Juan Vázquez de Rojas foi um militar, encomendero e oficial municipal espanhol da Província da Venezuela, activo em Santiago de León de Caracas nas primeiras décadas do século XVII. Filho de Lázaro Vázquez de Rojas e de Mariana de Rojas, foi alferes, capitão, alcalde de la Santa Hermandad e membro da elite capitular caraquenha. Casou com Francisca de Alfaro, filha de Mateo Díaz de Alfaro e Leonor Díaz de Rojas, e morreu antes de 1632....

Origem e família

Juan Vázquez de Rojas era filho de Lázaro Vázquez de Rojas e de Mariana de Rojas. Em documentação de 1608, publicada por Vicente Dávila, Domingo e Juan Vázquez de Rojas apresentaram interrogatório para provar que eram irmãos e filhos legítimos de Lázaro Vázquez e Mariana de Rojas, ambos já falecidos. No mesmo interrogatório, Juan é referido com o posto de alferes, e seu irmão Domingo Vázquez de Rojas com o de capitão, sendo filho maior de Lázaro, sucessor dos índios da encomienda paterna.

Juan Vázquez de Rojas casou com Francisca de Alfaro, filha legítima do capitão Mateo Díaz de Alfaro e de Leonor Díaz de Rojas. A mesma informação de 1608 afirma que o capitão Domingo Vázquez de Rojas e o alférez Juan Vázquez estavam casados, respectivamente, com Ana de Alfaro e Francisca de Alfaro, filhas legítimas de Mateo Díaz de Alfaro,sendo ambas netas, por linha materna, do capitão Alonso Díaz Moreno, pai de Leonor Díaz de Rojas.

A filiação de Francisca de Alfaro é confirmada também num interrogatório de 1626 relativo a Francisco de Guzmán y Sarría, que identifica María de Alfaro como filha de Mateo Díaz de Alfaro e Leonor Díaz de Rojas, irmã do capitão Diego de Alfaro, de Ana de Alfaro e de Francisca de Alfaro, acrescentando que Ana era casada com Diego Vázquez de Rojas, enquanto Francisca era mulher do capitão Juan Vázquez de Rojas..

Juan Vázquez de Rojas e Francisca de Alfaro tiveram pelo menos um filho, também chamado Juan Vázquez. Francisca é documentada em 1636 como viúva do capitão Juan Vázquez de Rojas, tutora e curadora do filho menor Juan Vázquez, herdeiro em causa num litígio de encomienda..

Ofícios e vida pública

Em 1608, Juan Vázquez de Rojas já aparece com o posto de alferes, surgindo nas décadas seguintes como capitão e oficial da administração local. Em 1629, actuou como procurador de Doña Melchora de Alfaro, viúva de Diego Gómez de Silva, na solicitação da encomienda de quiriquires do vale de Salamanca. O informe de Juan de Meneses, governador e capitão-general da Província da Venezuela, refere que a solicitação fora feita pelo capitão Juan Vázquez de Rojas, alcalde de la Santa Hermandad, com poder datado de 13 de Setembro de 1629..

No mesmo processo, depois de o governador ordenar a expedição de título de encomienda em segunda vida a Melchora de Alfaro, a posse legal do repartimento foi dada em 14 de Outubro de 1629. O acto realizou-se perante Pedro Blanco de Ponte, alcalde ordinário de Santiago de León de Caracas, e Juan Luis, escrivão público; nele compareceu o capitão Juan Vázquez de Rojas, alcalde de la Santa Hermandad, em representação de Melchora de Alfaro, participando também o índio Diego Fareicuto, o cacique Simón, da nação quiriquire e natural do vale de Salamanca..

Juan Vázquez de Rojas esteve também ligado ao cabildo de Caracas nos conflitos entre o ayuntamiento e o governador Diego Gil de la Sierpe. Luis Alberto Sucre, ao tratar das competências de 1623 e 1624, inclui o capitão Juan Vásquez de Rojas entre os regidores que foram multados; segundo o mesmo autor, o pagamento da multa fez-se em 1632, em parte em dinheiro e em parte em objectos de prata e ouro. Sucre destaca que Francisca de Alfaro, já viúva do capitão Juan Vásquez de Rojas, pagou 1500 ducados pela parte correspondente ao marido e como fiadora de alguns dos outros regidores multados.

Encomienda de Caypauro e morte

A carreira de Juan Vázquez de Rojas esteve ligada à disputa pela encomienda dos teques do partido de Caypauro. Dávila resume essa encomienda como tendo sido possuída em primeira vida por Alonso Rodríguez Santos; depois da morte deste, o repartimento passou a Juan Vázquez de Rojas, e, após a morte de Juan, a Diego Adame de Ibargoyen..

A documentação posterior mostra que a atribuição de Caypauro foi litigiosa. Em 1636, Bartolomé de Rivilla Puerta, tutor e curador dos menores de Juan Rodríguez Santos e Francisca de Escobedo, contradisse a pretensão de Diego Adame de Ibargoyen, alegando que, após a morte de Juan Rodríguez Santos, a encomienda ficara vaga, fora novamente encomendada ao capitão Juan Vázquez de Rojas, e, depois da morte deste, seguira litígio pela sucessão na pessoa da sua viúva, Francisca de Alfaro, tutora e curadora do filho menor Juan Vázquez.

Uma real provisão de 3 de Janeiro de 1631, da Real Audiência de Santo Domingo, revogou o auto de 2 de Junho de 1629 que declarara Juan Vázquez de Rojas benemérito, e dispôs a passagem da encomienda em segunda vida a Diego Adame de Ibargoyen, filho de Alonso Rodríguez Santos..

Morreu entre 1629 e 1632, quando sua mulher é documentada já viúva.

Bibliografia

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