As eleições estaduais na Bahia em 2026 ocorrerão inicialmente em turno único, a ser realizado em 4 de outubro do referido ano, com objetivo de eleger um governador, um vice-governador, dois senadores, trinta e nove deputados federais e sessenta e três deputados estaduais que serão responsáveis pela administração do estado por um mandato de quatro anos, entre 6 de janeiro de 2027 até 6 de janeiro de 2031.
O processo eleitoral de 2026 está marcado pela sucessão para o cargo ocupado por Jerônimo Rodrigues (PT), que está apto a disputar um segundo mandato pela lei eleitoral.
Calendário eleitoral Como parte das eleições gerais no Brasil em 2026, as eleições estaduais na Bahia seguem o calendário delas:
Antecedentes
Condenação de parlamentares governistas por propaganda antecipada contra ACM Neto Em junho de 2026, um dos primeiros episódios de judicialização da pré-campanha eleitoral ocorreu após o Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) condenar os deputados federais Afonso Florence, Lídice da Mata e Waldenor Pereira ao pagamento de multa por propaganda eleitoral antecipada negativa contra ACM Neto. A ação foi proposta pela Federação União Progressista (União Brasil/PP), que alegou que os parlamentares haviam divulgado em suas redes sociais conteúdo com finalidade eleitoral antecipada destinado a desgastar a imagem do ex-prefeito de Salvador, então apontado como principal nome da oposição baiana para a disputa ao Palácio de Ondina.
O processo teve origem na divulgação de peças gráficas contendo uma montagem que associava ACM Neto ao ex-presidente Jair Bolsonaro e ao senador e pré-candidato a presidência Flávio Bolsonaro. As publicações eram acompanhadas das expressões "Nem pai, nem filho, nem neto" e "Sem pai, sem filho, sem neto". Segundo os autores da ação, as peças buscavam transmitir ao eleitorado a existência de uma vinculação política formal entre ACM Neto e a família Bolsonaro, fato contestado pela federação autora do processo.
Ao analisar o caso, o relator, desembargador eleitoral Isaías Vinícius de Castro Simões, entendeu que as publicações extrapolavam os limites da crítica política legítima e possuíam conteúdo eleitoral antecipado. Em seu voto, o magistrado sustentou que as expressões utilizadas configuravam um equivalente semântico de pedido de não voto, vedado pela legislação eleitoral antes do período oficial de campanha. O relator também considerou que a montagem divulgada poderia induzir os eleitores a uma compreensão distorcida da realidade política ao sugerir uma aproximação eleitoral inexistente entre ACM Neto e integrantes da família Bolsonaro.
Por maioria de votos, o TRE-BA determinou a remoção definitiva do conteúdo e aplicou multa individual de R$ 5 mil aos três parlamentares. Durante o julgamento, as defesas de Florence, da Mata e Pereira argumentaram que as publicações estavam protegidas pela liberdade de expressão e pelo direito à crítica política, sustentando ainda que o material possuía caráter satírico e opinativo. Os argumentos, contudo, foram rejeitados pela Corte Eleitoral.
O episódio ganhou ampla repercussão na imprensa baiana por envolver figuras de destaque dos grupos políticos alinhados ao governador Jerônimo Rodrigues e ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Analistas políticos interpretaram a decisão como um indicativo de que a disputa eleitoral de 2026 já havia ingressado em uma fase de forte polarização entre governo e oposição, mesmo antes do início oficial da campanha. A controvérsia também evidenciou a estratégia de setores governistas de associar ACM Neto ao bolsonarismo, enquanto aliados do ex-prefeito procuravam reforçar sua posição de liderança autônoma no campo oposicionista.
