O 111 West 57th Street, também chamado de Torre Steinway, é um arranha-céu residencial localizado em Midtown Manhattan na cidade de Nova Iorque, Estados Unidos. Foi desenvolvido pela JDS Development Group e Property Markets Group e faz parte da Ala dos Bilionários, no lado norte da Rua 57 e próximo da Sexta Avenida. A parte principal do edifício é uma torre de 435 metros de altura e 84 andares projetada pela firma SHoP Architects e finalizada em 2022, enquanto preservado na base está o Steinway Hall de dezesseis andares, uma antiga loja da Steinway & Sons projetada pela firma Warren and Wetmore e finalizada em 1925.

O Steinway Hall foi proposto pela primeira vez em 1916, porém só foi completado nove anos depois por causa de processos jurídicos e outros atrasos. O local serviu de loja, sala de recitais e edifício de escritórios por quase nove décadas, porém nunca foi bem sucedido como um empreendimento especulativo. Os planos para um arranha-céu residencial no local começaram em 2005 e a JDS adquiriu terrenos para o edifício entre 2012 e 2013. A torre, apesar de seu tamanho, foi tecnicamente construída como uma adição ao Steinway Hall. Sua construção começou em julho de 2015 e a antiga loja foi restaurada como parte do projeto residencial. O empreendimento enfrentou várias dificuldades, incluindo problemas financeiros, processos jurídicos e disputas trabalhistas.

O 111 West 57th Street contém 59 apartamentos de luxo: catorze no Steinway Hall e 45 na torre. O edifício residencial possui uma fachada de vidro com pegões de terracota, enquanto seu pináculo tem vários recuos no lado sul. É um dos arranha-céus mais altos dos Estados Unidos e o arranha-céu mais fino do mundo com uma relação largura-altura de 1:24. O Steinway Hall é um marco de Nova Iorque e sua fachada é feita em sua maior parte de tijolos, calcário e terracota. O 111 West 57th Street tem várias comodidades, a maioria localizada na base, bem como uma grande rotunda dentro do Steinway Hall que também é um marco da cidade.

Local thumb|esquerda|250px|Parte da Ala dos Bilionários. Da esquerda para direita: Central Park Tower, One57, 111 West 57th Street e 53W53 O 111 West 57th Street está localizado no bairro de Midtown Manhattan na cidade de Nova Iorque, no estado de Nova Iorque, Estados Unidos. Está um quarteirão ao sul do Central Park, entre a Sexta Avenida ao leste e a Sétima Avenida ao oeste. O edifício ocupa os lotes 105 ao 113 da Rua 57 Oeste, tendo uma fachada na Rua 57 ao sul e outra na Rua 58 ao norte. O terreno é retangular e ocupa uma área de metros quadrados, tendo 32,3 metros de largura e 61,21 metros de profundidade.

O edifício ocupa o mesmo quarteirão da Igreja Batista do Calvário, One57 e Alwyn Court ao oeste, enquanto o The Quin está diretamente ao leste. O 111 West 57th Street também está próximo do Carnegie Hall, Carnegie Hall Tower e Metropolitan Tower um quarteirão ao oeste; o Thompson Central Park New York Hotel, 130 West 57th Street e 140 West 57th Street do outro lado da Rua 57 ao sul; e a Hampshire House e Trump Parc do outro lado da Rua 58 ao norte. Está sobre a estação 57th Street das linhas F e <F> do Metrô de Nova Iorque. O 111 West 57th Street é um de vários grandes empreendimentos ao redor da Rua 57 e do Central Park que são coletivamente chamados de Ala dos Bilionários. Outros edifícios incluem o 432 Park Avenue quatro quarteirões ao sudoeste, o 220 Central Park South um quarteirão ao noroeste, a Central Park Tower um quarteirão ao oeste e o vizinho One57.

Na base do prédio está o Steinway Hall, uma antiga loja e sala de recitais da Steinway & Sons que é um marco designado de Nova Iorque. O Steinway Hall fazia parte de um polo artístico desenvolvido em dois quarteirões da Rua 57 Oeste a partir da Sexta Avenida até a Broadway entre os séculos XIX e XX, iniciado com o Carnegie Hall em 1891. A área contém vários edifícios construídos como residências para artistas e músicos, como o 130 e 140 West 57th Street, Rodin Studios e The Osborne. Além disso, na área estavam as sedes de organizações como Sociedade Americana de Belas Artes, o Clube Lotos e a Sociedade Americana de Engenheiros Civis.

