O F-16 Fighting Falcon foi fabricado pela General Dynamics de 1974 a 1993, pela Lockheed Corporation de 1993 a 1995 e, desde 1995, pela Lockheed Martin. Mais de 4.500 F-16 foram entregues a seus operadores. O histórico operacional do F-16 em sua carreira é detalhado abaixo.

Bahrein

Síria (2014–presente) A partir de 23 de setembro de 2014, os caças F-16 da Real Força Aérea do Bahrein (RBAF) juntaram-se à intervenção liderada pelos Estados Unidos na Síria, como parte da Operação Inherent Resolve contra o Estado Islâmico do Iraque e do Levante. Os ataques aéreos do Bahrein estão limitados ao teatro de operações sírio.

Iêmen (2015–presente) Em 30 de dezembro de 2015, um F-16C do Bahrein caiu na região de Jizã, na Arábia Saudita, segundo informações de uma fonte militar. O piloto ejetou e sobreviveu ao acidente. O F-16 já estava em chamas antes de atingir o solo, conforme registrado em vídeo. Inicialmente atribuída a uma falha técnica, segundo Tom Cooper, a queda do F-16 foi causada por canhões antiaéreos ou MANPADS.

Bélgica esquerda|miniaturadaimagem|Um F-16AM belga em reabastecimento com um KC-135 Stratotanker sobrevoando o Afeganistão, 2011

Balcãs Pouco antes do início da guerra do Kosovo, em março de 1999, os primeiros F-16 bepgas foram enviadas para a Itália. Durante a guerra, doze F-16 do 349º Esquadrão lançaram bombas guiadas a laser GBU-12 Paveway II. Naquela época, os caças estavam baseados na Base Aérea de Amendola, no sul da Itália. Após o conflito, o número de F-16 diminuiu até que o último F-16 retornou à base em 2001.

Líbia (2011) Seis caças F-16 belgas participaram de missões na Líbia para fazer cumprir a zona de exclusão aérea.

Afeganistão De julho de 2005 a janeiro de 2006, quatro F-16 belgas formaram uma unidade conjunta com quatro F-16 holandeses no Afeganistão. A partir de 2008, a Força Aérea Belga forneceu esquadrilhas de quatro a seis F-16.

Iraque e Síria De outubro de 2014 a junho de 2021: vários períodos, alternando com a Força Aérea Real Neerlandesa (RNLAF). Quatro F-16 participam das ações de bombardeio aliadas contra o Estado Islâmico no Iraque e das incursões na Síria, na Operação Inherent Resolve, sendo baseados na Jordânia.

Policiamento Aéreo do Báltico Os F-16 da Força Aérea Belga foram operados no Policiamento Aérea do Báltico por oito vezes entre 2004 a 2022, sempre enviados em elementos de quatro unidades.

Dinamarca miniaturadaimagem|Um F-16AM da RDAF reabastecendo sobre o Iraque, durante operações contra o Estado Islâmico, 2016

Kosovo (1999–2000)

Seis F-16 dinamarqueses, número posteriormente aumentado para nove, realizaram missões de defesa aérea e escolta sobre o Kosovo, juntamente com F-16 da Força Aérea Real Norueguesa (RNoAF). Durante as fases finais da campanha, os caças também participaram de diversas missões ofensivas contra instalações de radar iugoslavas, depósitos de combustível e centros de comando."Operations overview" Danish Defense, Fighter Wing Skrydstrup

Afeganistão (2001–2003)

Seis caças F-16 dinamarqueses realizaram 743 missões sobre o Afeganistão a partir da Base Aérea de Manas, no Quirguistão, durante a Operação Liberdade Duradoura, como parte do grupo de Forças Aéreas Participantes Europeias (EPAF), juntamente com a Noruega e os Países Baixos. As missões incluíram diversos lançamentos de armamento contra alvos do Talibã e da Al-Qaeda.

Líbia (2011) Seis caças F-16 dinamarqueses realizaram missões de alto risco sobre a Líbia para fazer cumprir a zona de exclusão aérea.

Egito Em 16 de fevereiro de 2015, caças F-16 egípcios realizaram ataques aéreos contra depósitos de armas e campos de treinamento jihadistas na Líbia, em resposta ao assassinato de 21 trabalhadores egípcios por militantes mascarados afiliados ao Estado Islâmico (ISIS/ISIL). Os ataques aéreos mataram 64 combatentes do ISIS, incluindo três líderes, em Derna e Sirte, no litoral líbio.

