A União Soviética procurou ativamente incorporar os ideais marxistas ao estudo da linguística.

Os linguistas ocupavam posições importantes no início do Estado soviético, pois eram necessários para desenvolver alfabetos para línguas que anteriormente nunca haviam sido escritas.

Na década de 1920, a língua começou a ser vista como um fenômeno social, e linguistas russos e soviéticos procuraram dar uma explicação sociológica às características da língua. Ao mesmo tempo, os linguistas soviéticos buscaram desenvolver uma linguística "marxista", em oposição às teorias anteriores, consideradas burguesas. Com base nisso, os linguistas passaram a se concentrar mais nas formas faladas da língua e dedicaram mais tempo ao estudo de dialetos não padronizados do que os linguistas anteriores. Isso pode ser observado nos trabalhos de Boris Alexandrovich Larin e Lev Petrovich Iakubinskii.

O principal linguista do início da era soviética foi Nikolai Marr, conhecido por sua teoria jafética. A teoria sugeria que as línguas cartevélicas tinham uma origem comum com as línguas semíticas. Marr também aplicou a ideia da luta de classes ao desenvolvimento da língua. Após a morte de Marr, um artigo de Stalin atacou sua teoria, afirmando: "A linguística soviética não pode avançar com base numa fórmula incorreta, contrária a todo o curso da história dos povos e das línguas." Politicamente, a Segunda Guerra Mundial provocou uma ascensão do nacionalismo, ao qual a teoria jafética se opunha. Essa teoria nunca foi aceita fora da União Soviética.Thomas John Samuelian, "The Search for a Marxist Linguistics in the Soviet Union, 1917–1950" (1 de janeiro de 1981). Dissertação disponível pela ProQuest, documento AAI8117848.

Linguística histórica Em forte contraste com os "separadores" (splitters) predominantes na linguística histórica ocidental, a maioria dos linguistas históricos soviéticos de destaque era formada por "agrupadores" (lumpers) pertencentes à Escola de Moscou de Linguística Comparativa. Esses linguistas, todos defensores convictos da teoria das línguas nostráticas, incluíam Vladislav Illich-Svitych, Aharon Dolgopolsky e Sergei Starostin.Старостин Г. С. и др. К истокам языкового разнообразия. Десять бесед о сравнительно-историческом языкознании с Е. Я. Сатановским. — Москва: Издательский дом "Дело" РАНХиГС, 2015. — С. 244—252. — 584 с. — , УДК 81-115, ББК 81.

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