A Demografia de São Paulo é domínio de estudos e conhecimentos sobre as características demográficas do território paulista.

Segundo Censo do IBGE, em 2014 o estado de São Paulo possui 44.035.304 habitantes e uma densidade populacional de 177,4 hab./km². Todo esse montante populacional representa 21,6% da população brasileira e 11% de toda a população sul-americana.Seade O estado conseguiu alcançar esse patamar populacional depois de crescer durante muitos anos com taxas populacionais superiores à média nacional. Na década de 1950 o estado teve um crescimento populacional de 3,6% ao ano, enquanto o Brasil manteve um crescimento de 3,2%. No período compreendido entre os anos de 1991 e 2000, São Paulo cresceu 1,8% ao ano enquanto a média nacional manteve-se em 1,6%. O início do século XXI traz uma tendência de queda das taxas populacionais, porém São Paulo mantem uma taxa de crescimento maior que a brasileira; 1,6% contra 1,4% ao ano.

De acordo com o Censo de 2010, dos 41 milhões de habitantes do estado 95,9% vive em cidades, enquanto 4,1% da população vive no campo. A composição da população paulista por sexo, mostra que para cada 100 mulheres residentes no estado existem 95 homens, esse pequeno desequílibrio entre os dois sexos ocorre porque as mulheres possuem uma expectativa de vida oito anos mais elevada que a dos homens, além da maior participação feminina em fluxos migratórios para o estado.

Além de ser o estado mais populoso do Brasil, São Paulo também possui o maior colégio eleitoral brasileiro, com 25.655.553 (IBGE/2002) eleitores em todo o estado. Na eleição de 2006, o número passou para 28.037.256, segundo o Tribunal Superior Eleitoral.

Municípios mais populosos

Maiores aglomerados urbanos

Religiões thumb|esquerda|Vista da Basílica de Nossa Senhora Aparecida, em Aparecida, o segundo maior templo católico religioso do mundo. De acordo com o censo demográfico de 2010, da população total do estado, existiam católicos apostólicos romanos (60,06%), evangélicos (24,08%), espíritas (3,29%), Testemunhas de Jeová (1,08%), budistas (0,37%), umbandistas e candomblecistas (0,34%), católicos apostólicos brasileiros (0,20%), novos religiosos orientais (0,17%), mórmons (0,16%), , judaístas (0,12%), ortodoxos (0,08%), espiritualistas (0,05%), esotéricos (0,04%), islâmicos (0,04%), pertencentes a tradições indígenas (0,01%) e hinduístas (0,00%). Existiam ainda pessoas sem religião (8,14%), com religião indeterminada ou múltiplo pertencimento (0,52%), não souberam (0,12%) e não declararam (0,04%). Na Igreja Católica, São Paulo pertence à Regional Sul I da CNBB e seu território é dividido em seis províncias eclesiásticas, cada uma com uma arquidiocese (são elas: Aparecida, Botucatu, Campinas, Ribeirão Preto, São Paulo e Sorocaba) e 35 dioceses sufragâneas.

thumb|Templo mórmon de Campinas

São Paulo também possui os mais diversos credos protestantes ou reformados. Do total de evangélicos, pertenciam às evangélicas de origem pentecostal (14,75%), às evangélicas de missão (2,58%) e a igrejas evangélicas não determinadas (6,75%). Dentre o total de seguidores das igrejas evangélicas pentecostais, pertenciam à Assembleia de Deus (5,24%), à Congregação Cristã no Brasil (2,87%), ao Evangelho Quadrangular (1,08%), à Universal do Reino de Deus (1,06%), à Igreja Deus é Amor (0,45%), à Igreja O Brasil para Cristo (0,19%), a comunidades evangélicas (0,14%), à Casa da Bênção (0,05%), à Maranata (0,03%), à Nova Vida (0,01%), a igrejas pentecostais renovadas não determinadas (0,02%) e a outras igrejas pentecostais (3,62%). Em relação às evangélicas de missão, eram batistas (1,18%), adventistas (0,64%), presbiterianos (0,51%), metodistas (0,14%), luteranos (0,1%), congregacionais (0,01%) e distribuídos em outras igrejas de missão (0,01%). Havia ainda pertencentes a outras religiosidades cristãs (1,07%).

Entre as novas religiões orientais, a mais predominante era a Igreja Messiânica, com seguidores (0,1%). Dentre os sem religião, eram ateus (0,4%), eram agnósticos (0,09%) e não eram ateus nem agnósticos (7,64%). possuíam religião indeterminada ou mal definida (0,51%) e declararam possuir múltiplas religiões.

Composição étnica e migração

A população indígena em São Paulo à época da chegada dos portugueses, foi estimada em 196 mil.Ouro Vermelho, 2007, Editora da Universidade de São Paulo, página 732 A população descende principalmente de imigrantes europeus (sobretudo portugueses, italianos, espanhóis e alemães). Também há grandes comunidades de povos do Oriente Médio (libaneses, sírios e armênios) e Ásia Oriental (japoneses, coreanos e chineses), além de descendentes de africanos. A forte imigração no final do século XIX e início do século XX, trouxe ao estado pessoas de todas as partes do mundo. Dos mais de cinco milhões de imigrantes que desembarcaram em território brasileiro, boa parte se fixou em território paulista. thumb|Escola de italianos em Campinas no início do século XX.

