Vidas Paralelas será uma telenovela brasileira produzida e exibida pela TV Globo, ainda sem uma data de estreia definida para o início no Globoplay, vindo depois para a TV aberta. Será a 1ª novela sob o selo Globo Romance, chegando a receber como título inicial Globorama. Diante de boatos de que a Globo acabaria suspendendo a novela por tempo indeterminado após decidir centralizar os seus investimentos em microdramas, a emissora ainda garantiu a produção da obra, que segue sem data por enquanto.
Criada e escrita por Walcyr Carrasco, contaria com a co-autoria de Cristianne Fridman e direção de Adriano Melo.
Contava com Giullia Buscacio, Flávia Alessandra, Marcelo Serrado, André Luiz Frambach, Kelzy Ecard, Bia Montez, Felipe Camargo e Olívia Araújo nos papeis principais.
Enredo
Um playboy conquistador (André Luiz Frambach) é obrigado a trabalhar em um escritório de um advogado famoso (Marcelo Serrado), sem saber que este é seu pai, se tornando os olhos e os ouvidos da empresa. De lá, acaba conhecendo uma bela moça (Giullia Buscacio) e os dois acabam se envolvendo em uma grande série de reviravoltas. Elenco IntérpretePersonagemGiullia BuscacioMocinhaFlávia AlessandraMãe da mocinhaMarcelo SerradoPai do vilão André Luiz FrambachVilãoKelzy EcardBia MontezFelipe CamargoOlívia AraújoCaroline DallarosaDanilo MaiaAndrea Dantas
Produção
Antecedentes Entre 1975 a 1979, a TV Globo passou a produzir no horário das seis telenovelas curtas que raramente ultrapassavam a marca dos 100 capítulos, servindo de contraponto entre a principal concorrente, a Rede Tupi, tendo como exceções nesse período Dona Xepa (1977), Maria, Maria (1978), A Sucessora (1978–79) e Cabocla (1979). Em 1981 produziu Terras do Sem-Fim, a última novela em formato curto na faixa até então. Após o fim da trama citada, as novelas das três principais faixas passaram a se concentrar na casa dos 100 capítulos, chegando algumas vezes aos 200, com O Fim do Mundo (1996) sendo uma das raras exceções no modelo atual de telenovelas, uma vez que esta foi produzida de última hora para substituir Explode Coração (1995–96) no então horário das oito, já que Gloria Perez havia sido liberada para acompanhar o julgamento dos acusados pelo assassinato de Daniella Perez, sua filha, e O Rei do Gado (1996–97), que originalmente substituiria Explode Coração, ainda estava com a produção atrasada.
Em 2000 a Globo lançava Esplendor, de Ana Maria Moretzsohn, ao horário das seis e voltaria a produzir uma telenovela curta, até então prevista para ter somente 75 capítulos na faixa, todavia, com o atraso de O Cravo e a Rosa (2000–01), a novela acabou sendo esticada e fechou com 125 capítulos. Estrela-Guia (2001) foi a última novela da faixa a não chegar na marca dos 100 capítulos, pois foi criada para ser uma "novela de verão". O modelo de tramas curtas seria posteriormente aproveitado no horário das onze e em produções voltadas para o Globoplay.
Planejamento da obra No dia 28 de setembro de 2021, a Globo anuncia o cancelamento das produções de Malhação: Transformação e Malhação: Eu Quero Ser Feliz após ser analisado o desgaste da fórmula da soap opera Malhação, que estava sem lançar temporadas novas desde Toda Forma de Amar, com esta tendo o final antecipado e modificado por conta das medidas sanitárias contra a Pandemia de COVID-19, encerrando uma fórmula que durou quase 27 anos consecutivos, entre 1995 a 2022. Com o anúncio, a emissora estudou a criação de uma nova faixa de novelas inéditas, ocupando o espaço de Malhação. Nesta faixa, seriam criados textos mais curtos, com a máxima de 50 capítulos e um elenco mais enxuto, apostando em talentos novos.
Quatro anos depois dos primeiros estudos do novo formato de telenovelas, em 28 de abril de 2025, é noticiado que a TV Globo estaria planejando lançar um novo horário de novelas e que este seria na faixa posterior ao Vale a Pena Ver de Novo e antecedendo as novelas das seis, na faixa que originalmente pertencia à Malhação. A produção da primeira novela da nova faixa ficaria por conta de Walcyr Carrasco, que produziu dez capítulos para avaliação. A ideia é que o novo horário possua títulos curtos, com a máxima de 60 capítulos, e seja baseado em doramas, ou seja, seguindo o modelo das produções sul-coreanas, com foco total em romances dramáticos. A novela recebeu como título provisório Vidas Paralelas. Outros títulos também foram previstos como Quem é Morto Sempre Aparece e Como se Livrar de Um Grande Amor. O primeiro acabaria sendo título de um telefilme produzido pela Rede Telecine.
Em 1.º de julho de 2025, Cristianne Fridman foi a escolhida para dar continuidade ao texto, assumindo praticamente toda a novela, enquanto que Carrasco ficaria responsável apenas pelos primeiros capítulos. A trama marca o retorno de Fridman à TV Globo desde Malhação 2003, quando esteve na equipe de roteiristas. A novela foi aprovada pela direção no dia 11 de julho após serem analisados os primeiros pilotos.
Escolha do elenco Em maio de 2025, Giullia Buscacio foi anunciada como protagonista da nova trama, após se destacar no remake de Renascer (2024) e ter feito testes para Vale Tudo (2025). André Luiz Frambach foi escalado como o protagonista masculino, marcando seu retorno a um papel fixo desde o fim de Cara e Coragem (2022) e a uma telenovela após a participação especial em No Rancho Fundo (2024). Flávia Alessandra, afastada das novelas desde Salve-se Quem Puder (2020–21), chegou a ser anunciada no elenco fixo de Êta Mundo Melhor! (2025–26), mas acabou fazendo apenas uma participação especial na trama e assumindo um dos papéis principais em Vidas Paralelas.
Marcelo Serrado, Kelzy Ecard e Bia Montez também foram confirmados no elenco, com o primeiro retornando para as novelas da Globo desde Cara e Coragem (2022–23), a segunda desde Todas as Flores (2022–23) e a terceira desde Fuzuê (2023–24). Além dos nomes já anunciados, foram confirmadas as participações de Olívia Araújo e Danilo Maia, ambos recém-saídos de Fuzuê. Caroline Dallarosa, destaque em Além da Ilusão (2022), foi convocada para o elenco e anunciada junto a Felipe Camargo, que retorna às novelas após Espelho da Vida (2018–19).
O anúncio oficial No dia 29 de outubro de 2025, Tatiana Costa, diretora de Gestão de Conteúdo de Produtos Digitais do Globoplay, anunciou a novela num café da manhã com jornalistas convidados. A produção chegou a receber como título inicial dorama brasileiro, mas, para evitar uma repercussão negativa entre os fãs dos textos sul-coreanos, o título foi alterado para Globorama. Mais tarde, ficou decidido que as novelas desse gênero adotariam o selo Globo Romance.
Categoria:Telenovelas de Walcyr Carrasco Categoria:Telenovelas da TV Globo da década de 2020 Categoria:Telenovelas em língua portuguesa