A Floresta Nacional de Paraopeba (FLONA de Paraopeba) está localizada no município de Paraopeba, Minas Gerais, na região sudeste do Brasil. O bioma predominante é o Cerrado.
A FLONA de Paraopeba tem 59 talhões delimitados por aceiros, dos quais 45 estão cobertos de vegetação nativa dividida em diferentes fitofisionomias de Cerrado. Os demais talhões estão destinados à experimentação e outros usos. Entre as espécies encontradas, pode-se citar as Magonia pubescens, Miconia albicans, Xylopia aromatica, Qualea grandiflora, Astronium fraxinifolium, Protium heptaphyllum e Alibertia edulis. História A origem da Floresta Nacional de Paraopeba remonta ao Horto Florestal de Paraopeba, vinculado ao Serviço Florestal do Ministério da Agricultura. Com a criação do Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Florestal (IBDF), a área passou a ser denominada Estação Florestal de Experimentação (Eflex). A atual denominação de floresta nacional data de 2001, quando a unidade foi incluída no Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza (SNUC). A administração, antes a cargo do IBDF e depois do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), passou, a partir de 2007, ao Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).
Geografia A unidade está situada no município de Paraopeba, na Região Geográfica Intermediária de Belo Horizonte, em Minas Gerais, e ocupa cerca de 200 hectares. O bioma predominante é o Cerrado, e a cobertura vegetal divide-se em dois tipos principais: a vegetação nativa de cerrado e áreas de reflorestamento experimental com pínus e eucalipto.
Conservação e pesquisa Como floresta nacional, a unidade caracteriza-se por ter cobertura predominantemente nativa, tendo por objetivo básico o uso múltiplo e sustentável dos recursos florestais e a pesquisa científica; está classificada na categoria VI da União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN). Em razão de sua origem como estação experimental, a área é tradicionalmente utilizada em pesquisas florestais, incluindo estudos sobre a regeneração de espécies nativas do cerrado sob plantios de eucalipto.
Visitação A floresta nacional é aberta à visitação e utilizada em atividades de educação ambiental, pesquisa e lazer, com trilhas e estrutura voltada ao ecoturismo, constituindo um remanescente de cerrado de fácil acesso na região metropolitana de Belo Horizonte.
Paraopeba