Abedalá ibne Mugafal (; m. ), também conhecido pelas cúnias Abuçaíde () e Abu Ziade (), foi um companheiro de Maomé da tribo dos muzainaítas. Participou do Juramento de Riduão e posteriormente estabeleceu-se em Baçorá, onde atuou como instrutor religioso e morreu em 59 A.H. (679).

Vida

Abedalá pertencia aos muzainaítas e participou do Juramento de Riduão, realizado em Hudaibia em 6 A.H. (628). Segundo uma tradição, durante o juramento levantou um dos ramos da árvore sob a qual os participantes se reuniram, proporcionando sombra a Maomé. Antes da Expedição de Tabuque, em 9 A.H. (630), Abedalá esteve entre os muçulmanos pobres que, não dispondo de montarias, recorreram a Maomé para que lhes fornecesse meios de acompanhar a expedição. Como Maomé não pôde proporcionar-lhes animais, retiraram-se profundamente entristecidos e chorando por não poderem participar. A tradição relaciona esse grupo ao versículo 92 da sura at-Tawbah, que menciona aqueles que se afastaram chorando por não possuírem recursos para tomar parte na expedição. Posteriormente, o califa Omar enviou Abedalá a Baçorá como instrutor e orientador religioso. Participou também da conquista de Tustar, sendo apontado como o primeiro dos conquistadores a entrar na cidade. Estabeleceu-se definitivamente em Baçorá, onde morreu em 59 A.H. (679). Por determinação sua, a oração fúnebre foi conduzida por Abu Barza Alaslami.

Transmissão de hádices

São atribuídos a Abedalá quarenta e três hádices, seis dos quais foram incluídos conjuntamente nas coleções de Albucari e Muslim. Entre os estudiosos que transmitiram hádices por sua autoridade encontram-se Haçane de Baçorá, , Tábite Albunani e Abu Alalia Arriai.

Bibliografia

Categoria:Árabes do século VII Categoria:muzainaítas Categoria:Companheiros de Maomé Categoria:Generais do Califado Ortodoxo Categoria:Conquista muçulmana da Pérsia