Emirados Árabes Unidos

Líbia (2011) 12 caças F-16 emiratenses participaram da implementação da zona de exclusão aérea sobre a Líbia.

Síria (2014) A partir de 23 de setembro de 2014, os F-16 dos Emirados Árabes Unidos juntaram-se à intervenção liderada pelos Estados Unidos na Síria, como parte da Operação Inherent Resolve contra o Estado Islâmico do Iraque e do Levante. Os Emirados Árabes Unidos restringiram suas operações apenas ao teatro de operações sírio. No final de dezembro de 2014, os Emirados suspenderam os ataques aéreos devido à inadequação dos planos de resgate de pilotos abatidos, após o abate do piloto jordaniano Muath al-Kasasbeh.

Iêmen (2015–2019) Trinta caças F-16 dos Emirados Árabes Unidos participaram da intervenção liderada pela Arábia Saudita no Iêmen, como parte da Operação Tempestade Decisiva contra os Houthis.

Estados Unidos O F-16 está em serviço na Força Aérea dos Estados Unidos (USAF), em unidades da reserva e da Guarda Aérea Nacional (ANG), e é utilizado pela equipe de demonstração aérea da USAF, os Thunderbirds, e como aeronave adversária/agressora pela Marinha dos Estados Unidos (USN).

Operação Tempestade no Deserto

miniaturadaimagem|Uma formação de caças da USAF durante a Operação Tempestade no Deserto. Nas pontas da formação, dois F-16 americanos.|esquerda Na Operação Tempestade no Deserto de 1991, 249 caças F-16 da USAF realizaram 13.340 missões de ataque contra o Iraque, o maior número entre todas as aeronaves da Coalizão. Os Falcons frequentemente carregavam mísseis ar-superfície AGM-65 Maverick (até seis), ou duas bombas Mk 84 de 908 kg (em suportes sob as asas), dois tanques ejetáveis de 1.400 litros, dois mísseis ar-ar AIM-9 Sidewinder e um casulo de contramedidas eletrônicas (ECM) sob a fuselagem, como o AN/ALQ-131. Os F-16D da 388ª Ala de Caça Tática da Base Aérea de Hill foram usados ​​como aeronaves de reconhecimento para localizar mísseis superfície-ar iraquianos e tropas da Guarda Republicana. Eles estavam armados com até seis bombas Mk 82, de 227 kg, bombas de fragmentação e bombas guiadas a laser. Essas aeronaves também estavam equipadas com casulos LANTIRN e binóculos. Três aeronaves foram perdidas devido a ações inimigas confirmadas: duas atingidas por mísseis superfície-ar 2K12 Kub e S-125 Pechora e uma atingida por um MANPADS 9K310 Igla-1. Outros F-16 foram danificados em acidentes e por fogo antiaéreo inimigo, mas conseguiram retornar à base e serem reparados. Ao todo, sete F-16 foram perdidos durante as operações de combate da Tempestade no Deserto, entre 16 de janeiro e 28 de fevereiro.

Os F-16 formaram a base do maior pacote de ataque (72 aeronaves) operado durante a guerra – o "Pacote Q", um ataque diurno contra alvos no centro de Bagdá em 19 de janeiro. Foi durante a missão "Pacote Q" que dois F-16, do 614º TFS 'Lucky Devils', parte da 401ª TFW (P), voando de Doha, Catar, foram perdidos para mísseis terra-ar, com seus pilotos (Capitão Mike "Cujo" Roberts e Major 'Tico' Tice abatidos, respectivamente, por um SA-2 e um SA-3) tornando-se prisioneiros de guerra.Huertas, S.M. "Lucky Devils in the Gulf War." lucky-devils.net. Retrieved: 17 April 2010. Esta missão também marcou o maior pacote de ataque operacional de F-16 realizado até o momento."The Lucky Devils and Forgotten 1000 in the Gulf War." lucky-devils.net. Retrieved: 17 April 2010.

Os F-16 também foram usados ​​como lançadores de Wild Weasel, com mísseis antirradiação AGM-88 HARM, juntamente com os F-4G mais antigos (480º TFS, 52ª Ala). Existiam apenas 13 unidades do F-16 com mísseis HARM, todos baseados na Base Aérea de Incirlik, juntamente com 12 F-4G. Os Phantoms possuíam o poderoso AN/APR-47 e, com esses sistemas, realizavam as tarefas mais difíceis (atacar os radares móveis); os F-16 só recentemente foram equipados com mísseis antirradiação HARM, e a maior parte da capacidade de supressão de defesas aéreas inimigas (SEAD) da USAF ainda era composta por F-4G (outros 48 estavam em Sheik Isa, no Bahrein). Os F-16 realizavam missões de escolta/Wild Weasel, acompanhando os adversários e atacando alvos pré-planejados.

