thumb|right|280px Uma vênulaPB ou vénulaPE é um pequeno vaso sanguíneo que faz o sangue pobre em oxigênio retornar dos capilares para as veias. Participam nos intercâmbios entre os tecidos e o sangue e nos processos inflamatórios, e podem influenciar o fluxo de sangue nas arteríolas através da produção e secreção de substâncias vasoativas difusíveis. As vênulas pós-capilares são as menores veias, com um diâmetro entre 10 e 30 micrômetros (μm). Quando as veias pós-capilares aumentam de diâmetro para 50 μm, elas podem incorporar músculo liso e são chamadas de vênulas musculares. As veias contêm aproximadamente 70% do volume total de sangue, enquanto aproximadamente 25% está contido nas vênulas.

As vênulas apresentam diâmetro de 0,2 a 1 milímetro e têm por três camadas: um endotélio composto de células epiteliais escamosas que agem como uma membrana, uma camada média de musculatura e tecido elástico e uma camada externa de tecido conjuntivo fibroso. A camada média é pobremente desenvolvida de modo que as vênulas têm paredes mais finas que as arteríolas. As venículas com diâmetro de até 50 nm apresentam estruturas semelhantes à dos capilares.

Estrutura

As vênulas pós-capilares possuem uma única camada de endotélio rodeada por uma lâmina basal de fibras reticulares. Têm 10 a 30 micrómetros de diâmetro e são demasiado pequenas para conterem músculo liso. Por sua vez, são suportadas por pericitos que se enrolam à sua volta. Quando o diâmetro das vênulas pós-capilares atinge os 50 μm, podem incorporar fibras de músculo liso e são conhecidas como vênulas musculares. Possuem um endotélio interno composto por células endoteliais escamosas que atuam como uma membrana, uma camada intermédia de músculo liso e tecido elástico e uma camada externa de tecido conjuntivo fibroso. A camada média é pouco desenvolvida, pelo que as vênulas têm paredes mais finas do que as arteríolas. As fibras musculares lisas estão separadas, mas à medida que a vênula aumenta de tamanho, organizam-se mais próximas e em pequenas veias de 200 μm já formam uma camada quase contínua. D. W. Fawcett. Tratado de Histología. 11ªed. Interamericana-McGrow Hill. Madrid. 1987. Páginas 394-395. ISBN 84-7605-361-4. As vênulas são porosas, pelo que o líquido do plasma sanguíneo e das células sanguíneas pode facilmente mover-se da corrente circulatória através das suas paredes, uma vez que nem toda a troca entre o sangue e os tecidos ocorre nos capilares. Em comparação com as arteríolas, as vênulas são maiores, mas com uma cobertura muscular muito mais fraca.

As curtas vénulas portais que ligam os lobos da hipófise posterior (neuro-hipófise) e da anterior (adeno-hipófise) fornecem uma via para a rápida troca hormonal através do sangue. Entre os lobos da hipófise existem evidências anatómicas de vênulas interlobulares confluentes que fornecem sangue do lobo anterior para o lobo neural, o que facilitaria a partilha imediata de informação entre os lobos da glândula pituitária (glândula pituitária).

Em contraste com as vênulas regulares, as vênulas de endotélio alto são um tipo especial de vênulas em que o endotélio é constituído por células cuboides simples. Os linfócitos abandonam a corrente circulatória e entram nos linfonodos através destas vênulas especializadas quando é detectada uma infecção. Table 14-1

Bibliografia JUNQUEIRA, Luiz C.; CARNEIRO, José. Histologia básica (10a. ed.). Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2004.

Categoria:Sistema cardiovascular