TrensRJ é a atual operadora do sistema de Trens Urbanos do Rio de Janeiro, sucedendo a SuperVia. Assumiu integralmente as operações em 30 de maio de 2026, após um período de transição em operação conjunta com a operadora anterior.
Histórico Em 10 de fevereiro de 2026, o Governo do Estado do Rio de Janeiro realizou um leilão para um novo operador. O Consórcio Nova Via Mobilidade, único interessado, foi declarado o vencedor da licitação pelo Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ). O novo consórcio, composto pelas empresas Nova Via Fundos de Investimentos em Participações Multiestratégia e Magna Fundo de Investimentos e participações Multiestratégia, ambas empresas abertas em janeiro de 2026, irá subcontratar o grupo português Barraqueiro para operacionalizar o serviço dos trens. A empresa portuguesa é a maior operadora privada de transportes em Portugal, com presença também em Angola e no Brasil. No país, atua há mais de 15 anos por meio de concessões de transporte por ônibus nas regiões Norte e Nordeste. Em Portugal, são responsáveis por operar o Metro do Porto, no Porto, o trem suburbano Fertagus e o VLT Metropolitano Sul do Tejo, em Lisboa. Outra empresa subcontratada, responsável pela manutenção, será a brasileira MPE Engenharia, que já teve contratos com o Metropolitano de São Paulo.
O resultado do leilão foi homologado pelo TJRJ no dia 26 de fevereiro, e no dia 05 de março a administração estadual publicou a convocação para assinatura do contrato de permissão, realizada no dia 12 de março. A partir desta data, a SuperVia e a nova operadora atuam em conjunto, em um período de transição, por um prazo de 90 dias.
Após a audiência para homologação do contrato, o vice-presidente de relações institucionais do consórcio, Michel Michalur Filho, afirmou que o consórcio defende a recriação da guarda ferroviária. "A segurança é realmente uma prioridade, trabalhando com o governo estadual, o governo municipal, trazendo, inclusive, a guarda ferroviária. Voltar com essa guarda ferroviária que já existiu é uma ação muito importante."
Na ocasião da assinatura do contrato, o governador Cláudio Castro comentou à imprensa: "A assinatura deste contrato representa um novo capítulo para o sistema ferroviário do Rio de Janeiro. Nosso objetivo é garantir mais eficiência, segurança e qualidade para os milhares de passageiros que utilizam os trens todos os dias. Estamos estruturando um modelo moderno de gestão, com metas de desempenho e investimentos que vão recuperar e fortalecer o sistema ao longo dos próximos anos."
Em 9 de abril de 2026, foi anunciado na imprensa que o sistema de trens urbanos passaria a usar o nome Trens RJ. Dois dias úteis depois, no dia 13 de abril, a Agetransp e a Central Logística, órgãos do Governo do Estado do Rio de Janeiro, divulgaram que o novo nome seria TrensRJ, sem espaço.
Em maio, uma matéria da BandNews FM Rio de Janeiro mostrou que dois fundos de investimento que compõem o consórcio eram geridos pela Prosper, empresa ligada ao escândalo do Banco Master, que recebeu um aporte de quatro bilhões de reais do RioPrevidência. Com a repercussão do caso, o consórcio anunciou o rompimento com a corretora investigada.
Em junho, foi revelado a escolha de Rodrigo Vieira para a presidência da TrensRJ. Vieira foi secretário de transportes no estado do Rio de 2016 a 2018, na gestão Luiz Fernando Pezão. No mesmo mês, a empresa firmou um contrato com a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) no valor de dez milhões de reais. A estatal paulista prevê a prestação de apoio técnico especializado durante a fase pré-operacional da nova concessionária, incluindo análises técnicas, inventário de ativos ferroviários e identificação de possíveis passivos ambientais existentes ao longo da malha ferroviária fluminense.
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