Operações aéreas no Iraque no período entre guerras (1991–2003)

Do fim da Operação Tempestade no Deserto até a invasão do Iraque em 2003, os F-16 da USAF patrulharam as zonas de exclusão aérea impostas pelos EUA e pelo Reino Unido no Iraque. Duas vitórias ar-ar foram conquistadas pelos F-16 da USAF na Operação Southern Watch. Em 27 de dezembro de 1992, um F-16D Block 42 da USAF abateu um MiG-25 iraquiano no espaço aéreo do sul do Iraque com um míssil ar-ar BVR AIM-120 AMRAAM; esta foi a primeira vitória de um F-16 da USAF desde a introdução do F-16; e também a primeira vitória com um míssil AMRAAM. Em 17 de janeiro de 1993, um F-16C Block 30 da USAF destruiu um MiG-23 iraquiano com um míssil AMRAAM, conquistando a segunda vitória de um F-16 da USAF.

Os F-16 retornaram ao Iraque em dezembro de 1998 como parte da Operação Raposa do Deserto, uma campanha de bombardeio para "degradar" a capacidade do Iraque de fabricar e usar armas de destruição em massa.

Balcãs (1994-1995 e 1999)

miniaturadaimagem|Um F-16C da USAF em decolagem durante a Operação Força Deliberada, 1995 Os F-16 também foram empregados pela OTAN durante as operações de manutenção da paz na Bósnia, em 1994-95, em missões de ataque ao solo e para fazer cumprir a zona de exclusão aérea sobre a Bósnia (Operação Deny Flight). O primeiro incidente ocorreu em 28 de fevereiro de 1994, quando quatro J-21 e dois IJ-21 Jastreb, além de dois J-22 Orao, violaram a zona de exclusão aérea para realizar um ataque aéreo contra Novi Travnik. Os pilotos dos dois J-22 avistaram os F-16 acima deles e, após o ataque, deixaram a área voando em baixa altitude em direção à Croácia, onde os caças americanos não puderam segui-los. Entretanto, o restante do grupo foi atacado, primeiro por dois F-16C da USAF, que abateram três aeronaves inimigas. O J-21 restante foi destruído por outro par de F-16C da USAF. Dos seis jatos iugoslavos envolvidos no combate, quatro foram abatidos (um por míssil AMRAAM e os outros por Sidewinders). Em 2 de junho de 1995, um F-16C foi abatido por um míssil superfície-ar 2K12 Kub sérvio enquanto patrulhava a Bósnia. Seu piloto, Scott O'Grady, ejetou-se e foi posteriormente resgatado por um helicóptero CH-53 Sea Stallion do USMC em 8 de junho.

Os F-16 da OTAN também participaram de ataques aéreos contra as forças sérvias na Bósnia e Herzegovina durante a Operação Força Deliberada, em agosto e setembro de 1995, e novamente na Operação Força Aliada, sobre toda a Iugoslávia, de março a junho de 1999.

Em 2 de maio de 1999, um F-16CG da USAF foi abatido sobre a Sérvia. Ele foi atingido por um míssil superfície-ar S-125 Neva perto de Nakucani. Seu piloto, o então tenente-coronel (mais tarde general e chefe do Estado-Maior da USAF) David Goldfein, comandante do 555º Esquadrão de Caça, conseguiu ejetar e foi posteriormente resgatado por uma missão de busca e salvamento em combate (CSAR). Os destroços desta aeronave estão em exposição no Museu Aeronáutico, no Aeroporto Internacional de Belgrado.

Em 4 de maio de 1999, um solitário MiG-29 iugoslavo, pilotado pelo Tenente-Coronel Milenko Pavlović, tentou interceptar uma grande formação da OTAN que retornava à base após bombardear Valjevo (cidade natal do piloto). A aeronave foi atacada por dois F-16CJs da USAF do 78º Esquadrão de Caça e foi abatida com um míssil AMRAAM, matando o piloto. Os destroços em queda foram atingidos por um MANPADS Strela 2M disparado por engano pelo exército iugoslavo.

Operações no Afeganistão (2001–2021)