Afonso Henrique Cabral Ferreira (Lisboa, 25 de julho de 1954), é um magistrado português, juiz conselheiro jubilado do Supremo Tribunal de Justiça, que, enquanto desembargador, desempenhou cargos de relevo no Conselho Superior da Magistratura, no Tribunal da Relação de Lisboa e na Associação dos juízes portugueses, bem como tem intervenção pública nos meios de comunicação social. Biografia Em 1978, licenciou-se em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, ingressando, em 1983, no Centro de Estudos Judiciários, onde, como auditor de justiça, frequentou o 3.º curso especial de formação de magistrados, após o que desempenhou a função de Juiz de Direito nos tribunais das comarcas de Pinhel, Caldas da Rainha e Cascais. Em 1991, participou nos programas de cooperação com os países de língua oficial portuguesa. Chegado à capital em 1993 foi primeiro Juiz de Direito nas varas criminais (tribunal da Boa-Hora) e, a partir de 1996, do tribunal de círculo de Lisboa, bem como, após 1999, do círculo judicial de Oeiras. De 2003 ao início de 2008, foi desembargador do Tribunal da Relação do Porto, sendo então nomeado chefe de gabinete do gabinete de apoio ao vice-presidente e aos membros do Conselho Superior da Magistratura, cargo que desempenha até 2010 (e volta a exercer de novo de 2019 a 2023), quando é colocado na 1.ª Secção do Tribunal da Relação de Lisboa, tendo sido eleito seu presidenteBoletim do Ministério da Justiça, número especial, de 1993, contendo as listas de antiguidade dos Juízes Conselheiros, Juízes Desembargadores e Juízes de Direito, reportada a 31/12/89, p. 44 e 45, consultado em 6 de agosto de 2026.
De 2000 a 2003, em acumulação de funções com a judicatura, exerceu o cargo de secretário-geral da direção nacional da Associação dos juízes portugueses. thumb|Salão nobre do Supremo Tribunal de Justiça, onde Afonso Henrique Cabral Ferreira exerceu funções de 2022 a 2025 e do qual é juiz conselheiro jubilado Em 2022 é promovido a juiz conselheiro do Supremo Tribunal de Justiça.
Tem dezenas de acórdãos, em que foi relator no STJ, publicados, entre outras, nas bases jurídico-documentais do IGFEJ.
Entre 2008 e 2024, no âmbito do Centro de Estudos Judiciários, integrou e presidiu a júris de seleção para as provas da fase oral e da avaliação curricular relativas a concursos de ingresso nos cursos de formação inicial teórico prática de magistrados dos tribunais judiciais.
Em 2023 candidatou-se a vice-presidente do Conselho Superior da Magistratura.
Jubilado, por limite de idade, em 25 de julho de 2024, foi, no entanto, autorizado a continuar a exercer funções no Supremo Tribunal de Justiça a fim de liquidar a totalidade dos processos que lhe estavam distribuídos.
É coautor de «Justiça e Opinião Pública: VI Congresso dos Juízes Portugueses, Aveiro 8, 9 e 10 de Novembro de 2001», Lisboa, Associação Sindical dos Juízes Portugueses, 2002.
Em 2026, escreve no jornal Expresso.
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