História Steinwall Hall A Steinway & Sons operava desde 1864 uma sala de exposição de pianos e auditório musical na Rua 14 da Baixa Manhattan, onde a indústria do piano estava localizada. Essa indústria se mudou para a Rua 57 depois da inauguração do Carnegie Hall em 1891, fazendo a Steinway & Sons procurar um local na área.

Construção A empresa identificou em 1916 um local nos números 109–113 da Rua 57 Oeste, entre a Sexta e Sétima Avenidas, com um terreno que estendia-se até a Rua 58. William K. Benedict e a Marvin & Davis projetaram um edifício de dez andares para o local. Os trabalhos foram adiados porque a Resolução de Zoneamento de 1916 proibia edifícios não residenciais naquela parte da Rua 58. Além disso, moradores do bairro tinham processado a Steinway & Sons, mas acordos foram alcançados até julho de 1920. A empresa adquiriu oito lotes nas Ruas 57 e 58 entre 1920 e 1924, com a firma de arquitetura Warren and Wetmore projetando um edifício de dezesseis andares, para qual plantas foram apresentadas em julho de 1923. O novo Steinway Hall foi construído entre junho de 1924 e abril de 1925. Muitos dos estúdios já tinham sido alugados no final de 1924.

O número 111 da Rua 57 Oeste foi inaugurado em 27 de outubro de 1925 com uma apresentação de Willem Mengelberg e 35 músicos da Filarmônica de Nova Iorque transmitida no rádio. O edifício custou três milhões de dólares, representando aproximadamente um quarto de todos os ativos da Steinway & Sons na época. A empresa ocupou os primeiros cinco andares e alugou o resto. No subsolo havia uma área de armazenamento, envio e teste de pianos de cauda; no primeiro andar ficava a recepção e sala de vendas; no segundo mais salas de vendas; escritórios executivos no terceiro e estúdios musicais no quarto e quinto. A Steinway & Sons ocupava apenas a parte de trás do quarto andar, onde tinha uma grande oficina. O "banco dos pianos" no subsolo tinha mais de trezentos pianos avaliados em mais de quinze milhões de dólares.

Uso thumb|170px|Entrada do Steinway Hall na Rua 57 em 2008 Segundo James B. Stewart do The New Yorker em 2001, "quase todo virtuoso do século XX" passou pela recepção do primeiro andar enquanto seguiam para o Departamento de Concertos e Artistas no subsolo. Dentre as performances memoráveis ocorridas no edifício estava um recital duplo de piano em 1928 por Vladimir Horowitz e Sergei Rachmaninoff. A intenção era que o Steinway Hall também fosse um empreendimento especulativo para a Steinway & Sons, porém não foi muito bem sucedido nisso, com uma rentabilidade de apenas dois por cento. Mesmo assim, todos os estúdios estavam alugados em 1940. Inquilinos pelo passar dos anos incluíram publicações como a Musical America, Architectural Forum e The Economist, bem como estúdios de transmissão da CBS. Outros inquilinos incluíram a escola de dança de Louis Harvy Chalif.

Steinway Hall recebeu em maio de 1939 uma primeira hipoteca de 850 mil dólares da Hubbard, Westervelt & Mottelay Inc.. O início da Segunda Guerra Mundial forçou o fechamento temporário do salão de recitais. A Manhattan Life Insurance Company arrendou um espaço no terceiro andar em março de 1957 para seus departamentos de tabulação e contabilidade. O Steinway Hall e seu terreno foi comprados pela Manhattan Life no ano seguinte, com a empresa planejando ocupar o edifício como seu escritório. Nesta época, os inquilinos incluíam a Musical Forum, Columbia Artists Management e a Sociedade Sinfônica Filarmônica de Nova Iorque. O Steinway Hall desta forma se tornou o Edifício Manhattan Life Insurance Company, mas a Steinway & Sons continuou a arrendar um espaço, incluindo a sala de exposição do térreo.

