Domingo à Tarde (1966) é um filme português de António de Macedo, a sua primeira longa metragem de ficção e a quarta do movimento do Novo Cinema.
A estreia foi em Lisboa, no cinema Império, a 13 de Abril de 1966.
Macedo, em contra-corrente, recusaria no entanto certos ditames estéticos dos vanguardistas franceses, negando o proclamado valor de Godard.
A desenvoltura narrativa deste seu filme, de inspiração vanguardista mas sobretudo imbuído de filosofia germânico-nórdica (Husserl, Heidegger, Kierkegaard), e as soluções formais nele exploradas tornariam entretanto mais transparente o tema que adopta: o romance homónimo do escritor Fernando Namora, da escola neo-realista portuguesa, transfigurado no filme através de uma visão metafísico-existencial dos temas da angústia, da morte e do destino último do homem.
Macedo teve confrontos sérios com os Serviços de Censura para poder estrear o filme.
Ficha sumária. Consultado em 15 de setembro de 2017 Obra Original: Fernando Namora Adaptação: António de Macedo Realização: António de Macedo Produção: António da Cunha Telles Rodagem: Setembro a Novembro de 1964 Actores principais: Isabel de Castro, Ruy de Carvalho, Isabel Ruth Formato: 35 mm Género: ficção (drama) Duração: 97 min Distribuição: Imperial Filmes Estreia: Cinema Império, em Lisboa, a 13 de Abril de 1966.
Sinopse Sofrendo de leucemia em estado avançado Clarisse chega ao hospital e conhece Jorge, o director do departamento de Hematologia. Após apaixonar-se por ela, Jorge procura, pela primeira vez, salvar um doente, mas Clarisse morre apesar de todos os seus esforços. Jorge prossegue o seu trabalho, com experiências de rotina, ciente da sua inutilidade.
Recepção
Ficha artística Isabel de Castro (Clarisse) Ruy de Carvalho (Jorge) Isabel Ruth (Lúcia) Alexandre Pessoa (preso) Constança Navarro (velha do poço) Júlio Cleto (preso) Miguel Franco (médico) Cremilda Gil (enfermeira) Fernanda Borsatti (Maria Armanda) Serge Farkas (impostor) Frederico Berna (padre) Zita Duarte Rui de Matos Grece de Castro Osvaldo Medeiros Edith Sarah Esmeralda Farkas Fernanda de Figueiredo Judite Dorsini Manuela Bonito Matos Ideias
Ficha técnica Argumento: romance de Fernando Namora Adaptação: António de Macedo Realizador: António de Macedo Assistente de realização: José Carlos de Andrade e Zeni d’Ovar Produção: António da Cunha Telles Rodagem: Setembro a Novembro de 1964 Anotadora: Teresa Olga Adereços: Zeni d’Ovar Caracterização: Manuel Fernandes Director de fotografia: Elso Roque Assistente de imagem: Acácio de Almeida Iluminação: Jorge Pardal Director de som: João Diogo Operador de som: José de Carvalho Música: Quinteto Académico Sonoplastia: António de Macedo e Hugo Ribeiro Montagem: António de Macedo Laboratório de imagem: Ulyssea Filme Laboratório de som: Valentim de Carvalho Formato: 35 mm Género: ficção (drama) Distribuição: Imperial Filmes Estreia: Cinema Império, em Lisboa, a 13 de Abril de 1966
Festivais Festival de Veneza 1965 (Itália) - Diploma di Merito Festival de Cinema do Rio de Janeiro 1965 (Brasil) Prémio da Casa de Imprensa em 1966 Prémios Plateia 1966 - Melhor Realizador, Melhor Actor (Ruy de Carvalho), Melhor Actriz (Isabel de Castro - 1966)
Ver também Cinema de Portugal Novo Cinema
Ligações externas
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