Lucia Helena Carvalho e Silva (Cuiabá, 25 de dezembro de 1950), mais conhecida como Lucina, é uma cantora, compositora e violonista brasileira. A cantora Lucina também já teve como nomes artísticos Lucelena e Lucinha.Ao longo de sua carreira, Lucia Helena Carvalho e Silva utilizou nomes artísticos como Lucelena e Lucinha, embora o mais conhecido e que utiliza há mais tempo é Lucina. Sua parceira Heloisa Orosco Borges da Fonseca, também utilizou mais de um nome artístico: primeiramente Luli e depois Luhli. A dupla de artistas ficou mais conhecida como Luli & Lucina.

Ficou conhecida por fazer parte da dupla Luli e Lucina, entre 1972 e 1998. A dupla era formada por Lucina e Heloisa Orosco Borges da Fonseca (1945 - 2018), que era conhecida como Luli e posteriormente adotou o nome artístico de Luhli. Durante esse período, apresentou o cantor Ney Matogrosso aos Secos e Molhados, possibilitando, assim, a formação clássica do grupo. A dupla compôs mais de 800 canções que compõem o repertório de artistas como Ney Matogrosso, Gilberto Gil, Zélia Duncan e Tetê Espíndola.

Lucina e Luhli foram casadas e tiveram um relacionamento duradouro de poliamor com o fotógrafo Luiz Fernando da Fonseca. Lucina chama esse relacionamento com Luhli e Luiz Fonseca de trisal.

Após o fim da dupla, Lucina foi morar na Tijuca, no Rio de Janeiro, e continuou gravando discos e compondo para outros artistas como Zélia Duncan.

Biografia Lucina era tímida e aprendeu a tocar violão na adolescência sozinha. Em seguida começou a cantar para acompanhar o som do violão. Inicialmente ela não reconhecia sua própria voz como boa e nem tinha expectativas profissionais, mas passou a tocar em festas e no auditório do Colégio São Paulo, no Rio, onde estudava.

Lucina possui um timbre de voz grave. O timbre foi definido pela cantora Joyce Moreno como grave seguro, afinado e macio.

Em 1967, Lucina iniciou sua carreira no Grupo Manifesto. Na época, era conhecida como Lucinha. Com o grupo Manifesto ela apresentou a série de programas semanais O mundo é nosso, levada ao ar na TV Continental (RJ) nas tardes de sábado; participou do II Festival Internacional da Canção, com Margarida (Gutemberg Guarabyra), classificada em 1º lugar na fase nacional e em 3º lugar na fase internacional do evento.

Com o Grupo Manifesto, Lucina lançou dois álbuns em LP: Manifesto musical (1967) e Grupo Manifesto nº 2 (1968); ambos relançados em CD em 1995.

Entre 1971 e 1998, formou a dupla Luli e Lucina com Heloisa Orosco Borges da Fonseca (1945 - 2018), que era conhecida como Luli e posteriormente adotou o nome artístico de Luhli. Ainda em 1971, a dupla chegou às finais do VI Festival Internacional da Canção, conquistando o terceito lugar, com a música Flor lilás. A canção foi considerada um sucesso; foi gravada em 1971 e lançada em 1972 em seu compacto duplo.

Durante a década de 1970 a dupla foi pioneira da música independente, tendo gravado álbuns e se apresentado em turnês sem nenhum apoio de gravadoras. Nessa época, a dupla Luli e Lucinda chegou a ser convidada por Sérgio Dias para formar os novos Mutantes.

Para além da música, Lucina e sua parceira Luhli tiveram um relacionamento com o fotógrafo Luiz Fernando da Fonseca definido por Lucina como trisal. O relacionamento também foi chamado de "casamento a três". Desse relacionamento nasceram duas filhas de Luhli, Júlia e Flor. E Lucina teve posteriormente dois filhos gêmeos, Antônio e Pedro. Luiz Fernando morreu em 1990 e ambas continuaram o relacionamento por mais sete anos. Nessa época viveram em um sítio em Mangaratiba, no litoral do Rio de Janeiro.

