Gastão Vidigal (São Paulo, — ) foi um advogado, banqueiro e político brasileiro. Foi casado com Maria Amélia Bueno com quem teve seis filhos, Sílvio de Bueno Vidigal, Luís Eulálio de Bueno Vidigal, Álvaro Augusto de Bueno Vidigal, Antônio Carlos de Bueno Vidigal, Cecília Carmem Bueno Vidigal e Gastão Eduardo de Bueno Vidigal. Foi fundador do Banco Mercantil de São Paulo.

Biografia Paulista de nascimento, estudou na Escola Modelo Dr. Prudente de Morais e formou-se em direito pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo na turma de 1908, a exemplo de seu pai, o advogado sergipano Afrodísio Vidigal, patriarca da família Vidigal em São Paulo.

Trabalhou no escritório de advocacia de Altino Arantes, e posteriormente assumiu o primeiro Cartório de Registro de Hipotecas de São Paulo, que herdara do seu avô.

Entre 1925 e 1927 foi membro da diretoria do Banco de São Paulo. Em 22 de setembro de 1927, a razão social do banco foi alterada para Banco do Estado de São Paulo, que tinha o seu interesse voltado para a defesa do financiamento do café, instituição da qual participou como diretor até 1938. Também foi diretor da Caixa Reguladora de Emissões, criada em 1932 pelo governo do Estado de São Paulo. Envolveu-se ativamente na Revolução de Constitucionalista de 1932. Foi eleito deputado federal entre 1935-1946. Com o Estado Novo em 1937, foi nomeado interventor de São Paulo o então governador Cardoso de Mello Neto. Gastão Vidigal assume a Secretaria da Fazenda e Tesouro em 29 de dezembro de 1937 e fica até 24 de abril de 1938. Em 25 de abril de 1938, Vargas nomeou como interventor Adhemar de Barros e por esse motivo Gastão renunciou em conjunto como todo secretariado de Cardoso de Mello Neto.

Em conjunto com outros empreendedores foi um dos fundadores do Banco Mercantil de São Paulo que iniciou suas operações em 09 de janeiro de 1939, exercendo a superintendência até sua morte.

No decorrer da década de 1930 ingressou nos quadros diretivos da Associação Comercial de São Paulo, elegendo-se presidente da mesma no biênio 1942-1944.

Foi ministro de Estado da Fazenda do Governo Eurico Dutra, de 1 de fevereiro a 15 de outubro de 1946. Pediu afastamento do Ministério para candidatar-se ao Governo do Estado de São Paulo, que naquele momento era conduzido por José Carlos de Macedo Soares. Contudo, não obteve êxito, sendo eleito para o cargo de governador Adhemar Pereira de Barros.

Ao todo, ocupou os seguintes cargos em associações empresariais e empresas: foi presidente do Sindicato dos Bancos de São Paulo; presidente da Associação dos Serventuários da Justiça e da Comissão de Controle dos Acordos de Washington da Associação Comercial de São Paulo; diretor da Carteira de Exportação e Importação do Banco do Brasil (1942-1945); membro do Conselho Federal de Comercio Exterior (1942-1945). Foi fundador e presidente da Companhia Brasileira de Material Ferroviário (Cobrasma); diretor da Companhia Mogyana de Estradas de Ferro (1941-1950); membro do Conselho Consultivo da Companhia Siderúrgica Belgo-Mineira; diretor da Companhia Paulista de Seguros; diretor do Cotonifício Rodolfo Crespi; diretor-presidente da Construtora de Imóveis de São Paulo S/A; diretor-presidente da Companhia Agrícola Usina Jacarezinho; diretor-presidente da Companhia Brasileira de Material Elétrico; vice-presidente de honra da Sociedade Brasileira de Geografia e membro consultivo da Companhia Siderúrgica Nacional (1950).

Homenagens Diversas foram as homenagens prestadas ao banqueiro e político que deu nome a várias ruas e avenidas em diferentes municípios brasileiros, sendo a principal, a Avenida Dr. Gastão Vidigal, na capital paulista, que dá acesso ao Ceagesp (Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo). No início da avenida, no canteiro central, inclusive, há um monumento em homenagem a ele e um chafariz, inaugurado em 1999.

Em Londrina e Maringá há escolas estaduais com o seu nome. Em Maringá há uma avenida de grande prestígio que leva o nome do banqueiro, além do Aeroporto Regional Dr. Gastão Vidigal que foi o primeiro aeroporto de Maringá, localizado na Zona 8, inaugurado na década de 1950. Ele operou até 1997 e seu terminal foi desativado. Atualmente, o aeroporto que atende a cidade é o Aeroporto Regional de Maringá – Sílvio Name Júnior.

No interior do estado de São Paulo, a noroeste, na região de Araçatuba, há o município denominado "Gastão Vidigal" com pouco mais de 3 mil habitantes. Em fins da década de 1940, a família Vidigal instalou na povoação uma agência do Banco Mercantil de São Paulo. Os recursos e assistência financeira prestados à comunidade favoreceram o desenvolvimento das atividades agrícolas da região e consequente progresso do núcleo urbano. Em reconhecimento, a população local adotou a denominação Gastão Vidigal em homenagem ao fundador do Banco. Elevado à categoria de município com a denominação de Gastão Vidigal, por Lei Estadual nº 2456, de 30 de dezembro de 1953, desmembrado de Nhandeara. A cidade-exposição: comércio e cosmopolitismo em São Paulo, 1860-1914 Livro de Heloísa Barbuy - consultado em 23 de agosto de 2010

Bibliografia ASSOCIAÇÃO Comercial de São Paulo : 1894-1994 : 100 anos na defesa da livre iniciativa. São Paulo, 1994.

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