miniaturadaimagem|Fotografia de Teresa Balté Teresa Balté (Lisboa, 1942) é uma escritora, poeta, tradutora, professora universitária e artista plástica portuguesa. A sua atividade desenvolveu-se em diferentes áreas, incluindo a poesia, a literatura infantil, a tradução, o teatro, o desenho e a pintura.

Biografia Teresa Balté nasceu em Lisboa, em 1942. Estudou Filologia Germânica e Filosofia em Lisboa e Hamburgo, tendo desenvolvido posteriormente uma atividade profissional ligada ao ensino, à tradução e à literatura.

Ao longo do seu percurso profissional, trabalhou como tradutora e redatora e desenvolveu atividade docente no ensino superior. Entre 1980 e 2005, lecionou no Departamento de Estudos Alemães da Universidade Nova de Lisboa.

A sua atividade de tradução esteve sobretudo relacionada com autores de língua alemã e húngara. Entre os autores traduzidos encontram-se Georg Büchner, Bertolt Brecht, Erich Fried e Günter Kunert, bem como autores húngaros como Endre Ady, Attila József e Miklós Radnóti.

Teresa Balté desenvolveu também uma relação próxima com o artista alemão Hein Semke, sobre cuja obra publicou o livro Hein Semke — A Coragem de Ser Rosto, editado pela Imprensa Nacional-Casa da Moeda em 1989. A colaboração entre os dois artistas estendeu-se ainda ao livro O Livro dos Peixes ou O Aquário de Papel, publicado em 1997.

Obra literária A obra literária de Teresa Balté inclui poesia, literatura infantil e tradução. A sua atividade poética estende-se por várias décadas e foi objeto de divulgação em diferentes meios, incluindo a televisão.

Entre os seus livros destinados ao público infantil encontram-se A Abelha Zulmira, publicada em 1979, e O País Azul, publicada em 1990.

A RTP dedicou a Teresa Balté um episódio do programa Entre Nós, transmitido em 2006. A entrevista abordou a sua poesia, a literatura infantil e a pintura, evidenciando a coexistência dessas diferentes áreas na sua atividade criativa.

Entre os títulos associados à sua produção poética encontram-se Jogos (1962), Estações (1967), Horizontes Portáteis (1977), Metamorfoses (1980), Mediações (1983), 10 Poemas Ingénuos e 1 Postfacio (1983), Poemas dos Últimos Anos (1990) e Sub Specie Eternitatis (2003).

A sua produção poética foi posteriormente reunida em Poesia Quase Toda, volume que reúne textos de diferentes períodos da sua atividade literária.

Teatro A atividade de Teresa Balté estendeu-se igualmente ao teatro, sobretudo através da tradução. A base de dados do Centro de Estudos de Teatro regista a sua participação em produções relacionadas com a obra de Bertolt Brecht, incluindo A Mãe.

O Centro de Estudos de Teatro regista a participação de Teresa Balté na tradução das letras das canções de A Mãe, de Bertolt Brecht, numa produção da Companhia de Teatro de Almada apresentada em 2010.

A mesma base de dados regista outras apresentações de obras de Bertolt Brecht relacionadas com o seu percurso de tradução, incluindo produções de A Mãe e Baal.

Artes plásticas Paralelamente à atividade literária, Teresa Balté desenvolveu uma atividade artística nas áreas do desenho e da pintura. Esta dimensão do seu trabalho é anterior à sua apresentação mais regular em galerias e exposições e foi também abordada pela própria artista na entrevista concedida ao programa Entre Nós, em 2006.

Segundo documentação da Perve Galeria, Teresa Balté desenvolveu a sua produção visual ao longo de várias décadas, mantendo uma prática de desenho e pintura paralela à sua atividade literária.

Antes da exposição antológica de 2018, a sua produção plástica já havia sido apresentada em exposições individuais, nomeadamente no Clube 50, em 1986 e 1992, e na Galeria Bertrand, em 1988.

A sua produção inclui desenhos e pinturas realizados em diferentes períodos. Entre as obras documentadas encontram-se trabalhos realizados nas décadas de 1960, 1980 e 1990, utilizando técnicas como aquarela e técnica mista sobre papel.

