Amandine Gay (16 de outubro de 1984) é uma diretora cinematográfica, afrofeminista, atriz, autora e roteirista francesa, produzindo obras acerca do feminismo negro e sexualidade sistêmicos. Produziu, entre outras obras, o documentário Ouvrir La Voix (“Abrir a Voz”) em 2017, destacando a experiência, arte e pluralidade de mulheres negras na África e Índias Ocidentais. Em 2022, fundou a companhia de produção Caïssa Productions.
Formação e carreira Amandine Gay é filha de uma professora marroquina. Se formou em Comunicação pelo Instituto de Estudos Políticos de Lyon e se mudou para o 16º Conservatório de Arte Dramática de Paris. Logo após, começou seu trabalho como atriz, mas em alguns meses percebeu que só era aceita para retratar papéis de estereótipos de mulheres negras. Essa experiência a motivou para se tornar uma cineasta para mostrar uma nova imagem da mulher negra no cinema.
Obras Seu primeiro documentário, "Ouvrir la Voix" de 2017, mostra os relatos de 24 mulheres afrodescendentes. Retrata suas experiências na intersecção entre racismo e sexismo, como continuidades da história colonialista global. Recebeu o prêmio Out d'or de Criação Artística em 2017.
Em 2025, dirigiu e produziu a série documental "Ballroom", acerca da vida do grupo de ballroom francês Casa de Revlon, e a luta de seus membros LGBTQIA+ e racializados pela visibilidade e contra sua marginalização.
Além de obras audiovisuais, Gay também escreveu vários livros acerca diversos assuntos. "Vivre, Libre" (2025) fala acerca das expressões cotidianas e sistemáticas da supremacia branca. A autobiografia "Une poupée en chocolat" (2021) discute sobre a experiência da adoção enquanto pessoa marginalizada.
Referências
Ligações Externas
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