Yelena Fyodorovna Kolesova (em russo: Елена Фёдоровна Колесова; 1 de agosto de 1920 – 11 de setembro de 1942) foi uma partisan soviética e comandante de uma unidade partisan das forças especiais soviéticas durante a Segunda Guerra Mundial.
Após morrer em combate durante um ataque bem-sucedido a uma fortaleza alemã em Vydritsa, Kolesova recebeu postumamente o título de Heroína da União Soviética, em 21 de novembro de 1944.
Biografia Kolesova nasceu em 1920, em uma família camponesa russa, na aldeia de Kolesovo, no Governadorado de Iaroslavl, no antigo Império Russo. Seu pai morreu em 1922, e ela foi criada pela mãe ao lado dos irmãos Konstantin e Aleksander e da irmã Galina, até se mudar, aos oito anos, para a casa de uma tia e de um tio que viviam em Moscou.
Após concluir o ensino secundário em 1936, ingressou na 2ª Escola Pedagógica de Moscou. Em seguida, trabalhou como professora de educação física em uma escola no distrito de Frunzensky, até assumir a função de líder de um destacamento local dos Jovens Pioneiros. Tornou-se membro do Partido Comunista da União Soviética em 1942.
Segunda Guerra Mundial Após a invasão alemã da União Soviética, Kolesova passou a trabalhar na construção de fortificações defensivas até o mês de outubro e auxiliou no reassentamento de cidadãos soviéticos para regiões mais ao leste. Depois de solicitar repetidas vezes o ingresso no Exército Vermelho e ser recusada, foi autorizada a integrar a unidade Spetsnaz nº 9903, vinculada ao departamento de inteligência da Frente Ocidental, sob o comando de Arturs Sproģis, coronel letão e comandante dos guerrilheiros soviéticos durante a ocupação da Letônia pela Alemanha Nazista na Segunda Guerra Mundial.
Após um breve treinamento, ela e outros membros da unidade foram enviados, em 28 de outubro de 1941, para realizar missões de colocação de minas terrestres em estradas, destruição de infraestruturas de comunicação e coleta de informações militares em vilarejos ocupados pelos alemães nos arredores de Moscou. O grupo era composto por quatro homens e três mulheres. Enquanto os homens discutiam entre si, as mulheres iniciaram a colocação das minas e a coleta de dados sobre a localização e o número de tropas inimigas. Durante essa missão, Kolesova foi capturada pelos alemães, pois suas botas do Exército Vermelho se destacavam em meio às roupas camponesas que usava como disfarce. Após dois dias detida, conseguiu escapar durante uma transferência para Novaya Russa e repassou as informações obtidas ao comando da Frente Ocidental.
Depois dessa operação, foi nomeada comandante de um grupo formado por várias mulheres, encarregado de sabotar infraestruturas utilizadas pelos alemães nas cidades de Borisov e Krupki, na província de Minsk. Além de ensinar civis a manusear explosivos, o pequeno grupo descarrilou trens, bombardeou depósitos de suprimentos e destruiu veículos militares. Também atraíam soldados alemães para a floresta fingindo ser mulheres locais solteiras em busca de um parceiro, conduzindo-os a emboscadas onde eram mortos a tiros. Devido à intensidade das ações do grupo, a inteligência alemã estimou que a unidade comandada por Kolesova tivesse cerca de 600 partisans, quando, na realidade, contava com menos de uma dúzia de integrantes.
Kolesova morreu em combate em 11 de setembro de 1942, aos 18 anos, enquanto liderava um ataque bem-sucedido contra uma fortaleza em Krupki. As onze jovens do grupo haviam sido lançadas de paraquedas sobre Borisov em 1º de maio, mas, como nunca tinham recebido treinamento para esse tipo de operação, três morreram durante o salto, e uma sofreu uma fratura na coluna vertebral, falecendo pouco tempo depois. As guerrilheiras explodiram pontes e chegaram a descarrilar um trem militar em plena luz do dia, mas, após os alemães localizarem seu acampamento e elas foram obrigadas a transferir sua base improvisada para o interior da floresta.
Durante o ataque de 11 de setembro, Kolesova foi mortalmente ferida ao tentar destruir um ninho de metralhadora. Seu último desejo foi ser enterrada junto às quatro integrantes de sua unidade que haviam morrido durante o lançamento de paraquedas. Ela foi sepultada em uma vala comum destinada a partisans em Migovshchina, mas, após o fim da guerra, seus restos mortais e os das outras quatro integrantes foram transferidos para um túmulo com memorial em Krupki. No total, seu destacamento descarrilou onze trens, matou trinta soldados alemães, destruiu três veículos e bombardeou seis delegacias de polícia.
Reconhecimento Kolesova recebeu a Ordem do Estandarte Vermelho em 20 de janeiro de 1942, a Ordem da Estrela Vermelha em 1º de outubro de 1942 e, postumamente, o título de Heroína da União Soviética, acompanhado da Ordem de Lenin, em 21 de novembro de 1944. Monumentos em sua homenagem foram erguidos em Krupki, Vydritsa, Mordvinova e Iaroslavl, e ruas receberam seu nome nas cidades de Volgogrado, Krupki, Moscou e Iaroslavl.
Ver também Partisans Soviéticos União Soviética na Segunda Guerra Mundial Lista de Heroínas da União Soviética
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