Inglês Antártico é uma variedade da Língua Inglesa falada por pessoas que vivem no continente da Antártida e nas ilhas subantárticas. Falado principalmente por cientistas e trabalhadores da indústria do turismo antártico, consiste em várias palavras únicas e é pronunciado com um sotaque próprio. Durante os séculos XIX e XX, o inglês antártico foi influenciado por exploradores sul-americanos de língua espanhola e por exploradores do norte da Europa, que introduziram novas palavras ainda usadas hoje.
Vocabulário Em 1989, a escritora australiana Bernadette Hince viajou para a Antártida para estudar o vocabulário dos cientistas que trabalhavam lá. Ela escreveu sobre uma variedade de palavras únicas que se originaram no continente e não eram usadas em nenhum outro lugar do mundo. Em 2000, ela publicou o Antarctic Dictionary, um livro detalhando as palavras encontradas nesse dialeto.
O inglês antártico apresenta várias palavras diferentes de outras variedades do inglês. Exemplos de novo vocabulário incluem: +Exemplos de termos do inglês antárticoPortuguêsInglês antárticoInglês britânicoAntártidaThe IceAntarcticaCerveja caseiraHomerHome-made beerInsôniaBig EyeInsomniaDia claro com céu azulDingle dayClear day with blue skies
O inglês antártico também possui mais de 200 palavras para diferentes tipos de gelo. Entre elas estão tabulars (grandes icebergs planos do sul, que se desprendem da camada de gelo da Antártida e geralmente têm mais de 16 km de comprimento), e "growlers" (icebergs submersos em decomposição com aproximadamente o tamanho de uma casa).
A indústria do turismo tem termos para diferentes tipos de encontros turísticos, como Kodak poisoning (lit. "envenenamento Kodak") (o que acontece quando muitos turistas fotografam o mesmo local) e Dead-Penguin Tours (lit. "excursão de pinguins mortos") (um tipo de excursão no final do verão, depois que os pinguins abandonam filhotes fracos para morrer, deixando seus corpos em destinos turísticos populares, o que causa tristeza nos turistas).
O inglês antártico foi influenciado tanto pelo espanhol quanto por várias línguas do norte da Europa. Nas Ilhas Malvinas, o inglês antártico recebeu influência de sul-americanos de língua espanhola, como na palavra camp, que vem do espanhol campo e se refere ao campo fora de uma cidade. Durante os séculos XVIII e XIX, industriais do norte da Europa interessados em caça às baleias e comércio de peles introduziram diversos termos técnicos, como o de origem norueguesa grax, que descreve os sólidos restantes ao final do processo de caça às baleias. Outras palavras introduzidas por esses europeus nos séculos XIX e XX incluem nunatak, mukluk, pemmican e trenó Nansen, que por sua vez foram adotadas de diversas línguas indígenas americanas. Alguns termos do inglês antártico têm origem em terminologia militar.
O inglês antártico também influenciou outras variedades do inglês. Além disso, vários termos ingleses foram adotados primeiramente na Antártida, especialmente os relacionados ao gelo.
Sotaque O sotaque antártico foi registrado pela primeira vez em 2019 no Journal of the Acoustical Society of America, em um estudo no qual pesquisadores observaram mudanças na fonética vocal de cientistas ao longo de um período de inverno na Antártida. Eles notaram alterações na pronúncia das vogais nos cientistas, e vogais como a de "food" e a segunda de "window" começaram a ser pronunciadas em uma posição mais avançada da boca do que em outras variedades do inglês. As mudanças são muito sutis; o pesquisador principal disse: "Você não consegue ouvir as diferenças muito bem porque são pequenas, mas é possível medi-las."
Referências
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