. Revista laboratorial dos estudantes da disciplina Produção em Comunicação - Curso de Jornalismo/Uesb. Edição Especial: Mostra Cinema Conquista - Ano 10. Vitória da Conquista, 2014, p. 19 Trabalhou em mais de 30 filmes, eventualmente como ator (no caso de Um Sonho de Vampiros, de Iberê Cavalcanti, 1969, e outros filmes), mas quase sempre como roteirista, editor e diretor, ao longo de 44 anos dedicados ao cinema. Recebeu vários prêmios por seus filmes, como O Bruxo Bel Borba e O Imaginário de Juraci Dórea no Sertão: Veredas. Também trabalhou por alguns anos na diretoria de audiovisual da Fundação Cultural do Estado da Bahia.
Em 2004, lançou o primeiro longa-metragem, Cascalho, filme de época (anos 1930) inspirado na obra de Herberto Sales e totalmente filmado em Andaraí, na Chapada Diamantina. O filme foi selecionado para a mostra do 37.º Festival de Cinema de Brasília37º Festival de Brasília divulga selecionados. Terra, 12 de novembro de 2004. e obteve o prêmio de melhor filme no Festival de Cinema e Vídeo de Macapá, Amapá. Em 2014, o cineasta lançou seu último filme, um longa-metragem sobre Juracy Dórea, artista plástico de Feira de Santana. O Imaginário de Juraci Dórea no Sertão/Veredas. Por Tuna Espinheira. Bahia Notícias, 30 de agosto de 2014.
Tuna morreu aos 71 anos, em consequência de complicações decorrentes de um câncer. O corpo foi cremado no dia 1.º de março, no cemitério Jardim da Saudade, em Salvador. Morre o cineasta Tuna Espinheira aos 71 anos. Por Priscila Machado. A Tarde, 28 de fevereiro de 2015. Deixou um filme inacabado, sobre o poeta baiano Eurico Alves. Já com algumas filmagens feitas, deixou também inacabado um outro documentário de longa-metragem sobre o educador Anísio Teixeira.
Irmão do sociólogo Gey Espinheira e do escritor Ruy Espinheira Filho, Tuna era casado com a produtora Yara Maria Brandão Espinheira, sua companheira por mais de 40 anos. O casal teve uma filha, a atriz Maria Rosa Espinheira.
Filmografia Luís Gonzaga, o Rei do Baião (1969-1970) Major Cosme de Farias – O último Deus da mitologia baiana (1972) premiado pela Associação Baiana de Imprensa Atrás do trio elétrico só não vai quem já morreu (1973) Comunidade do Maciel – Há uma gota de sangue em cada poema (1974). Participação hors concours do festival internacional de documentários Visions du Réel, de Nyon, Suíça, e selecionado para o XX Festival International do Curta-Metragem de Oberhausen, na Alemanha. Prêmio de melhor filme na I Mostra do Filme Documentário de Curitiba Cajaíba…lição de coisas… O Fazendeiro do Ar (1976) (Direção, roteiro, montagem e produção). Prêmio de melhor roteiro no IX Festival de Brasília do Cinema Brasileiro e de melhor proposta de criatividade na IV Jornada Brasileira de Curta-metragem Bahia de todos os Exus (1977). Prêmio Especial do Júri, no X Festival de Cinema de Brasília Samba não se aprende no colégio (1978) Dr Heráclito Sobral Pinto, profissão Advogado (1979) em coprodução de Nelson Pereira dos Santos). Grande prêmio do Júri do VI Festival Brasileiro de Curta-metragem, outorgado pelo Jornal do Brasil Maculelê de Santo Amaro (1980) O curso do documentário brasileiro desde Aruanda (1980) O cisne também morre (1982) A ilha da resistência (1985; montagemCinemateca Brasileira. A ilha da resistência) A Mulher Marginalizada (1989). Prêmio de melhor direção e melhor filme no VI Rio Cine Festival. Troféu do Ofício Católico Internacional de Cinema – OCIC Viva o 2 de julho (1998) O Bruxo Bel Borba (1999) Cascalho (2004) Leonel Mattos em vinte e quatro quadros por segundo (2009) O Imaginário de Juraci Dórea no Sertão: Veredas (2014)
Ligações externas Registros sobre os trabalhos de Tuna Espinheira na base de dados da Cinemateca Brasileira.
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