O caso Marcus Vinícius foi a morte do adolescente Marcus Vinícius da Silva, de 14 anos, alvejado por um disparo de arma de fogo efetuado pela Polícia Militar, no Complexo da Maré, na Zona Norte do Rio de Janeiro, em 20 de junho de 2018, durante a intervenção federal no Rio de Janeiro em 2018, quando ele ia para escola, vestido com o uniforme escolar. O adolescente chegou a ser socorrido e levado para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Maré e transferido para o hospital Getúlio Vargas, mas não resistiu aos ferimentos.
Sua mãe afirma que o adolescente teria afirmado que teria sido alvejado por policiais enquanto estava no leito no hospital:
Esta versão também é corroborada por uma testemunha.
Houve protestos dos moradores na noite e madrugada seguintes à sua execução, com bloqueios viários e veículos incendiados. Seu velório foi no dia seguinte no Palácio da Cidade e o enterro no Cemitério de São João Batista, com a caixão coberto com sua camisa do uniforme escolar alvejada e manchada de sangue, contando com a presença do então prefeito Marcelo Crivella.
Sua morte foi ainda alvo de fake news, com o argumento falso de que Marcus Vinícius seria traficante. As mensagens compartilhadas em redes sociais foram comprovadas falsas. Após prestar depoimento à polícia, Bruna declararia a imprensa que
Quatro anos após a morte, a Delegacia de Homicídios da Capital, responsável pela investigação do caso, ainda não havia encaminhado o mesmo à Justiça. Menos de uma semana antes da data marcada para um depoimento, uma das testemunhas foi alvejada pela polícia, tendo morrido antes de receber socorro.
Desde a morte de Marcus Vinícius, Bruna se dedica a buscar justiça. É integrante do Movimento Mães da Maré, que reúne outras mães de pessoas mortas em confrontos na comunidade. Divulga o caso internacionalmente, já tendo palestrado nas Nações Unidas em Genebra, na Suíça.
Sete anos após a sua morte, nenhum policial foi responsabilizado e o caso segue em segredo de justiça. Em um processo judicial, o Governo do Estado foi condenado pela Justiça a pagar uma indenização à mãe de Marcus Vinícius, mas recorreu.
Repercussão
Em 2025, o documentário Meu Caminho até a Escola, dirigido por Diego Jesus, relatando o caso, com entrevista de Bruna da Silva, foi lançado no Festival de Documentários de Cachoeira.
Bibliografia
Categoria:2018 no Rio de Janeiro Categoria:Assassinatos no Brasil em 2018 Categoria:Crimes na cidade do Rio de Janeiro Categoria:Afro-brasileiros assassinados Categoria:Assassinatos de adolescentes no Brasil Categoria:Eventos no Complexo da Maré Categoria:Casos de pessoas mortas durante operações policiais no Brasil