Antonio Muniz Sodré de AragãoComo se pode ver nas fontes citadas neste verbete, a grafia do nome do político era Antônio Moniz Sodré de Aragão, e comumente citado apenas como Antônio Moniz ou Moniz Sodré. O uso da primeira variante é a única justificativa possível para ter levado o site oficial do governo baiano, e também o da Assembléia Legislativa a adotar, até 26 de janeiro de 2008 (data da consulta), a grafia como sendo Antônio Ferrão Muniz de Aragão (vide desambiguação, no alto da página) (Salvador, — Rio de Janeiro, ) foi um jurista, jornalista, professor e político brasileiro, ex-governador do estado da Bahia durante a República Velha.
Biografia Era filho do Vice-almirante Francisco Moniz Ferrão de Aragão e D. Laurinda Augusta Freire Moniz. Estudou na Faculdade de Direito da Bahia, onde bacharelou-se em 1903.Verbete in: Dicionário de Autores Baianos. Secult, Salvador, 2006, ISBN 978-85-7595-151-1
Exerceu o magistério em diversas instituições soteropolitanas de ensino médio e superior, tais como na Escola Normal, Politécnica e na Faculdade de Direito em que se formara e no Rio de Janeiro foi professor de Direito Penal da Faculdade de Direito e no doutorado da Faculdade Nacional de Direito da Universidade do Brasil.Ficha catalográfica na Biblioteca PUC-RJ, consultada em 27 de janeiro de 2008
Foi pai do teórico marxista e escritor Edmundo Moniz, autor de "Canudos: a luta pela terra". (São Paulo: Global, 1981)http://www.portfolium.com.br/Sites/Canudos/conteudo.asp?IDPublicacao=70 – página consultada em 27 de janeiro de 2008
Política Tendo sido eleito deputado federal (1912-1918), e posteriormente senador (1920-1927), parte de sua atuação deu-se também no Rio de Janeiro, ocupando a pasta de Secretário de estado do Interior e Justiça do Estado do Rio no governo do almirante Protógenes Guimarães.
Na Bahia sua participação política começou como deputado estadual (1909-1912), no grupo chefiado por José Joaquim Seabra, quem efetivamente o fez eleger e a quem sucedeu e também foi sucedido,Biografia, sítio oficial do governo da Bahia – esta página, até 27 de janeiro de 2008, trazia como sendo o nome do governador "Antônio Ferrão Moniz De Aragão" (sic). a despeito da forte oposição, capitaneada por Rui Barbosa, Luiz Vianna, Ernesto Simões Filho, Octávio Mangabeira, Bráulio Xavier, Horácio de Matos, entre outros.MORAES, Walfrido. Jagunços e Heróis - A Civilização do Diamante nas Lavras da Bahia. Civilização Brasileira, Rio de Janeiro, 1963 Junto a Seabra, apoiou a Revolução de 1930 e a Aliança Liberal.
Governo da Bahia Tomou posse a 29 de março de 1916, exercendo o mandato até 29 de março de 1920.
Vivia o Estado forte crise em razão da I Guerra Mundial. As exportações agrícolas – principal esteio da economia local – foram suspensas. Na capital o clima de insatisfação se agravava, redundando na eclosão de várias greves, a maior e mais traumática delas a dos professores municipais de 1918. A oposição de tudo isso se valia, acirrando inda mais as agitações.Artigo: COSTA, Ana Alice Alcântara. CONCEIÇÃO, Hélida. As Mulheres na "Revolta dos Resiguinados": A Greve dos Professores Municipais em 1918 (página consultada em 26 de janeiro de 2008).
Realizações Fundação, pelo historiador Francisco Borges de Barros, do Museu de Arte da Bahia, em 1918 http://www.funceb.ba.gov.br/mab/p_historic.htm, página consultada em 27 de janeiro de 2008 Apoio à fundação da Academia de Letras da Bahia Conclusão do Quartel de Cavalaria Ala principal do Palácio da Aclamação Reconstrução do Palácio Rio Branco Reconstrução do Hospital dos Alienados Reabertura da Escola Agrícola de São Bento das Lages (atual Escola de Agronomia de Cruz das Almas) Construção do prédio da Biblioteca Pública do Estado da Bahia Incrementou a abertura de estradas de rodagem e de ferro e a navegação
Imprensa Iniciou no jornalismo em 1895, na Gazeta de Notícias, tendo ainda atuado no Correio do Brasil e na Gazeta do Povo.
Como jornalista, primou pela publicação de artigos, mormente sobre a Bahia. Escreveu Moniz Sodré, sobre o estado: "O Estado da Bahia exerceu sempre a mais pronunciada influência na vida do Brasil, destacando-se nas diferentes fases de sua história, não somente pelo valor intelectual e moral dos seus filhos, com os quais se tem irmanado em todo vigor da sua proverbial intrepidez e do seu denonado patriotismo, mas, também, pelas contribuições materiais de suas potentes forças econômicas […]."MONIZ, Antonio. "A Bahia e o seu Papel Histórico na Evolução Política do Brazil". Revista da Bahia, Bahia, nº 21, 15 de outubro de 1922. in artigo: LEITE, Rinaldo Cesar Nascimento. Discursos sobre as Grandezas e os Infortúnios da Bahia: Identidade Local e Inserção na Ordem Republicana (página pesquisada em 26 de janeiro de 2008)
Letras Foi com o seu apoio que Arlindo Fragoso pôde fundar a Academia de Letras da Bahia, em 7 de março de 1917. Moniz ali teve assento na Cadeira número 10, cujo Patrono é Lino Coutinho.
Obras "A Bahia e o seu Papel Histórico na Evolução Política do Brazil". Revista da Bahia, Bahia, nº 21, 15 de outubro de 1922. Estatuto dos Funcionários Públicos, de 1913 Curso de Direito Criminal. São Paulo. As três escolas penais: clássica, antropológica e crítica (estudo comparativo). 7.ed. Livraria Freitas Bastos, 1938. Resumo. A Bahia e os seus governadores na República. Bahia: Imprensa Oficial, 1923
Categoria:Governadores da Bahia Categoria:Senadores do Brasil pela Bahia Categoria:Juristas da Bahia Categoria:Naturais de Salvador Categoria:Alunos da Faculdade de Direito da Universidade Federal da Bahia