Osmando Pereira da Silva''' (Itaúna, 14 de janeiro de 1948) é um empresário e político brasileiro. Foi eleito quatro vezes para o cargo de prefeito e duas para o de vereador de sua cidade natal, além de trabalhar como servidor municipal e presidente de diretórios e associações. É descendente de Gabriel da Silva Pereira, primeiro morador do arraial de Sant'Ana do São João Acima.
Biografia Osmando nasceu nos Paulas, comunidade rural de Itaúna, em 14 de janeiro de 1948. Seus pais, além dele, ainda tiverem oito filhos, a saber: Rosa Maria, José, Ronaldo, Evandro, Vera Lúcia, Juarez, Valdez e Silvana. Um curiosidade é que Gabriel da Silva Pereira, um dos fundadores de Itaúna, é seu pentavô. Foi casado duas vezes e seus três filhos são frutos de seu primeiro matrimônio.
Após completar o segundo grau, já adulto, Osmando chegou a cursar Letras e História na Universidade de Itaúna, mas não completando nenhum dos dois. Apesar disso, teve muito sucesso na carreira comercial, sendo sócio da Camargos e Silva LTDA de 1978 a 1993. Antes disso, lecionou língua inglesa, trabalhou como balconista e servidor público, chegando a chefe de seção como agente admnistrativo no INPS.
No entanto, sua maior vocação é a política. Mesmo antes de entrar formalmente na cena da política, foi diretor do Diretório Acadêmico de Estudantes da UIT enquanto lá estudava.
Vida Política Começou a carreira política em 1967, participando da fundação do MDB de Itaúna, em 1967. Três anos mais tarde, foi eleito vereador para o biênio seguinte pela mesma legenda. Somente voltaria à vereança em 1983, após competir nas eleições do ano anterior pelo já formado PMDB. Nesse pleito, Osmando foi o segundo candidato mais votado, com 903 votos, atrás somente de Geraldo Magela Olivera, com 971, sendo ambos de mesma legenda.
Em 24 de maio de 1988, após mais de 20 anos, Osmando desligou-se do PMDB ao filiar-se o PSB. Pelo novo partido concorreu nas eleições do mesmo ano, sendo eleito prefeito de Itaúna, com mais de 11 mil votos. Em seu primeiro mandato, Osmando priorizou obras de saneamento básico, com mais de cem quilômetros de redes de esgoto construídas na cidade e zonas rurais, bem como asfaltamento de vias. Contudo, não disputou o pleito de 1992, deixando o cargo.
Quatro anos passados, em 1996, Osmando novamente colocou-se na disputa, mas, dessa vez, já pela sigla peessedebista. Essa eleição fora mais concorrida, já que, dessa vez, o adversário era o então prefeito Hidelbrando Canabrava, tanto que o resultado final computou apenas 277 votos a mais para Osmando em relação a Canabrava. Nessa administração, os focos foram a industrizalização da cidade e a geração de empregos.
No ano 2000, Osmando disputou a reeleição, vencendo Élvio Marques, do PT, por diferença ainda menor: 220 votos. Essa eleição ainda contou com Francisco Ramalho, também ex-prefeito, em terceiro lugar. Nesse governo, a prioridade foi investimentos em saúde e educação. Também nesse governo que a coleta seletiva do município de Itaúna foi implantada, perdurando até hoje sem grandes alterações no projeto. Além disso, em 2021, Osmando e alguns de seus secretários nesse governo foram condenados a devolverem mais R$1.500.00,00 aos cofres públicos, devido a aumentos indevidos de salários na época.
Como não pôde disputar em 2004, Osmando retornou ao jogo somente em 2008, concorrendo com Eugênio Pinto como os favoritos para a vitória no pleito. Apesar da popularidade em baixa e da pouca vantagem, Pinto superou Osmando, que, então, fora convidado por Márcio Lacerda para ser sub-prefeito da região da Pampulha, em Belo Horizonte. Quatro anos depois, Osmando novamente se candidatou para prefeito de Itaúna, voltando ao executivo depois de oito anos para seu quarto mandato, após vencer Neider Moreira no pleito.
Nesse mandato, a Igreja do Rosário foi reformada e a do Bonfim reconstruída, vítima de um incêndio em 2014. Também houve tentativas de retirada da linha férrea do centro de Itaúna, sem sucesso. Nesse mandato, foi alvo de denúncia ao Ministério Público pelo uso de uma orquídea como símbolo municipal, já que, supostamente, Osmando seria orquidólogo e estaria usando a flor para promoção pessoal. A denúncia foi arquivada de imediato.
Nas eleições de 2016, o desgaste da imagem de Osmando pesou contra sua candidatura. Fatores apontados para isso foram a implantação de excessivos quebra-molas na cidade, além da venda da antiga sede da Prefeitura, mesmo com o novo edifício ainda apenas no papel. Foi derrotado por Neider Moreira, ficando em segundo lugar com menos da metade dos votos do oponente. Osmando só voltaria a figurar nas urnas em 2022.
Nesse meio tempo, o casamento entre ele o PSDB acabou. Em julho de 2022, Osmando foi oficializado como candidato do União Brasil para deputado federal. Angariou mais de treze mil votos, mas não o suficiente para assumir uma cadeira em Brasília. Impossibilitado de concorrer em 2024 devido a acusações de crime contra o patrimônio, desde 2025 trabalha como assessor na Secretaria de Infraestrutura de Itaúna, nomeado por Gustavo Mitre.
Desempenho eleitoral AnoEleiçãoCargoPartidoColigaçãoVotosResultadoRef.TotalP.1970Municipal em ItaúnaVereadorMDBPartido Isolado——1982Municipal em ItaúnaPMDB9032º1988Municipal em ItaúnaPrefeitoPSB23.1321º1996Municipal em ItaúnaPSDB11.7701º2000Municipal em Itaúna15.7761º2008Municipal em ItaúnaPartido Isolado18.8302º2012Municipal em ItaúnaItaúna Forte28.5601º2016Municipal em ItaúnaEste Trabalho Não Pode Parar14.1192º2022Estadual em Minas GeraisDeputado federalUNIÃOPartido Isolado13.115124º
Ver também
Itaúna Gustavo Mitre Augusto Gonçalves de Souza Santanense (Itaúna)
Categoria:Prefeitos de Itaúna Categoria:Nascidos em 1948 Categoria:Naturais de Itaúna Categoria:Políticos de Minas Gerais Categoria:Membros do Movimento Democrático Brasileiro (1980) de Minas Gerais Categoria:Membros do Partido Socialista Brasileiro (1985) de Minas Gerais Categoria:Membros do Partido da Social Democracia Brasileira de Minas Gerais Categoria:Membros do União Brasil de Minas Gerais