310px||thumb|F-4 Phantom II - voo de demonstração

O McDonnell Douglas F-4 Phantom teve inúmeras versões e denominações."Rhino", "Ugly"(F-4C), "Double Ugly" (F-4D), "Flying Anvil", "Flying Footlocker", "Flying Brick", "Big Iron Sled", "Air Defense Diesel", "World's Leading Distributor of MiG Parts" Foi exportado para onze países e foi o único avião a servir ao mesmo tempo a Marinha, a Força Aérea e o Corpo de Fuzileiros dos Estados Unidos. 50 anos apôs ter iniciado a sua carreira, ainda está no activo em algumas Forças Armadas.

Variantes

+Principais diferenças entre versões 150px|center F-4C F-4D F-4E F-4G Motores J79-GE-15 J79-GE-15 J79-GE-17A J79-GE-17A/C Depósito de combustível nº 7 não não sim sim Fonte de energia de emergênciaRAT- Ram air Turbine, turbina de ar usada nos aviões que em caso de falha do gerador principal fornece energia de emergência sim sim não não Asas dobráveis sim sim não não Canhão interno não não sim não Radar AN/APQ-100 AN/APQ-109 AN/APQ-120 AN/APQ-120 Computador de IntercepçãoIluminador de alvos em onda contínua, para guiamento do míssil AIM-7 Sparrow AN/APA-157 AN/APA-157 ou 165 AN/APQ-120integrado no radar AN/APQ-120 AN/APQ-120integrado no radar AN/APQ-120 Visor óptico nenhum AN/ASG-22 AN/ASG-26 AN/ASG-30 TISEOSistema de identificação de alvos electro-óptico nenhum nenhum AN/ASX-1 nenhum Receptor de radar e avisoSistema "Wild Weasel" detecta as ondas e avisa da presença de outros radares nenhum nenhum nenhum AN/APR-38AN/APR-47 após 1980 Computador de tiro nenhum AN/ASQ-91 AN/ASQ-91 AN/ASQ-91 Sistema navegação inercial AN/ASN-48 AN/ASN-63 AN/ASN-63 AN/ASN-63 Computador de navegação AN/ASN-46 AN/ASN-46A AN/ASN-46A AN/ASN-46A Depósitos combustível auto vedante não não sim sim Sistema de ajuda ao bombardeamento de baixa altitude AN/AJB-3 AN/AJB-5 AN/AJB-7 AN/AJB-7

YF4H-1 Protótipo de avaliação, dois construídos (Nºs 142259 e 142260) propulsionado por dois General Electric J79-GE-3A, entradas de ar com rampa fixa e rebordos curvilíneos. Fez o primeiro voo em Lambert Field St Louis pilotado por Robert C. Little no dia 27 de Maio de 1958.

F-4A (F4H-1F) 21 protótipos e 24 unidades de pré-produção para treino de tripulações da US Navy, construídas no padrão F4H-1F. No início os F4H-1F eram bastante próximos do aspecto exterior dos YF4H-1. Como resultado da experiência adquirida nos testes, foram sendo progressivamente modificados: Geometria das tomadas de ar alterada, os rebordos passaram a ser direitos, a rampa fixa foi substituída por uma dupla com capacidade basculante até 10 graus. Instalação de um sensor de infravermelhos na parte inferior do nariz. Aumento do diâmetro de 61 cm para 84 cm no alojamento do radar, permitindo a utilização do AN/APQ-72, substituindo o AN/APQ-50. Alteração do cockpitCabine do piloto elevando as canopiesPlural de canopy, cobertura transparente que fecha o cockpit acima da cabeça dos pilotos. para permitir uma maior visibilidade frontal, espaço acima da cabeça do "RIO"Operador de radar e conduta de intercepção aumentado, deixando de estar parcialmente carenado na fuselagem.

TF-4A Por não estarem de acordo com um único padrão de construção e terem como missão primária o treino de tripulações da US Navy os F-4A referidos no ponto anterior eram também designados TF-4A. Prestaram serviço nos esquadrões de treino VF-101 e VF-121.

