O bloco afro afoxé Alafin Oyó é uma agremiação carnavalesca fundada em 1986 na cidade de Olinda (Pernambuco). Com o diretor-presidente Rivaldo Pessoa (militante da causa negra) e padroeiro o orixá Xangô (nobre de Oyó). É o primeiro grupo do tipo afoxé/bloco afro reconhecido como Patrimônio Vivo (Patrimônio Cultural) em 2023.

Etimologia O termo "alafin" no idioma yorubá representa o título de nobreza “senhor do palácio” ou “rei”. E Oyó era a então capital do reino de Iorubá (atual país africano de Benin), de onde este idioma veio chegou no Brasil no século XVI com a segunda leva de escravos.

O grupo desenvolve ações comunitárias e oficinas de música e capoeira no bairro de Peixinhos bairro e, em outras comunidades carentes da cidade de Olinda como no Sítio Novo e Santo Amaro, além de resgatar a cultura negra através de toques e danças afros.

História O Afoxé de África foi o primeiro tipo de cortejo criado no estado de Pernambuco, e assim surgiu a associação e a militância político-racial Alafin Oyó, através de membros ligados ao Movimento Negro Unificado (1978), que buscavam o combate ao racismo e a intolerância religiosa para além do Carnaval.

O afoxé Alafin Oyó foi fundada em 2 de março de 1986, Inicialmente foi uma associação recreativa carnavalesca na cidade brasileira de Olinda (estado de Pernambuco) criado por dissidentes do Afoxé Araodé. Sendo o primeiro afoxé criado em Pernambuco, o termo afoxé é um tipo de reverência aos mortos e os brincantes representam um "Cortejo Afro”. Na década de 1980, este cortejo de rua era classificado como “Candomblé de rua” e "Afoxé de África".

Em 1986, esta associação estreou no carnaval, quando foi agredido com latas e pedras. No carnaval de 2003, em conjunto com outras agremiações, prestou homenagem aos 140 anos do Maracatu Leão Coroado celebrando também a Consciência Negra.

Em 1989 a rede TV Viva produziu um vídeo sobre o Alafin Oyó, que foi premiado em 1992 no “4º Video Music Festival Democracy and Communication/IMRE”, na cidade norte-americana de Nova York.

Em 1995, para continuar a transmissão de saberes a agremiação Alafin Oyó criou a ala Alafin Mimi, garantindo assim que os saberes do povo de Oyó (yorubá-nagô) fosse transmitidos.

Em conjunto com o Ilê de Egbá e Filhos d’Ogundê produziram o CD “Afoxés de Pernambuco”, coletânea de alguns cortejos/afoxé afro-descendentes.

De acordo com Fabiano Santos, um dos presidente da agremiação: “o afoxé e os terreiros são vistos como instrumentos de formação política e educacional, uma espécie de quilombo contemporâneo onde além de aprenderem sobre musicalidade, os participantes são incentivados a crescerem profissionalmente".

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