O edifício foi comprado em 1980 pela 111 West 57th Street Associates, com o incorporador imobiliário Bernard H. Mendik simultaneamente pagando 8,65 milhões de dólares pelo arrendamento. A escultura de Apolo acima da entrada principal foi restaurada e a placa sobre a entrada foi substituída, enquanto em 1990 o The Economist se mudou para o prédio. Jeffrey Biegel realizou em julho de 1997 a partir do Steinway Hall o primeiro recital de música clássica transmitido ao vivo pela internet em vídeo e áudio. A Steinway & Sons recomprou o edifício no início de 1999 por aproximadamente 62 a 63 milhões de dólares, permitindo que a empresa começasse a cobrar aluguel dos inquilinos. A Steinway & Sons também arrendou o terreno por 99 anos do antigo dono do prédio, que manteve a propriedade do terreno. O Steinway Hall foi designado um marco de Nova Iorque pela Comissão de Preservação de Marcos em novembro de 2001, desta forma protegendo a construção legalmente de demolição. A Manhattan Life deixou o edifício no mesmo ano, enquanto a XM Satellite Radio abriu um estúdio no local.

Planejamento da torre Planos iniciais A Investcorp e a Ceebraid-Signal compararam em maio de 2005 o Ritz Fur Shop no número 107 da Rua 57 Oeste, ao lado do Steinway Hall, por 23 milhões de dólares, mais 8,75 milhões pelos direitos aéreos vizinhos. Segundo a The Real Deal, a venda foi finalizada no ano seguinte por 52 milhões. As duas planejavam construir uma torre de 35 andares com 37 unidades residenciais, três andares inferiores de espaço de escritórios e térreo e subsolo de espaço de varejo. A Starwood Capital Group comprou o terreno 105–107 West 57th Street em outubro de 2006 por 52 milhões, com trinta milhões sendo de um empréstimo da Eurohypo. Demolição do local começou no mesmo ano. A Starwood Capital supostamente planejava construir uma nova torre de hotel para a Starwood Hotels and Resorts como parte da sua nova marca de luxo Hotel Crillon, baseada no Hôtel de Crillon de Paris. Segundo a autora Katherine Clarke, o local era tão pequeno que qualquer torre em potencial não poderia ser realisticamente maior do que 210 metros.

A Starwood vendeu a maior parte de sua participação no início de 2012 para a JDS Development Group por quarenta milhões de dólares, mas permaneceu como parceira em um empreendimento conjunto. David Juracich, um conhecido do executivo Michael Stern da JDS, tinha uma participação indireta. Planos para o 105–107 West 57th Street foram apresentados em março ao Departamento de Edifícios da Cidade de Nova Iorque, sneod uma torre de 205 metros e 51 andares com 27 apartamentos de luxo. Ilustrações foram publicadas em setembro. Essa torre foi projetada pela CetraRuddy e teria uma fachada inclinada com varandas de frente ao Central Park. Esperava-se que a construção começasse entre 2013 e 2014. As plantas baixas seriam restringidas porque o terreno tinha apenas treze metros de largura, tanto que talvez não existiria espaço suficiente para maquinários e elevadores. Além disso, a altura de 205 metros não se destacaria em relação aos prédios ao redor, um ponto de discórdia para Stern.

JDS e PMG A Steinway & Sons anunciou no final de 2012 que venderia o Steinway Hall, adjacente ao empreendimento 107 West 57th Street, por 46 milhões de dólares. A empresa estava perdendo na época cinco milhões anualmente por causa do Steinway Hall. Um empreendimento conjunto entre a JDS, Property Markets Group (PMG) e o investidor Arthur P. Becker comprou o edifício em março de 2013. A JDS pagou 131,5 milhões para a Wexford Capital três meses depois pelo terreno, uma estrutura adjacente e os direitos aéreos. A Starwood Capital saiu do empreendimento conjunto depois da compra, deixando a JDS e PMG como as empreendedoras, com a Steinway & Sons recebendo permissão de permanecer no local por mais dezoito meses. A JDS e PMG compraram os arrendamentos dos outros onze inquilinos ou deixaram que terminassem.