João de Lemos Seixas Castelo Branco (Peso da Régua, 6 de maio de 1819 – Maiorca, Figueira da Foz, 16 de janeiro de 1890) foi um jornalista, poeta e dramaturgo português.

Foi muito considerado enquanto escritor, nomeadamente, por António Feliciano de Castilho que lhe havia de lhe dedicar várias páginas de enaltecimento. Até os seus contemporâneos da escrita consideraram-no o primeiro lírico do seu tempo. Bulhão de Pato considerou-o um “poeta de raça“, Aires Pinto de Sousa dedicou-lhe “Mais uma corda de lyra”, Francisco Gomes de Amorim fez-lhe versos e Gonçalves Crespo não se esqueceu de o aludirJoão de Lemos: o Trovador Duriense (1), Tempo caminhado, 13 de Dezembro de 2012.

Biografia João de Lemos era filho de Inácio Xavier de Seixas Lemos Castelo Branco (21 de setembro de 1771 - 23 de janeiro de 1843), 2.º Barão e 2.º visconde do Real Agradõ, fidalgo da Casa Real; comendador da Ordem de Cristo, cavaleiro da Torre e Espada, condecorado com a cruz de campanha n.º 2, da Guerra Peninsular, coronel do exército, casado a 7 de abril de 1812 com D. Maria do Carmo Vaz Pinto Guedes, filha e herdeira de José Vaz Pinto Guedes, capitão-mor de Penaguião, e de sua mulher D. Josefa Cândida da SilvaReal Agrado (Inácio Xavier de Seixas Lemos Castelo Branco, 2.º barão e 2.º visconde do), Portugal - Dicionário Histórico, Corográfico, Heráldico, Biográfico, Bibliográfico, Numismático e Artístico,Volume VI, pág. 105. Edição em papel © 1904-1915 João Romano Torres - Editor. Edição electrónica © 2000-2015 Manuel Amaral.

O «trovador» João de Lemos, como era conhecido desde o tempo de Coimbra, onde se formou em direito, pela publicação do jornal poético O Trovador, interessantíssimo repositório das produções poéticas dum grupo de moços estudantes. Além dele, alma e director dessa publicação, faziam parte do Trovador Luís da Costa Pereira, António Xavier Rodrigues Cordeiro, Luís Augusto Palmeirim, José Freire de Serpa, Augusto Lima e Couto Monteiro.REMÉDIOS, Joaquim Mendes dos. História da literatura portuguesa desde as origens até à actualidade. Lisboa: Lumen, 1921

Ultrarromântico e estrénuo miguelista, adepto furibundo do Antigo Regime e da Monarquia tradicionalista que sempre ansiou, com todo o ardor que ressuscitasse, nasceu muito prosaicamente no Peso da Régua, em 1819, às vésperas, portanto, da Revolução de 1820. Mas toda a sua vida dedicou-a ele ao seu ideal político, tendo usufruído de grande prestígio dentro da corte dos talassas da épocaAntologia da poesia portuguesa, Volume II.. Após a queda do seu rei D. Miguel I de Portugal e do seu regime, exilou-se em LondresJoão de Lemos: o Trovador Duriense (1), Tempo caminhado, 13 de Dezembro de 2012.

Colaborou em diversas outras publicações periódicas, de que são exemplo o jornal humorístico A Comédia Portuguesa começado a publicar em 1888, a Revista Universal LisbonenseRevista universal lisbonense : jornal dos interesses physicos, moraes e litterarios por uma sociedade estudiosa (1841-1859) cópia digital, Hemeroteca Digital (1841-1859) e a Revista Contemporânea de Portugal e Brasil (1859-1865).

Obras poéticas O funeral e a pomba: poema em 5 cantos Cancioneiro (1858- 1859- 1866) I - Flores e Amores II - Religião e Pátria III - Impressões e Recordações O livro de Elisa: fragmentos (1869) Canções da tarde (1875) Serões de Aldeia (1876) O tio Damião: poema lírico (1886) O Monge Pintor (1889)

Teatro Maria Pais Ribeira: drama em 4 actos Um susto feliz: comédia

Compilação de artigos jornalísticos Os Frades Ele e Ela A Inquisição de 1850

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