F-4B Primeira versão construída em larga escala para a US Navy e Marines como interceptor embarcado e avião de ataque respectivamente. Primeiro voo em 27 de Março de 1961. Entrada em serviço Outubro de 1961. Construídas 649 unidades, última entrega em Janeiro de 1967. Equipado inicialmente com o radar AN/APQ-72, logo substituído pelo melhorado AN/APQ-100, e o sistema de bombardeamento de baixa altitude AN/AJB-3 principalmente para a utilização da bomba nuclear B61.Até 1968 conhecida como TX61 Era armado com 4 mísseis AIM-7D Sparrow III guiados por iluminação radar e 4 AIM-9B Sidewinder guiados por infravermelhos. O F-4B tal como outras versões posteriores era equipado com o assento de ejecção Martin Baker Mk 7 no entanto entre os modelos da US Navy e da USAF existiam pequenas diferenças. 29 aviões foram emprestados à USAF para treino de instrutores e equipes de manutenção, recebendo temporariamente os números de série da USAF 62-12168 a 62-12196. Não obstante os primeiros dois terem sido abusivamente designados F-110 Spectre nunca deixaram de ser F-4B.

RF-4B Embora a McDonnell tenha incluído na proposta inicial um modelo de reconhecimento (Modelo 98P),230px|right|thumb|Dois RF-4B do esquadrão de foto.reconhecimento dos Marines a US Navy não mostrou particular interesse, até surgir o RF-4C da USAF. Em Fevereiro de 1963 os Marines obtiveram autorização para encomendar os primeiros nove de um total de 46 RF-4B, cujo primeiro voo teve lugar em St Louis no dia 12 de Março de 1965. As entregas foram ocorreram entre Maio de 1965 e Dezembro de 1970.

Os primeiros 36 RF-4B nºs de série 151975 a 151983 e 153089 a 153115, montavam os mesmos motores e a fuselagem do F-4B, os restantes 10, nºs de série 157342 a 157351, usavam a fuselagem do F-4J e mantinham os motores do F-4B. Em 1975 a McDonnell transformou um RF-4B que serviu de protótipo para a modernização dos restantes 28 sobreviventes. Ainda em 1975 foram reagrupados num único esquadrão o VMFP-3 baseado em El Toro, onde terminaram a sua vida operacional em Agosto de 1990.

DF-4B Designação que identifica um pequeno número de F-4B modificados pela US Navy, para servirem de alvos controlados remotamente (drones).

EF-4B Designação dada a uns poucos F-4B para uso do Esquadrão VAQ-33, providos de equipamento de interferência e contra medidas electrónicas, para serem usados como inimigos (electronic agressor) no treino dos pilotos da US Navy.

NF-4B Designação dada a alguns F-4B, convertidos permanentemente em aviões de pesquisa e desenvolvimento.

QF-4B Designação aplicada a pelo menos 44 F-4B descomissionados e convertidos para servirem de alvos, com controlo remoto e capacidade de manobra a velocidade supersónica. Usados essencialmente no desenvolvimento de novos mísseis. Alguns serviram de alvos no desenvolvimento do sistema de mísseis superfície-ar MIM-104 Patriot.

F-4C Versão para a USAF, quase idêntico ao F-4B da US Navy, construídos 583 exemplares. Primeiro voo em 27 de Maio de 1963, entrada em serviço operacional em 20 de Novembro do mesmo ano, os dois últimos aviões foram entregues em Abril de 1966. 240px|right|thumb|F-4C nº de série 63-7410. Este avião foi o terceiro construído para a USAF e despenhou-se em Janeiro de 1981. Entre 1965 e 1966 nos aviões de produção inicial foram descobertas fugas de combustível nos tanques das asas, que tinham de ser selados após cada voo. Entre Junho de 1966 e Dezembro de 1967. foram perdidos 6 F-4C, devido a problemas com um êmbolo de controlo da deriva dos ailerons e em 1968 foi descoberto um deficiente isolamento de alguns terminais eléctricos. A resolução destes dois problemas demorou quase um ano afectando radicalmente a operacionalidade.

Quatro F-4C estabeleceram um recorde não oficial de endurance, quando aterraram na base da USAF de MacDill, no dia 2 de Dezembro de 1964, após um voo contínuo de 18 Horas e percorridos quase 17 000 Km, necessitando de vários reabastecimentos em voo.

No final de 1973 dos 583 F-4C produzidos já só restavam 291, que começaram a ser transferidos para a Guarda Nacional.