Conforme pesquisa de autodeclaração do censo de 2010, paulistas eram brancos (63,65%), pardos (29,38%), pretos (5,44%), amarelos (1,38%), indígenas (0,11%) e sem declaração (0,04%). Considerando-se a nacionalidade, eram brasileiros (99,5%) e eram estrangeiros (0,50%). Entre os brasileiros, eram natos (99,35%) e naturalizados (0,15%). Em relação à região de nascimento, no Sudeste (83,97%), no Nordeste (11,22%), no Sul (2,77%), no Centro-Oeste (0,59%) e no Norte (0,23%). nasceram no próprio estado (79,4%) e em outras unidades da federação e/ou no exterior (20,6%). Muitas pessoas migram de outros estados brasileiros para São Paulo em busca de trabalho ou melhores condições de vida. O estado com maior presença em território paulista, em 2010, era a Bahia, com residentes (4,13%), seguido por Minas Gerais, com (3,92%), e pelo Paraná, com (2,43%). thumb|esquerda|Imigrantes japoneses no Kasato Maru, Porto de Santos, 1908

Em 2010, pessoas emigraram do estado de São Paulo para outros países, sendo para a Europa (39,8%), para a América do Norte (25,04%), para a Ásia (22,38%), para a Oceania (5,26%) para outros países da América do Sul (5,16%) para a África (1,67%) e 646 para a América Central (0,61%). Entre os principais países destino estão os Estados Unidos, com emigrantes (21,04%), o Japão, com (20,05%), e o Reino Unido, com (7,92%).

De acordo com um estudo de 2006, a composição genética de São Paulo é a seguinte: 79% de herança europeia, 14% de herança africana e 7% de herança indígena. Um estudo mais recente, de 2013, encontrou 61,9% de contribuição europeia, 25,5% africana e 11,6% ameríndia. Na região de Araraquara, interior do estado, um estudo de 2011 estimou que o conjunto da população local tenha 76% de seus antepassados provenientes da Europa, 18% da África e 6% nativos do continente americano.

Devido a essa recepção enorme de imigrantes, o estado de São Paulo absorveu a maior parte dos fluxos entre norte e sul do Brasil, fazendo com que a interação entre essas duas áreas diminuísse em acesso direto. Isto criou uma zona de separação geopolítica no país, onde ao norte do estado fica a região mais diretamente integrada ao eixo de poder do governo federal e o sul como região não integrada diretamente. O que explica, como consequência histórica, o sentimento sulista (ainda que cada vez menor) de separação e isolamento das áreas o restantes do Brasil.

Segurança pública e criminalidade

thumb|esquerda|Centro de Detenção Provisória "Nelson Furlan", em Piracicaba São Paulo, assim como os demais estados do Brasil, conta com dois tipos de corporações policiais para realizar a segurança pública em seu território, a Polícia Militar do Estado de São Paulo (PMESP), a maior polícia do Brasil e a terceira maior da América Latina em efetivo, com 138 mil militares, e a Polícia Civil do Estado de São Paulo, que exerce a função de polícia judiciária e é subordinada ao governo do estado.

De acordo com dados do "Mapa da Violência 2016", feita pelo sociólogo Julio Jacobo Waiselfisz e publicado pelo Ministério da Justiça, a taxa de homicídios por 100 mil habitantes do estado de São Paulo é a segunda menor do Brasil, com 8,2 assassinatos a cada 100 mil habitantes. Tendo no peíodo de dez anos (2004/2014) uma redução de 57,7% na taxa de homicídios.

O número de homicídios de São Paulo caiu de 39,7 para 14,9 por 100 mil habitantes no período entre 1998 e 2008. O estado, que ocupava o 5º lugar entre os estados mais violentos do país em 1998, passou a ocupar a 25ª posição em 2008, atrás apenas do Piauí e de Santa Catarina, apresentando uma queda acima de 62% no número de assassinatos durante o período pesquisado.

thumb|Soldados da Polícia Militar do Estado de São Paulo (PMESP) Em 2010, de acordo com dados da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo, o estado alcançou a taxa de 10,47 homicídios por 100 mil habitantes, uma redução de 70,3% em relação ao número registrado em 1999, que foi de 35,27 homicídios a cada 100 mil habitantes. A atual taxa de homicídios do estado está próxima do considerado suportável pela Organização Mundial da Saúde, que é de 10 homicídios por 100 mil habitantes. Outros índices de criminalidade também apresentaram queda no período pesquisado, como o estupro, que teve redução de 75%.

Em 2019, de acordo com dados da Secretaria de Segurança Pública, o estado alcançou a taxa de 6,27 homicídios por 100 mil habitantes, uma redução considerável em relação ao número registrado em 1999, que foi de 35,27 homicídios a cada 100 mil habitantes. A atual taxa de homicídios do estado está abaixo da considerado suportável pela Organização Mundial da Saúde, que é de 10 homicídios por 100 mil habitantes. Apesar dos índices de crimes violentos terem diminuído no estado, a taxa de roubo e furto ainda é muito alta o que traz a sensação de insegurança na população. Outros índices de criminalidade também apresentaram queda no período pesquisado, como o estupro, que teve grande redução.

Ver também São Paulo Demografia do Brasil Paulistas

Ligações externas