Candidatos a governador Governador (a)Vice-governador (a)ColigaçãoPartido(s)Candidato (a)PartidoFederaçãoCargos relevantesCandidato (a)PartidoFederaçãoCargos relevantes13semmoldura|135x135pxJerônimo RodriguesJerônimo Rodrigues SouzaPT<small>FE Brasil Secretario Municipal de Agricultura de Aiquara; Secretário Estadual de Desenvolvimento Rural da Bahia (2015–2019); Secretário Estadual de Educação da Bahia (2019–2022); Governador da Bahia (2023–2026).semmoldura|135x135pxGeraldo JúniorGeraldo Alves Ferreira JúniorMDB Vereador de Salvador (2013–2023); Presidente da Câmara Municipal de Salvador (2019–2022); Vice-governador da Bahia (2023–2026).Mais Bahia Mais Brasil(FE Brasil (PT, PCdoB e PV), MDB, PSD, PSB, Avante e PDT)27semmoldura|130x130pxAriel CapistranoAriel da Silva CapistranoDCsemmoldura|130x130pxZé AugustoJosé Augusto Maciel Torres DC29semmoldura|130x130pxMaria BonaMaria Bona Carrara de SumbuyPCOsemmoldura|130x130pxZé RicardoJosé Ricardo de Lima ChavesPCO44semmoldura|135x135pxACM NetoAntônio Carlos Peixoto de Magalhães Neto(Campanha)UNIÃOUPB Deputado Federal pela Bahia (2003–2012); Prefeito de Salvador (2013–2020).semmoldura|135x135pxZé CocáZenildo Brandão SantanaPPUPB Prefeito de Lafaiete Coutinho (2009–2016); Deputado Estadual pela Bahia (2019–2020); Prefeito de Jequié (2021–2026).Unidos para Mudar a Bahia(UPB (UNIÃO e PP), Fed. PSDB Cidadania (PSDB e Cidadania), Republicanos, PODE, NOVO, PL, Fed. Renovação Solidária (PRD e Solidariedade) e MOBILIZA)50semmoldura|135x135pxRonaldo MansurRonaldo Mansur Santos SilvaPSOLFed. PSOL REDEsemmoldura|135x135pxMeire ReisMeire Lúcia Alves ReisPSOLFed. PSOL REDEFed. PSOL REDE(PSOL e REDE)80semmoldura|130x130pxAroldo FélixAroldo Félix de Azevedo JúniorUPsemmoldura|130x130pxMarília do MLBMarília Regina Santana dos SantosUP
Desistências
João Roma (PL) – Deputado Federal pela Bahia (2019–2023). Retirou sua pré-candidatura em 22 de dezembro de 2025 em apoio a ACM Neto (UNIÃO), anunciando posteriormente em março de 2026 sua pré-candidatura ao Senado Federal. José Carlos Aleluia (NOVO) – Deputado Federal pela Bahia (1991–2011; 2015–2019). Retirou sua pré-candidatura em 6 de abril de 2026 em apoio a ACM Neto.
Candidaturas retiradas José Estêvão (DC) – Administrador. Teve sua candidatura indeferida pelo Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) em 24 de agosto após o documento do partido não ser homologado, sendo substituído por Ariel Capristano.
Candidatos a senador
A eleição senatorial na Bahia em 2026 ocorrerá em um único turno no dia 4 de outubro de 2026 com a finalidade de renovar 2/3 da representação estadual no Senado Federal do Brasil. Estão em jogo as cadeiras de Jaques Wagner (PT) e Angelo Coronel (Republicanos).
A disputa pelo senado na Bahia a ser realizada em outubro de 2026 vem sendo marcada por diversos conflitos desde 2025 entre os grupos de oposição e governo. O embróglio iniciou-se com o anúncio do então ministro-chefe da Casa Civil e ex-governador Rui Costa (PT) anunciar a disposição de seu nome para concorrer a uma das cadeiras no pleito, automaticamente criando um embate com Angelo Coronel então filiado ao PSD, senador eleito em 2018 na composição petista junto à Jaques Wagner.
Coronel ao tomar conhecimento sobre o anúncio do então ministro do governo Lula reiterou que também seria pré–candidato, pelo PSD, a uma reeleição ao senado, alegando que a possibilidade de um novo mandato era um direito constitucional seu, e que segundo ele, ninguém o tiraria.
Wagner a todo instante garantiu sua própria pré-candidatura a reeleição, deixando subtendido que Coronel poderia sim ser substituído pela candidatura do então ministro, declarações que passaram a causar embates no campo governista do estado, inclusive com um grande aliado, o também senador Otto Alencar, presidente estadual do Partido Social Democrático no estado.
