Crises reflexas são crises que são consistentemente desencadeadas por um estímulo específico, ao contrário da maioria das crises que não são provocadas. As crises podem ser de qualquer tipo, incluindo focais, generalizadas, mioclônicas ou de ausência. Síndromes epilépticas caracterizadas por crises reflexas repetidas, sem crises não provocadas, são conhecidas como epilepsias reflexas.

O gatilho em 75% dos casos são padrões visuais, como os da televisão, resultando em crises fotossensíveis. Outros gatilhos podem incluir música, padrões de pensamento específicos ou leitura. Não inclui convulsões relacionadas ao álcool ou à febre. Muitos casos têm um componente genético e podem ser herdados num padrão autossômico dominante. O mecanismo subjacente envolve a estimulação de redes de neurônios pelo gatilho. As crises desencadeadas pela luz geralmente começam no lobo occipital, enquanto as crises relacionadas à música geralmente começam no lobo temporal.

O tratamento geralmente envolve a redução da exposição aos gatilhos de uma pessoa e, se isso não for eficaz , medicamentos antiepilépticos. Cerca de 25% das pessoas com crises epilépticas relacionadas à visão têm resolução das mesmas até os 30 anos de idade Os resultados em outros tipos podem ser mais variáveis. A epilepsia reflexa afeta cerca de 1 em cada 4.000 pessoas, representando aproximadamente 5% dos casos de epilepsia. A condição foi descrita desde os tempos antigos.

Referências

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