Paulo da Gama (c. 1508–1534) foi um fidalgo português do século XVI, filho do navegador Vasco da Gama e de Catarina de Ataíde. Serviu no Estado da Índia e tornou-se capitão de Malaca entre 1533 e 1534. Morreu em combate durante a batalha de Malaca entre os portugueses e o Sultanato de Jor, sendo lembrado como uma das figuras militares da segunda geração da família da Gama.Portugal. Diccionario historico, chorographico, biographico, bibliographico, heraldico, numismatico e artistico de Esteves Pereira e Guilherme Rodrigues, Volume III, Lisboa 1907. Origem e família Paulo da Gama era um dos filhos de Vasco da Gama, 1.º Conde da Vidigueira, e de Catarina de Ataíde. Não deixou descendência. A sua família desempenhou um papel central na expansão portuguesa no Oriente. Os seus irmãos Estêvão e Cristóvão da Gama também serviram na Índia, ocupando cargos de relevo militar e administrativo.

Carreira no Estado da Índia Em 1524, Vasco da Gama foi nomeado Vice-Rei da Índia e partiu para o Oriente na sua última viagem.Correia, Lendas da lndia, Vol II, pp. 815-8 16. Paulo da Gama, então jovem fidalgo, integrou a comitiva do pai, seguindo a prática comum de formação militar e administrativa dos filhos de grandes capitães. Após a morte do pai em Cochim, em dezembro de 1524, Paulo, regressou com os seus irmãos em janeiro de 1525, tendo sido mal tratado durante essas três semanas.Sanjay Subrahmanyam, A carreira e a lenda de Vasco da Gama, p 400

Voltou para a Índia em 1532 com o seu irmão Estêvão, como capitão da nau Santiago, e o cargo de substituto do irmão como capitão de Malaca. O que de facto aconteceu, Estêvão atrasou-se na viagem e ficou retido em Moçambique a espera dos ventos favoráveis. Em janeiro de 1533, Paulo, participou na conquista de Baçaim e em maio foi para Malaca para ocupar o lugar de capitão até a chegada do irmão. Malaca era uma das posições mais estratégicas do Estado da Índia, responsável pelo controlo do estreito e pela defesa contra os poderes regionais, especialmente o Sultanato de Jor.Lendas da Índia de Gaspar Correia, livro III, parte II, da Academia Real das Sciencias de Lisboa

Governo de Malaca (1533–1534)

Como capitão, Paulo da Gama enfrentou tensões crescentes com o Sultanato de Jor. Em 1534, enviou emissários ao sultão, que foram capturados, torturados e mortos. Em maio de 1534 chegou Estêvão mais o irmão Cristóvão que vinha buscar uma carga de especiarias. Estêvão ocupou o cargo de capitão de Malaca e Paulo passou a ser capitão do mar e alcaide.

Tendo noticias de barcos armadas que navegavam no rio Muar, Estêvão mandou cinco barcos em reconhecimento, só que esses barcos regressaram em apuros sob fogo inimigo. Contra a opinião do irmão, Paulo foi acudir os portugueses com mais sessenta homens. Liderou pessoalmente a operação militar, navegando pelo rio Muar para enfrentar as forças de Jor. A batalha foi intensa e resultou numa pesada derrota para as tropas portuguesas. Paulo da Gama morreu em Malaca em 1534, em consequência dos ferimentos sofridos na batalha.

A memória da batalha heroica foi registada em canções malaias que o historiador português Diogo do Couto registouGeorg Schurhammer (1980), Francisco Xavier: Sua vida, seu tempo - vol. 3: Indonésia e Índia, 1545–1549. p. 17:

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