Após diversas indagações sobre o assunto desde o primeiro anúncio da possível pré-candidatura de Rui ao senado em 2025, o presidente do PSD declarou ser "cedo demais para definir qualquer coisa" para o ano eleitoral seguinte, e que toda e qualquer negociação de vaga na chapa, deveria passar pelo aval do presidente Lula. Em uma das ocasiões em que foi questionado sobre a possibilidade de haver uma "chapa puro-sangue" pelo jornal O Estado de S. Paulo, relembrou a situação então governista na Bahia no cenário pré-eleitoral de 2006, quando o mesmo fazia parte do grupo político do senador ACM e estava como conselheiro do TCE-BA, onde o então cacique do grupo havia definido uma chapa onde só contemplava membros do PFL em todos os cargos em disputa, sendo Paulo Souto concorrendo novamente ao cargo de governador, Eraldo Tinoco concorrendo a vice e Rodolpho Tourinho concorrendo ao senado, os três em caráter de reeleição; onde todos os membros foram derrotados pelos grupos políticos então oposicionistas, em paralelo a este fato, classificou a escolha de três membros do PT para composição da chapa como "carniça", evidenciando que tal formação poderia acarretar em problemas, ocasionando a derrota do grupo que comanda o estado há 20 anos.
O presidente do PSD na Bahia afirmou ainda que sua agremiação não concordaria em aceitar nem a vaga de vice na chapa de Jerônimo Rodrigues nem a hipótese de o senador Angelo Coronel ser suplente de Jaques Wagner. Mais tarde, o senador sugeriu que Coronel fosse candidato ao senado por uma chapa avulsa do PSD, como uma forma de contemplar os dois aliados políticos, entretanto, acabou cedendo as pressões políticas por parte de Jaques Wagner, movimento que colaborou com a saída de Angelo Coronel do grupo "Ottista", bem como do Partido Social Democrático, migrando completamente para a oposição capitaneada por ACM Neto. Em declaração a veículos de comunicação, Coronel descreve sua saída do PSD como uma "defenestração".
No dia 17 de março de 2026 Coronel, seus filhos Diogo, então deputado federal e Angelo Coronel II, então deputado estadual, bem como sua esposa Eleusa se filiaram ao Republicanos e passaram oficialmente integrar o grupo de oposição no estado e na ocasião, reafirmaram o apoio ao candidato ACM Neto.
Senador (a)SuplentesColigaçãoPartido(s)Candidato (a)PartidoFederaçãoCargos relevantes100semmoldura|135x135pxAngelo CoronelAngelo Mário Coronel de Azevedo MartinsRepublicanos Prefeito de Coração de Maria (1989–1992); Deputado Estadual pela Bahia (1995–1999; 2001–2002; 2003–2018); Presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (2017–2019); Senador pela Bahia (2019–2026).Marcelinho Guimarães Filho(PODE)Edylene Ferreira(Republicanos)Unidos para Mudar a Bahia(UPB (UNIÃO e PP), Fed. PSDB Cidadania (PSDB e Cidadania), Republicanos, PODE, NOVO, PL, Fed. Renovação Solidária (PRD e Solidariedade) e MOBILIZA)130semmoldura|135x135pxJaques WagnerJaques WagnerPT<small>FE Brasil Deputado Federal pela Bahia (1991–2002); Ministro do Trabalho e Emprego do Brasil (2003–2004); Ministro-Chefe da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República do Brasil (2005–2006); Governador da Bahia (2007–2014); Ministro da Defesa do Brasil (2015); Ministro-Chefe da Casa Civil do Brasil (2015–2016); Secretário Estadual de Desenvolvimento Econômico da Bahia (2017–2018); Senador pela Bahia (2019–2026).Edvaldo Brito(PSD)Aladilce Souza(PCdoB)Mais Bahia Mais Brasil(FE Brasil (PT, PCdoB e PV), MDB, PSD, PSB, Avante e PDT)133semmoldura|135x135pxRui CostaRui Costa dos SantosPT<small>FE Brasil Vereador de Salvador (2005–2007); Secretário Estadual de Relações Institucionais da Bahia (2007–2010); Deputado Federal pela Bahia (2011–2015); Secretário Estadual da Casa Civil da Bahia (2012–2014); Governador da Bahia (2015–2022); Ministro-chefe da Casa Civil do Brasil (2023–2026).Ronaldo Carletto(Avante)Jailma Gama(PT)Mais Bahia Mais Brasil(FE Brasil (PT, PCdoB e PV), MDB, PSD, PSB, Avante e PDT)180semmoldura|135x135pxMarcelo CarvalhoMarcelo Carvalho LavigneREDEFed. PSOL REDEZem Costa(REDE)Cris Marques(PSOL)Fed. PSOL REDE(PSOL e REDE)222semmoldura|135x135pxJoão RomaJoão Inácio Ribeiro Roma NetoPL Deputado Federal pela Bahia (2019–2022);