António Teles de Meneses, 1.º Conde de Vila Pouca de Aguiar ( 1600 – julho de 1657) foi um nobre e administrador colonial português.

Biografia Inicialmente serviu como capitão de Diu, como general das armadas de remo e de alto bordo[, depois foi nomeado como 46.º Governador da Índia em 1639, onde ficou até 1640.

Tomou posse na Bahia como 18º governador do Brasil em 26 de dezembro de 1647.

Era o primeiro conde de Vila Pouca de Aguiar e levava a incumbência de socorrer a capitania na ameaça do coronel Sigismund van Schkoppe, para desalojar da cidade de Salvador, usando o galeão Bom Jesus de Portugal para o dirigirA perda do galeão São Pantaleão (1651), por Paulo Monteiro. Este mais os restantes sitiados holandeses que acabaram por abandonar a capitania para ir socorrer Pernambuco. A conjugação dos esforços diplomáticos e militares resultou na batalha dos Guararapes, a 19 de Abril de 1648, na qual os Holandeses saíram derrotados. O acontecimento marcou o governo do conde de Vila Pouca.

Foi também durante o seu governo que foi criada, em Lisboa, a Companhia Geral do Comércio do Brasil em moldes semelhantes aos da Companhia Holandesa das Índias Ocidentais.

Depois de governar o Brasil, prestou socorro a Angola, onde esteve como governador até 1652.

De regresso ao Reino, foi nomeado alferes-mor do D. João IV de Portugal e, novamente, vice-rei da Índia, funções que não chegou a exercer pois foi surpreendido pela morte quando viajava para a Índia para tomar posse do novo cargo.

Com a morte do rei, no ano de 1656, foi um dos fidalgos que carregou o caixão do soberano.

Em várias terras de Portugal, diz Veríssimo Serrão em «História de Portugal», volume V, página 115, "fizeram-se levas de homens para a sua armada. Em Coimbra e Esgueira houve soldados que fugiram e outros que se escusaram, invocando terem a seu cargo os pais e as mães viúvas. (…) Ordenou-se, ao mesmo tempo, o embarque para o Maranhão dos presos degredados do Limoeiro, devido à falta de gente que havia naquela capitania (decreto de 30 de julho de 1648)".

Vice-rei (1657) Para fazer frente à ofensiva holandesa contra o Estado Português da Índia, em 1657, decidiram a Regente e os seus ministros tomar a medida que se impunha: a reconstituição da nossa armada de alto bordo da Índia. Para o cargo de Vice-Rei foi nomeado António Teles de Meneses, um dos raros chefes de mar que havia em Portugal. Partiu a armada de Lisboa em 4 de Abril, mas Meneses faleceu durante a viagem. A armada ia toda junta, o que era caso raro, chegou a salvamento a Mormugão a 5 de Setembro e à barra do Mandovi dois dias mais tarde."

Dados genealógicos António Teles de Meneses foi o quinto filho de Rui Teles de Meneses (c. 1560¬1616), 8º senhor de Unhão, e de D. Mariana da Silveira.

Casou duas vezes, mas não teve qualquer descendência legítima. 1.º com D. Maria de Castelo Branco, filha herdeira de D. Jorge de Castelo Branco, que fora capitão de Ormuz, e de D. Maria de Mendonça. 2.ª com sua prima D. Helena de Castro, filha de Álvaro da Silveira, cavaleiro da Ordem de Cristo, e de D. Ana de Castro.

Apenas teve um filho, ilegítimo, de D. Maria Landrove, Aires Teles de Meneses. Este viria a unir-se a D. Joana Maria de Castro que foi a 2º condessa de Vila Pouca de Aguiar.

No século XIX, em Publicações sobre os Quarenta Conjurados, António Teles da Silva, filho de Rui da Silva e irmão de Fernão Teles da Silva, conde de Vilar Maior, é erroneamente chamado de Conde de Vila Pouca de Aguiar, sendo confundido.

Ver também Lista de governadores-gerais do Brasil

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