Incertezas é o terceiro álbum de estúdio da cantora Patricia Marx (na época, ainda sob o nome de Patricia) lançado em 1991, pela gravadora RCA, originalmente em LP e K7. Esse seria o seu último lançado pela empresa, visto que ela seguiria com a Camerati, em 1992.

Marca sua primeira tentativa em desligar-se de uma sonoridade pop radiofônica, para explorar estilos musicais dos quais ela se identificava e apreciava, tais como a MPB e a black music.

Em relação a crítica especializada, afirmou-se que embora talentosa e com méritos como cantora, o repertório aludia as fórmulas dos antigos trabalhos e não contribuía para que se firmasse como uma das grandes vozes da música brasileira.

Comercialmente, tornou-se um sucesso, as músicas foram bem executadas nas rádios e rendeu seu terceiro disco de ouro em carreira solo, por vendas superiores a 100 mil cópias.

Antecedentes e produção Em 1991, Patricia já possuía dois álbuns lançados em sua carreira solo e mais de meio milhão de cópias vendidas. Tais trabalhos, continham letras e produções feitas para conquistar pessoas de sua faixa-etária de idade, os adolescentes, e as canções traziam uma sonoridade pop, bastante radiofônica. Para um novo álbum, a artista, que durante muito tempo explorava estilos musicais como a MPB e a black music em seus shows, queria no seu terceiro romper com o que havia em seus trabalhos anteriores.

O diretor artístico do projeto foi Miguel Plopschi e o produtor executivo Michael Sullivan, com quem trabalhou desde a sua época do Trem da Alegria. E embora tivesse a intenção de mudar radicalmente nesse trabalho, a gravadora foi resistente, a ponto de não autorizar a gravação de canções de compositores como Carlos Rennó, Scowa e da banda de rock Titãs, uma mudança menos sutil, ficou em promessas para o futuro. Em entrevista afirmou: "De diferente dos discos (...) tem o tempo de transição que ele representa em minha carreira; uma nova fase que está a caminho". No entanto, apresenta estilos inéditos em sua discografia, como o funk da faixa "Um Ano Eu Sei", na qual faz dueto com Ed Motta, sobre a experiência com o cantor, ela disse: "gosto muito da música do Ed Motta - Um Ano Eu Sei - porque foi uma experiência nova para mim. Nunca havia cantado funk. É uma Improvisação direto, a gente improvisa a música inteira".

A música "No Lugar do Seu Amor", versão de Carlos Rennó para "I Could Never Take the Place of Your Man" do cantor e compositor estadunidense Prince, foi anunciada como um bônus track da versão em CD, no entanto a mesma nunca chegou a ser lançada (bem como o álbum no formato mencionado). Em um post no Facebook, o jornalista e crítico musical Sergio Martins, da revista Veja, revelou que o motivo foi o fato de "não ter o padrão comercial exigido pela gravadora". No entanto, Patricia incluiu a incluiu no repertório dos shows da turnê promocional, onde cantava com duas músicas incidentais: "Baby, I Love Your Way", de Peter Frampton e "Knocking 'On Heaven's Door", de Bob Dylan, que fazia sucesso na época com a regravação da banda Guns N' Roses.

Lançamento e divulgação Lançado em 1991, contou com uma maratona de divulgação, que incluiu shows, apresentações e entrevistas em programas de TV e rádio e a gravação de um videoclipe para a música a versão dance de "Um ano eu sei" intitulada "Turn Around Radio MIx", dirigido por Jodele Larcher , feito com exclusividade para a MTV Brasil. A turnê incluiu shows por várias cidades brasileiras, a set list incluía algumas canções de Incertezas, versão cover de artistas internacionais e alguns de seus maiores sucessos.

Em relação a trilhas sonoras de novela, "Sonho de amor" fez parte da trilha da novela Carrossel, do SBT, e era tema da personagem Cirilo (Pedro Javier) que tinha adoração por Maria Joaquina, interpretada por Ludwika Paleta, que o desprezava. "Destino" integrou a trilha da novela Salomé, da TV Globo, foi tema das personagens Carmem (Andréa Veiga) e Duda (Petrônio Gontijo), que formavam uma dupla musical, a primeira nutria um amor correspondido por Duda, que era apaixonado pela personagem Salomé, interpretada por Patrícia Pillar.

Recepção crítica

As resenhas dos críticos de música foram, em maioria, mistas. Embora tenham elogiado seu talento como cantora, muitos criticaram o repertório por considerá-lo "muito comercial" e semelhante aos outros de sua discografia.

A revista Veja, afirmou que: "Patricia se destaca dos demais cantores juvenis por ser a única que sabe cantar. Em seu novo disco, ela dá um show de afinação (...) e prova que é possível fazer sucesso armando-se unicamente de boa música".

Luiz Carlos Fetter, do jornal O Pioneiro criticou a escolha dos produtores, Sullivan e Massadas, segundo ele "inegáveis sucesseiros" e "mercenários" que não contribuíram para que a artista pudesse mostrar seu talento e individualidade. Afirmou que os melhores momentos são as composições de Ed Motta, Bom Bom e Sandra de Sá, concluindo: "É por aí que Patricia devia deitar a sua voz. E dá pra sentir que é isso que ela quer". A mesma opinião em relação aos pontos altos, foi a de José Carlos Assumpção, do jornal O Fluminense, além disso, elogiou e destacou os vocais "afinados" na faixa-título que "deviam servir de inspiração para Paula Toller".

Desempenho comercial Embora não tenha o êxito de seus antecessores, tornou-se um sucesso, e recebeu um disco de ouro por vendas superiores a 100 mil cópias, seu terceiro trabalho (sétimo, se contados os da fase infantil com o Trem da Alegria) a atingir tal feito.

Lista de faixas Créditos adaptados do LP Incertezas, de Patricia Marx, lançado em 1991. Lado A

Lado B

Categoria:Álbuns de Patricia Marx Categoria:Álbuns de 1991 Categoria:Álbuns em língua portuguesa