Uma histerectomia de ressuscitação, também conhecida como cesariana perimortem (PMCS), consiste na remoção cirúrgica do útero (histerotomia) realizada para ressuscitar uma mulher grávida em parada cardíaca. Para ser indicado, o tamanho do útero deve estar acima do umbigo. O procedimento remove o bebê e, assim, remove a compressão da aorta e da veia cava inferior. Isso melhora as chances de sobrevivência da mãe e pode potencialmente também resultar no nascimento de um bebê vivo.
O procedimento deve ser iniciado dentro de 4 minutos após a parada cardíaca. É feito um corte vertical desde o topo do útero até ao nível do osso púbico. Os retratores são usados para manter a área aberta e a bexiga é empurrada para baixo. Em seguida, é feito um pequeno corte vertical na parte inferior do útero e tesouras de ponta romba são usadas para estendê-lo para cima. O bebê é então retirado, suas vias aéreas são aspiradas e o cordão é clampeado. O procedimento deve ser idealmente realizado em menos de um minuto; mesmo sendo inviável na maioria das situações.
Em 70% dos casos o bebê sobrevive ao procedimento, sem problemas de saúde a longo prazo. A taxa de sobrevivência da mãe chega a 50%. A sobrevivência da mãe foi relatada até 15 minutos e a do bebê até 30 minutos após a parada. O procedimento é raramente realizado, pois a parada cardíaca ocorre em uma frequência de apenas 1 em 30.000 gestações. Pode ser realizado por um obstetra, médico de emergência ou cirurgião. Embora o procedimento tenha sido descrito há milhares de anos, casos documentados de bebês sobreviventes começaram a ocorrer no final do século XIX e de mães sobreviventes no final do século XX. O procedimento recebeu esse nome em 1986.
Referências
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