As canções de Luli e Lucina foram gravadas por renomados artistas da música brasileira como Nana Caymmi, Wanderléa, Tetê Espíndola, As Frenéticas, Rolando Boldrin e Ney Matogrosso. Ney foi considerado o maior intérprete das parcerias delas, fazendo um grande sucesso com a canção Bandoleiro, que abre o álbum Feitiço de 1978.

Em 1998, após o fim da dupla musical, Lucina foi morar na Tijuca, no Rio de Janeiro e continuou gravando álbuns e compondo para outros artistas. Lançou nesse ano seu primeiro disco solo Inteira Pra Mim onde gravou composições próprias em parceria com diversos artistas: Luhli, Zélia Duncan, Sérgio Crusco, João Gomes, Alzira Espíndola.

Em 2006 lançou o álbum A música em mim pela gravadora Duncan Discos, da cantora Zélia Duncan, e produzido por Bia Paes Leme. A respeito da relação de Lucina com Zélia Duncan, Joyce Moreno diz que:A influencia de Lucina sobre Zélia jamais deixou de ser assumida por esta, mesmo quando virou uma das maiores estrelas do pop nacional, respeitada por seus pares e ela mesma influenciando outras novatas. Agora a fã retribui o legado da mestra, produzindo com brilho e competência, por seu selo Duncan Discos, este belo CD, A Música em Mim.Em 2007, Lucina foi jurada do grupo especial do Carnaval do Rio de Janeiro, avaliando as escolas do grupo especial no quesito Samba-enredo.

Em 2009, lançou o álbum + Do que Parece, feito só de canções com Zélia Duncan.

Em 2014, o filme Yorimatã sobre a dupla Luli e Lucina foi lançado, dirigido por Rafael Saar. O filme recebeu diversos prêmios, entre eles o prêmio de júri e público no festival In-Edit Brasil 2015.

Em 2017, Lucina lança o álbum Canto de árvore com um núcleo instrumental formado por Marcelo Dworecki (baixo, cavaquinho e violão), Peri Pane (cello e vocal) e Otávio Ortega (acordeon e piano). Durante as apresentações ao vivo para divulgar o álbum, Lucina foi acompanhada por diversos músicos. Em Brasília, em apresentação no Centro de Convenções Ulysses Guimarães ela contou com: Luis Duarte (violão) e Doni Alcântara (baixo), além das participações do cantor e compositor Aloísio Brandão, da cantora Clara Telles e do poeta Vicente Sá; a direção cênica do espetáculo foi de Maris Avellar e o desenho de luz de Patrícia Ferraz. No mesmo ano, em apresentação no Parque Ibirapuera, Lucina foi acompanhada dos músicos Peri Pane (cello), Marcelo Dworecki (baixo), Otávio Ortega (acordeom), Décio Gioelli (stell drums) e Ney Marques (bandolim).

Prêmios, indicações e homenagens 1967 - II Festival Internacional da Canção: com o Grupo Manifesto, apresentou a canção Margarida (Gutemberg Guarabyra), classificada em 1º lugar na fase nacional e em 3º lugar na fase internacional do evento.

1972 - VII Festival Internacional da Canção: a dupla Luli e Lucina fica em terceiro lugar com a canção Flor lilás, com arranjos de Zé Rodrix.

1999 - Álbum Inteira pra mim foi indicação para o prêmio Sharp.

Discografia

Grupo Manifesto

Manifesto musical (1967) Grupo Manifesto nº 2 (1968)

Luli e Lucina

Flor Lilás (Luli, Lucinha e o Bando) - compacto duplo (1972) - relançado em 2021 em vinyl pela Mr Bongo Records.

Luli & Lucinha (1979) Amor de Mulher / Yorimatã (1982) Êta Nóis (Luli & Lucina, Joésia Ramos, Jean e Paulo Garfunkel, Flor do Campo, Marta Strauch, Bené Fonteles) (1984) Timbres e Temperos (1986) Porque Sim, Porque Não (1991) Elis & Elas (1995) 25 Anos (1996)

Carreira Solo

Inteira pra Mim (1998) Ponto sem Nó (2002) Gira de luz: Novos pontos de umbanda (2004) - Lucina e Mário Avellar. A música em mim (2006) + Do que Parece (2009) Canto de árvore (2017)

Ligações externas

Podcast Unesp com Lucina Dados de Lucina na Wikidata

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