RF-4C Versão equivalente ao F-4B usada pelos Marines. Desenvolvido a partir do F-4C com o nariz mais comprido, para alojar os sensores ópticos, infravermelhos e electrónicos, radar prospectivo (de visão frontal) para mapeamento do terreno e penetração a baixa altitude, radar panorâmico lateral e equipamento de comunicações de alta frequência. Tal como o F-4C estava habilitado a lançar armamento nuclear (bombas de queda livre) em modo visual. 240px|right|thumb| Formação de 5 RF-4C em Maio de 1988 O processo para a sua aquisição têm início em Maio de 1962. Devido ao facto de haver falta e urgência dos F-4C, foram comprados e convertidos, como expediente para ganhar tempo, seis F-4B da US Navy, os quais foram usados para o desenvolvimento e avaliação do projecto de avião de reconhecimento táctico da USAF. A 29 de Outubro de 1962 é feita a inspecção à maqueta do projecto, sendo solicitadas cerca de 150 modificações, como um melhor acesso às câmaras fotográficas e aos sensores, foi também solicitado um radar prospectivo (de visão frontal) menos sofisticado.

Adquiriu capacidade operacional em Agosto de 1965, apesar de não totalmente equipado e ou com equipamento não totalmente qualificado, entre os quais: As câmaras fotográficas KS-72 necessitavam de luz para fotografarem à noite. Como medida interina, foram adoptados flashes descartáveis que além de não serem completamente satisfatórios, tinham a desvantagem de alertar o inimigo! Tal como o F-4C as aterragens frequentes originavam vazamentos nas tubagens de combustível nos tanques das asas. As vibrações da fuselagem que nos voos de teste de grau dois, já tinham sido identificadas e suspeitas de originar problemas nos sensores, causavam distorção nas imagens dos equipamentos ópticos.

Apesar destas e de outras falhas, teve um desempenho extraordinário no Vietname onde todos os dias desafiava as defesas aéreas Norte-Vietnamitas, com um índice de perdas incrivelmente baixo.

A procura de novos e melhores equipamento, retardou uma modernização que só teve lugar em 1972. Foram adquiridos 499 unidades incluindo os seis F-4B comprados à US Navy.

EF-4C Wild Weasel IV Desenvolvimento Wild Weasel do F-4C, paralelo ao do F-105 Wild Weasel III, destinado a detectar e destruir os mísseis Superfície-Ar (SAM) Norte-Vietnamitas. Tanto o F-100F como o F-105F, sempre foram tidos como uma solução Wild Weasel interina, até à chegada do EF-4C. No entanto a sua entrada em serviço revelou-se problemática, entre os inúmeros problemas destacavam-se: Falta de espaço para alojar o equipamento necessário. Interferência electrónica entre os equipamentos do sistema. Vibrações mecânicas no receptor panorâmico, montado num dos alojamentos traseiros do míssil Sparrow. Um importante esforço, coroado de êxito, foi efectuado no verão de 1969, permitindo a adaptação de 36 F-4C para a configuração EF-4C Wild Weasel IV. A designação EF-4C nunca se tornou oficial.

F-4D Foram construídos 793 exemplares para a USAF entre 1966 e 1968. Modelo com capacidade de bombardeamento, melhorada e um novo radar AN/APQ-109, adicionado mais um tanque de combustível, dado destaque à utilização do míssil :en:AIM-4 Falcon guiado por infravermelhos. Devido à urgência da sua entrada em serviço herdou a maioria dos defeitos do F-4C.

EF-4D Designação dada a pelo menos quatro F-4D (65-0657, 65-0660, 66-7635 e 66-7647) modificados como protótipos para pesquisa e testes de equipamento Wild Weasel V, mais tarde adoptados pelo F-4G.

F-4E Principal versão da USAF e de exportação. Equipado com um canhão M61 Vulcan montado na secção inferior do nariz e um depósito de combustível, o sétimo, na traseira para equilibrar o centro de gravidade, novos motores mais potentes General Electric J-79-GE-17, estabilizador ranhurado e a partir de 1972 slats<ref group="nota">Slats são as superfícies aerodinâmicas (basculantes) no bordo das asas que, quando accionados permitem aumentar o ângulo de ataque. No lado oposto da asa situam-se os Flaps</ref> que permitem aumentar a agilidade em voo e blindagem de algumas partes do avião para proteger sistemas importantes, são as características mais evidentes que o diferenciam do antecessor.

A directiva do Departamento de Defesa dos Estados Unidos reconhecendo as limitações do F-4C e D, pedia claramente um aumento: 320px|right|thumb|Vista traseira do F-4E Da capacidade de operar em todas as condições meteorológicas. Da capacidade de combate aéreo. Da capacidade de operar a baixa altitude. recomendava ainda: