Soneto 140 é um dos 154 sonetos de William Shakespeare, constante da série de sonetos à Dama Negra (Dark Lady). É complemento do Soneto 139 e se complementa com os sonetos 141 e 142.

Estrutura Como a maioria dos sonetos de Shakespeare, este tem a estrutura de um soneto inglês com versos decassílabos em ritmo de pentâmetro iâmbico, com esquema rímico ABAB CDCD EFEF GG.

Sinopse O 'Soneto 140', de William Shakespeare, contém as ameaças do narrador à Dama Negra caso ela não mude seu comportamento. Neste poema, o poeta profere diversas ameaças. Diz que já é hora de ela começar a tratá-lo melhor, ou terá de contar a todos sobre o seu comportamento, que ela flerta com homens por todo o lado e está longe de ser casta. Ele parece seguro no que diz e que qualquer reputação que lhe reste será arruinada. O seu desejo é que ela pare de olhar para outros homens quando estão juntos e que reserve os seus olhos apenas para ele. Ele a adverte de que ela seria mais sábia se fingisse amá-lo e, assim, evitasse levá-lo a um desespero que o impediria de se conter.

Mergulhando rapidamente no desespero com o triste estado de seu relacionamento com a mulher, o poeta a ameaça com humilhação pública caso ela não finja ao menos amá-lo. Como um moribundo que só quer falsas garantias de seu médico sobre sua condição, ele quer que a mulher finja seu amor por ele. E, quando estiverem em público, ela deve prestar atenção apenas a ele e a nenhum outro homem; se não fizer o que ele deseja, ele a caluniará publicamente.

Traduções Thereza Christina Rocque da Motta apresenta uma tradução quase literal do poema original, dele mantendo, na forma, apenas os 14 versos, em monóstrofe, como um quatorzain. Não lhe segue métrica, ritmo nem esquema rímico.

José Arantes Junior optou por dar um formato estético à obra traduzida, utilizando 36 caracteres em cada verso, com fonte monoespaçada. O formato, de soneto inglês, e o esquema rímico foram mantidos, mas lhe foi acrescentado um título.

A tradução de Paulo Camelo manteve forma, métrica, ritmo e esquema de rimas do original, sendo feita no formato de soneto inglês, em versos decassílabos em ritmo de pentâmetro iâmbico e rimas ABAB CDCD EFEF GG, sendo feita perseguindo o ritmo holístico.

A tradução de Milton Lins, por sua vez, mantendo com o original a forma de soneto inglês e o esquema rímico, foi feita em versos dodecassílabos alexandrinos, mas não manteve, em todos os versos, o hexâmetro iâmbico, a se aproximar do esquema de iambos do original.

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