Rio de Sangue é um filme de ação policial brasileiro de 2026, dirigido por Gustavo Bonafé e estrelado por Giovanna Antonelli e Alice Wegmann. O roteiro criado por Lucas Vivo García Lagos e escrito em colaboração com José Magalhães, Felipe Berlinck, Gustavo Rademacher e Dennison Ramalho, acompanha uma policial que, após uma operação fracassada, é afastada do trabalho e viaja até Santarém do Pará para sua segurança e para se reconectar com a filha médica de uma ONG, que acaba sendo raptada em uma emboscada de garimpeiros.
Enredo Patrícia Trindade (Giovanna Antonelli) é uma policial experiente que vê sua carreira desmoronar após comandar uma operação malsucedida. Afastada da corporação e jurada de morte pelo alto escalão do narcotráfico, ela deixa São Paulo e segue para Santarém, no Pará, em busca de proteção e de uma oportunidade para se reaproximar da filha, Luiza (Alice Wegmann).
Luiza é médica e integra uma ONG que presta atendimento a comunidades indígenas no Alto Tapajós. Durante uma expedição, a equipe é surpreendida por uma emboscada de garimpeiros ilegais, e Luiza é sequestrada.
Sem apoio oficial e diante de uma região dominada por interesses criminosos, Patrícia inicia uma operação de resgate por conta própria. Em uma corrida contra o tempo, ela terá que enfrentar o garimpo ilegal, atravessar um território hostil e usar toda a sua experiência para encontrar a filha antes que seja tarde demais.
Elenco e personagens
Produção Rio de Sangue é uma produção da INTRO Pictures em coprodução com a Star Original Productions. A história foi criada por Lucas Vivo García Lagos, que também assina o roteiro ao lado de Dennison Ramalho, Felipe Berlinck, Gustavo Rademacher e José Magalhães.
Concepção Embora concebido como um filme de ação, o projeto foi desenvolvido com elementos de suspense. Segundo o diretor Bonafé, a proposta foi construir uma narrativa que mantivesse a sensação constante de ameaça e incerteza em torno do destino da protagonista, utilizando recursos de cinematografia e encenação para reforçar essa atmosfera. Entre as referências adotadas durante o desenvolvimento visual e narrativo do longa está Sicario (2015), especialmente pela combinação entre ação, suspense e uma protagonista feminina.
A trama é ficcional, mas foi inspirada em situações relacionadas ao garimpo ilegal e aos conflitos vividos por comunidades indígenas na Amazônia. O roteiro passou por um amplo processo de pesquisa antes do início das filmagens, posteriormente complementado pelo diretor. A produção contou com a consultoria da artista e ativista socioambiental Val Munduruku, presidente da Associação de Mulheres Indígenas Suraras do Tapajós (AMIST), que colaborou na representação das comunidades indígenas e das consequências da atividade garimpeira na região. O escritor Daniel Munduruku também participou do processo de consultoria.
As visitas às locações na Amazônia e o contato da equipe com comunidades indígenas contribuíram para a construção do universo retratado no filme. Além da consultoria especializada, lideranças indígenas integraram o elenco, em uma iniciativa voltada à representação dos povos retratados na narrativa. Segundo Bonafé, a abordagem do tema foi conciliada com uma estrutura narrativa de ação e suspense voltada ao grande público. Para isso, a produção apostou em um elenco formado por atores conhecidos da televisão brasileira, como Giovanna Antonelli, Alice Wegmann, Antonio Calloni e Felipe Simas, além de desenvolver a trama em torno da relação entre mãe e filha, elemento dramático utilizado como eixo emocional da narrativa.
Filmagens As gravações do filme tiveram início em setembro de 2024. O filme foi gravado principalmente na Floresta Nacional do Tapajós (Flona Tapajós), em Santarém e Alter do Chão, no Pará. As cenas iniciais do longa se passam em São Paulo.
Lançamento Rio de Sangue foi lançado diretamente nos cinemas a partir de 16 de abril de 2026 com distribuição da Walt Disney Productions. Posteriormente, foi lançado oficialmente no streaming em 5 de junho e disponibilizado no catálogo do Disney+.
Recepção
Crítica especializada Rio de Sangue foi recebido com avalições mistas e negativas por parte da crítica especializada. Escrevendo para o website Cine Set, o crítico Ivanildo Pereira avaliou o filme com 2 de 5 estrelas e disse que a rapidez dos acontecimentos no filme o torna artificial, pontuando que "tudo acontece de forma ora apressada, ora muito esquemática. Os personagens são todos bem rasos: Giovanna [Antonelli] faz a mulher durona; o problema de relacionamento da protagonista com a filha é também transmitido por meio de diálogo expositivo. O único personagem que ainda tem um pouco de conflito é o de Fidelis Baniwa, um indígena que se vê dividido entre sua comunidade e os bandidos. Aliás, o filme talvez ganhasse se explorasse um pouco mais esse personagem".
Izabella Nicolau, do Observatório do Cinema, escreveu que "Antonelli é o grande destaque do elenco. Sua Patrícia é uma mulher em ruínas, tensionada entre o dever e o afeto, entre a sobrevivência e a culpa [...]. Contudo, se Antonelli é a âncora, Felipe Simas é a grande surpresa. Seu personagem surge como uma presença inquietante, construída com uma frieza que beira a psicopatia sem jamais escorregar para o exagero. Há algo de profundamente perturbador na forma como o ator sustenta uma tensão silenciosa, quase imprevisível — um trabalho que surpreende ao revelar camadas mais sombrias de um ator que, aqui, se supera".
Para a Veja, Matheus Gotto escreveu: "Os momentos emotivos passam de pressa e o desenho de produção fica refém das condições amazônicas — o que é compreensível. Graças à direção de Gustavo Bonafé, há uma certa uniformidade na narrativa, marcada principalmente pela sequência objetiva de fatos, que cumpre o papel de criar agilidade e ação. É interessante ver o elenco em papéis que não estão acostumados a fazer".
Ligações externas
Rio de Sangue no Disney+
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