Entre as obras documentadas encontra-se Coral, de 1989, realizada em técnica mista sobre papel.

A documentação da Perve Galeria associa a pintura de Teresa Balté a um universo de elementos figurativos e imaginários, incluindo figuras humanas, animais, máscaras, flores, estrelas e outros motivos. A apresentação da sua obra pela galeria relaciona estes elementos com uma linguagem de caráter surrealista, lírico e expressionista.

Exposição antológica de 2018 Em 2018, a Perve Galeria apresentou, em Lisboa, uma exposição antológica dedicada à produção artística de Teresa Balté. A mostra reuniu cerca de 90 obras, entre desenhos e pinturas, realizadas em diferentes momentos do seu percurso.

A exposição apresentou trabalhos realizados ao longo de várias décadas, incluindo obras que remontam à década de 1960. A mostra permitiu, assim, observar a continuidade da atividade plástica de Balté paralelamente ao seu percurso literário.

A exposição de 2018 teve particular importância na divulgação pública da pintura e do desenho de Teresa Balté, reunindo num mesmo espaço trabalhos de diferentes períodos da sua produção artística.

Exposições posteriores A obra de Teresa Balté foi posteriormente integrada em exposições de arte moderna e contemporânea. Em 2023, trabalhos da artista foram apresentados na exposição Cruzar fronteiras — Diálogo de coleções, realizada no ISPA — Instituto Universitário, em Lisboa, numa mostra que reuniu obras de artistas de diferentes países e territórios de expressão lusófona.

Em janeiro de 2024, obras de Teresa Balté foram apresentadas pela Perve Galeria na London Art Fair, em Londres. A participação foi divulgada como uma homenagem à artista e destacou a coexistência da sua atividade como poeta e pintora.

A apresentação em Londres retomou a divulgação internacional da sua produção artística, depois da presença da sua obra em eventos artísticos realizados anteriormente na cidade, incluindo a Frieze, em 2020, segundo a informação divulgada pelo jornal BOM DIA.

Em 2026, o currículo de Teresa Balté disponibilizado pela plataforma Artsy regista a participação da artista na exposição coletiva 100 Artworks for Artur Bual, apresentada pela Perve Galeria.

Relação entre literatura e artes visuais O percurso de Teresa Balté caracteriza-se pela coexistência de diferentes áreas de criação. A poesia, a literatura infantil e a tradução constituem dimensões centrais da sua atividade literária, enquanto o desenho e a pintura representam uma vertente paralela da sua produção artística, desenvolvida ao longo de várias décadas.

A aproximação entre literatura e artes visuais também se manifesta na relação de Teresa Balté com Hein Semke e nos projetos que associaram texto e criação plástica, entre os quais O Livro dos Peixes ou O Aquário de Papel.

A divulgação da sua produção pictórica através de exposições antológicas e de participações em exposições coletivas contribuiu para tornar mais visível uma dimensão do seu percurso que, durante muitos anos, permaneceu paralela à sua atividade literária.

Obras

Poesia

Jogos (1962) Estações (1967) Horizontes Portáteis (1977) Metamorfoses (1980) Mediações (1983) 10 Poemas Ingénuos e 1 Postfacio (1983) Poemas dos Últimos Anos (1990) Sub Specie Eternitatis (2003) Poesia Quase Toda

Literatura infantil

A Abelha Zulmira (1979) O País Azul (1990)

Outros

Hein Semke — A Coragem de Ser Rosto (1989) O Livro dos Peixes ou O Aquário de Papel (1997)

Exposições selecionadas

Clube 50, Lisboa, 1986. Galeria Bertrand, Lisboa, 1988. Clube 50, Lisboa, 1992. Exposição antológica, Perve Galeria, Lisboa, 2018. Cruzar fronteiras — Diálogo de coleções, ISPA — Instituto Universitário, Lisboa, 2023. London Art Fair, Londres, 2024. 100 Artworks for Artur Bual, Perve Galeria, 2026.

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