Teatro e deficiência é um campo dedicado à inclusão da deficiência na experiência teatral, possibilitando maior diversidade cultural e estética nas artes. A presença de corpos com deficiência no palco pode ser compreendida, em certa medida, como uma forma de estética política, por desafiar tanto as expectativas de um público predominantemente sem deficiência quanto as convenções tradicionais do teatro. Entretanto, a representação da deficiência no palco tem suscitado debates polarizados acerca de os artistas serem expostos e reduzidos à sua deficiência ou, ao contrário, exercerem plena autonomia sobre quem são e sobre aquilo que representam.
História
O teatro realizado por pessoas com deficiência surgiu formalmente a partir do movimento das artes e da cultura da deficiência, desenvolvido durante a década de 1980 nos Estados Unidos e no Reino Unido. Algumas companhias teatrais voltadas à deficiência, contudo, antecederam esse movimento, entre elas o National Theatre of the Deaf, fundado em 1967.
Entre as primeiras companhias de teatro da deficiência de destaque encontram-se a Graeae Theatre Company, fundada em 1980 no Reino Unido, a Theatre Terrific, fundada em 1985 no Canadá, a Back to Back Theatre, fundada em 1988 na Austrália, e a Phamaly Theatre Company, fundada em 1989.
Alguns atores com deficiência, como Esmond Knight (4 de maio de 1906 – 23 de fevereiro de 1987) e Lionel Barrymore (28 de abril de 1878 – 15 de novembro de 1954), já haviam alcançado posições de destaque em suas profissões, interpretando frequentemente tanto personagens com deficiência quanto personagens sem deficiência. Entretanto, além de seu talento, esses artistas puderam ter acesso a oportunidades em razão de circunstâncias privilegiadas. A maior parte das oportunidades disponíveis, que eram bastante escassas, surgiu por meio da comédia teatral ou de tradições cênicas como a pantomima.
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