"Cross Bones Style" é uma canção da cantora estadunidense Cat Power. É a 10.ª faixa de seu quarto álbum, Moon Pix, lançado em setembro de 1998 pela Matador Records.

Origem e gravação "Cross Bones Style", junto a outras cinco canções de Moon Pix, foi composta por Marshall numa noite do outono de 1997, depois que ela acordou de um pesadelo alucinatório enquanto estava sozinha na fazenda da Carolina do Sul que compartilhava com seu então namorado, o músico Bill Callahan. "Meu pesadelo estava cercando minha casa como um tornado", ela explicou. "Então eu apenas corri e peguei minha guitarra porque estava tentando me distrair. Tive que acender as luzes e cantar para Deus. Peguei um gravador e gravei os sessenta minutos seguintes. E toquei essas longas progressões, que viraram seis canções diferentes. Foi daí que tirei o disco".

A canção foi gravada por Matt Voigt no Sing Sing Studio em Melbourne, Austrália, em janeiro de 1998. Como na maioria das canções de Moon Pix, "Cross Bones Style" foi amplamente gravada ao vivo, com Marshall cantando e tocando guitarra ao mesmo tempo. A bateria, por Jim White da banda australiana de rock instrumental Dirty Three, foi adicionada depois.

Composição e letra Em uma entrevista ao The Guardian em 2018, Marshall explicou que a canção foi inspirada por duas crianças que conheceu enquanto estava na África, que dormiam em árvores à noite depois que seus pais foram mortos. "Muitas crianças dormiam nas árvores do parque", lembrou Marshall.

Videoclipe "Cross Bones Style" nunca foi lançada como single, mas um videoclipe dirigido por Brett Vapnek foi lançado para a canção. Foi o único vídeo lançado para promover Moon Pix, e o segundo videoclipe de Cat Power, após "Nude as the News", também dirigido por Vapnek.

Marshall citou o videoclipe de "Lucky Star", da cantora estadunidense Madonna, como uma influência para o vídeo. Em uma entrevista à Index em 1998, ela explicou: "Estou pensando em fazer de ['Cross Bones Style'] o single e fazer um videoclipe totalmente no estilo 'Lucky Star'. Como a Madonna, dançando em uma sala branca. Mas aposto que vou acabar desistindo".

O vídeo foi filmado nos Silvercup Studios em Long Island City, Queens, Nova Iorque. Ele apresentou amigos de Marshall como dançarinos, e Harry Druzd, um baterista e barman, na bateria, já que White não estava disponível para as filmagens do vídeo. Marshall usou dois figurinos escolhidos por ela, juntamente com esmalte amarelo e pulseiras pretas "que lembravam Madonna". Os dançarinos se apresentaram em frente a um fundo branco usando passos de dança simples concebidos por Vapnek e gestos com as mãos idealizados por Marshall.

Vapnek mais tarde relembrou sua surpresa quando Marshall expressou seu desejo de fazer playback no vídeo, o que ela explicou que raramente era feito em videoclipes de indie rock da época, e "meio que considerado cafona". No entanto, Vapnek ficou empolgada com a ideia, dizendo que "quase imediatamente tive a ideia de fazer uma paródia do vídeo de 'Lucky Star' da Madonna. Chan e eu temos quase a mesma idade, e crescemos com a Madonna. O primeiro disco da Madonna saiu quando estávamos no ensino médio, e aquele vídeo de 'Lucky Star' era tão icônico para nós".

Lançamento e recepção Heather Phares, do Allmusic, descreveu a canção como "hipnótica e sedutora". Em um artigo da Stereogum celebrando o 20.º aniversário de Moon Pix, Tom Brehihan escreveu que "Cross Bones Style" foi "a primeira canção de Cat Power que eu ouvi e talvez ainda seja a melhor", descrevendo-a como "dream pop rodopiante e pulsante, com talvez o mais leve toque de New Order em seu groove".

Em 2008, a canção foi incluída no The Pitchfork 500 da Pitchfork. Em 2010, foi classificada no número 129 na lista "As 200 Melhores Faixas dos Anos 1990", também da Pitchfork. Em 2022, a mesma publicação listou-a no número 203 em sua lista das "250 Melhores Canções dos Anos 1990", escrevendo: "Você poderia passar uma vida tentando desvendar o feitiço lançado por 'Cross Bones Style', com suas guitarras crepusculares e percussão animada que nunca acompanha totalmente a voz de Chan Marshall. Seus vocais são duplicados—cansados, porém esperançosos, meditativos e suplicantes — como uma corda que se entrelaça e se desfia". A Far Out nomeou-a a segunda melhor canção de Cat Power em 2025, com Andrew Clayman chamando-a de "onírica e hipnótica, com um refrão assombroso que prenuncia os poderosos feitos de Cat Power que ainda estavam por vir".

Em 2006, o videoclipe foi classificado no número 44 na lista "100 Melhores Videoclipes de Todos os Tempos" da Stylus.

Reconhecimentos PublicaçãoPaísReconhecimentoAnoPosiçãoStylus Estados Unidos100 Melhores Videoclipes de Todos os Tempos 2006 44PitchforkAs 200 Melhores Faixas dos Anos 1990 2010 129250 Melhores Canções dos Anos 1990 2022 203Far Out Reino Unido As 10 melhores canções de Cat Power 2025 2

Categoria:Canções de 1998