Psefito (do grego psẽphos, «seixo» ou «pedrinha») é uma designação geológica que classifica as rochas sedimentares clásticas, ou os seus correspondentes metamórficos, cujos fragmentos constituintes (clastos) exibem uma granulometria superior a 2 milímetros de diâmetro. Na sistemática estratigráfica clássica, esta tipologia rochosa constitui o extremo superior das três divisões fundamentais baseadas no tamanho do grão, operando em tríade com os psamitos (arenitos de grão intermédio) e os pelitos (argilitos de grão fino). Embora o termo seja frequentemente fundido com o conceito de rudito, a convenção académica mais rigorosa reserva a raiz latina para formações puramente sedimentares não consolidadas ou consolidadas — como cascalhos, conglomerados e brechas —, enquanto a matriz grega (psefito) é preferencialmente aplicada a rochas que sofreram posterior dinamometamorfismo, como os metaconglomerados. A génese destas rochas ocorre invariavelmente em ambientes de altíssima energia hidrodinâmica ou gravitacional, tais como canais fluviais torrenciais, leques aluviais adjacentes a frentes montanhosas, praias de forte ondulação ou zonas de vertente propensas a fluxos de detritos, onde a competência do meio de transporte é robusta o suficiente para mobilizar e depositar fragmentos macroscópicos como calhaus e blocos. Consequentemente, a análise das texturas dos psefitos em afloramentos geológicos funciona como um poderoso arquivo paleogeográfico, permitindo aos investigadores mapear a proximidade das bacias-fonte, decifrar a orientação das antigas paleocorrentes, estimar a magnitude de eventos tectónicos históricos e reconstruir a evolução morfoclimática da crusta terrestre ao longo do tempo geológico.
Categoria:Petrologia Categoria:Rochas metamórficas Categoria:Rochas sedimentares