Ana Paula Rocha (Portugal) é uma cenógrafa e figurinista portuguesa conhecida pelo seu trabalho no teatro, cinema e televisão.

Biografia Ana Paula Rocha estudou cenografia na Escola Superior de Teatro e Cinema. Estreia-se no teatro em 1995, com a peça Não há nada que se coma?, encenada por Francisco Pestana, no Teatro A Barraca.

No ano seguinte, segue-se a peça A queda do egoísta Johann Fatzer de Bertolt Bretch, no âmbito do Festival dos Cem Dias. Esta peça, produzida pelos Artistas Unidos, encenada por Jorge Silva Melo, e onde trabalhou com Rita Lopes Alves, estreia no dia 30 de Abrl de 1998, eserá a ultima peça a subir ao palco do Teatro Variedades, antes deste fechar para obras.

Ao longo da sua carreira colaborou com várias companhias de teatro portuguesas, entre elas a Companhia de Teatro de Almada, Artistas Unidos, Teatro Nacional Dona Maria II, Teatro da Trindade, entre outras. Tendo criado dezenas de cenários e figurinos para peças de encenadores, como: José Peixoto, Paulo Lage, Rodrigo Francisco Rui Mendes, Solveig Nordlund, entre outros.

Paralelamente, trabalha também em cinema, onde colabora com vários realizadores, nomeadamente com Luís Galvão Teles, Margarida Gil e Solveig Nordlund.

Prémios e reconhecimento Em 2017, foi nomeada para os Prémios Sophia na categoria de Melhor Direção Artística, ao lado de João Martins, pelo filme Gelo.

Após ter sido presidente da APCEN (Associação Portuguesa de Cenografia) foi eleita, em 2026, para o lugar de secretária da direcção da Academia Portuguesa de Cinema, presidida por Carla Chambel.

Teatro No teatro desenhou cenários e figurinos para mais de 60 espectáculos, entre eles:

1995 - Não há nada que se coma?, encenada por Francisco Pestana, no Teatro A Barraca 1997 - Il Campiello, na Malaposta, encenada por José Peixoto, no teatro da Malaposta

1998 - A queda do egoísta Johann Fatzer, peça de Bertolt Bretch, encenada por Jorge Silva Melo, no Teatro Variedades 1999 - Crime e Castigo, de Dostoievsky, encenação de Manuel Wiborg, no Teatro Taborda 2007 - A minha mulher, encenação de Solveig Nordlund, Teatro Nacional Dona Maria II 2009 - Menina Júlia, encenação de Rui Mendes, no Teatro Nacional Dona Maria II 2011 - Falar a verdade a mentir, encenada por Rodrigo Francisco, Companhia de Teatro de Almada 2014 - Casado à força, encenação de Paulo Sousa Costa, no Teatro Thalia 2026 - Come From Away, musical de Irene Sankoff e David Hein,encenada por Pedro Pernas, no Teatro Variedades

Cinema No cinema colaborou com vários realizadores, tendo criado cenários e figurinos para vários filmes:

1998 - Uma Voz na Noite, curta-metragem de Solveig Nordlund 2008 - Sobre o Lado Esquerdo, documentário de Margarida Gil 2004 - Amanhã, curta-metragem de Solveig Nordlund 2011 - A Morte de Carlos Gardel, longa-metragem de Solveig Nordlund 2012 - O Fantasma do Novais, documentário de Margarida Gil 2016 - Gelo, drama de Gonçalo Galvão Teles e Luís Galvão Teles  

Referências

Categoria:Cenógrafos de Portugal Categoria:Figurinistas de Portugal Categoria:Teatro Variedades Categoria:Artigos criados GLAM Teatro Variedades