A partir de 5 de maio de 2025 Israel realiza diversos ataques aéreos contra o movimento Houthis no Iêmen em represália a um ataque com mísseis balísticos dos houthis no Aeroporto Internacional Ben Gurion no dia anterior. Entre os alvos esteve o Aeroporto Internacional de Sana, que foi bombardeado e destruído junto com várias aeronaves pela Força Aérea Israelense em 6 de maio. A marinha israelense se juntou à campanha no final de junho.

Os Houthis e Israel interromperam seus ataques no início de outubro de 2025, após o cessar-fogo em Gaza mediado pelo presidente estadunidense, Donald Trump.

Contexto Na sequência do fim do cessar-fogo de março de 2025 da Guerra de Gaza com os ataques surpresa israelenses à Faixa de Gaza, os Houthis retomaram seus ataques a Israel com mísseis balísticos. Após a interceptação de 26 mísseis e vários drones, no dia 4 de maio de 2025 um míssil balístico atingiu o território israelense próximo ao Aeroporto Ben Gurion, causando o cancelamento de muitos voos. Como resultado, aeronaves da Força Aérea Israelense atacaram o Porto de Hodeida no dia seguinte com dezenas de munições.

Campanha 5 de maio Durante a chamada "Operação Cidade Portuária”, em 5 de maio, mais de 30 aeronaves da Força Aérea Israelense atacaram nove alvos houthis utilizando aproximadamente 50 munições. Entre os alvos do ataque estava a fábrica de cimento al-Imran, a leste de Hodeida. Relatos do Iêmen indicaram que havia mortos e feridos na fábrica de cimento. A mídia ligada aos houthis relatou que quatro pessoas foram mortas e outras 42 ficaram feridas. De acordo com uma fonte de segurança israelense: "Destruímos o porto de Hodeida e as fábricas de concreto que eram usadas para a fabricação de armas." Embora os houthis tenham condenado a operação como um ataque conjunto de "agressão estadunidense-israelense ", os Estados Unidos negaram envolvimento.

6 de maio Em 6 de maio, as forças israelenses atacaram o Aeroporto Internacional de Sanaa, efetivamente incapacitando-o ao atingir a pista, a Base Aérea de al-Dailami, o saguão de embarque e três aviões civis. As Forças de Defesa de Israel alegaram que os houthis estavam usando o aeroporto para "transferir armas e agentes". Também atingiu usinas elétricas em Sanaa, alegando que serviam como "infraestrutura significativa de fornecimento de eletricidade" para os houthis. De acordo com a mídia ligada aos houthis, três pessoas morreram e outras 38 ficaram feridas. Três aeronaves da Yemenia também foram destruídas em solo. Segundo o diretor do aeroporto, Khaled al-Shaief, "cerca de US$ 500 milhões em perdas foram causadas pela agressão israelense" ao aeroporto.

11 de maio Em 11 de maio, o Ministério do Interior houthi informou que Israel atacou os portos de Ras Isa, Hodeidah e Salif após ordenar a saída dos moradores. A mídia estatal houthi, no entanto, negou a ocorrência de ataques israelenses a portos iemenitas.

16 de maio Durante a chamada "Operação Pôr do Sol Vermelho”, em 16 de maio, 15 caças israelenses bombardearam a infraestrutura nos portos de Hodeidah e Salif, controlados pelos houthis, lançando 30 munições, alegando que elas eram "usadas para a transferência de armas" e refletiam a "exploração cínica da infraestrutura civil pelo regime terrorista houthi para promover o terror". Israel também alertou que teria como alvo o líder houthi Abdul-Malik al-Houthi se os ataques houthis contra Israel persistissem. De acordo com as autoridades houthis, pelo menos uma pessoa morreu e outras nove ficaram feridas no ataque.

28 de maio Em 28 de maio, forças israelenses bombardearam o Aeroporto Internacional de Sanaa e destruíram o último avião pertencente à companhia aérea nacional do país, a Yemenia, alegando que ele estava sendo usado pelos houthis. A Yemenia informou que o avião estava programado para transportar peregrinos muçulmanos ao Haje, na Arábia Saudita, e anunciou a suspensão temporária dos voos de e para o aeroporto de Sanaa.

10 de junho Por volta das 7h do dia 10 de junho, a marinha israelense lançou sua primeira operação contra os houthis, visando o porto de Hodeidah por meio de dois navios de guerra, um deles um Sa'ar 6. De acordo com a Reuters, um oficial militar israelense descreveu a operação como "um ataque único de longo alcance, conduzido a centenas de quilômetros de distância", que exigiu um planejamento significativo. O canal al-Masirah, afiliado aos houthis, relatou dois ataques separados com mísseis atingindo dois píeres no porto da cidade, mas nenhuma vítima foi relatada. Israel posteriormente assumiu a responsabilidade pelas investidas, justificando-as sob a alegação de que os houthis estavam usando o porto para transferência de armas. As autoridades estimaram que o porto, que desempenha um papel fundamental na entrada de ajuda humanitária no país, ficaria inutilizável durante cerca de um mês.

14 de junho Em 14 de junho, em meio à Guerra Irã-Israel, a Força Aérea Israelense lançou um ataque a uma reunião de altos oficiais houthis em um complexo residencial em Sanaa, na tentativa de assassinar o chefe do Estado-Maior Militar houthi, Muhammad Abd al-Karim al-Ghamari. Segundo a Al-Hadath, o presidente do Conselho Político Supremo, Mahdi al-Mashat, estava presente na reunião. Os houthis se recusaram a discutir o ocorrido, mas afirmaram que "não temos medo de sermos alvos" e que "cada líder é sucedido por mil líderes". Os resultados do ataque são atualmente desconhecidos.

6 de julho Os militares israelenses realizaram ataques contra alvos houthis no Iêmen por volta da meia-noite de 6 de julho, atacando os portos de Hodeidah, Ras Isa, As-Salif, bem como a usina de Ras Qantib. Também relataram ter atingido o navio Galaxy Leader, que foi tomado pelos Houthis em novembro de 2023, logo após o início da guerra. As Forças de Defesa de Israel alegaram que as forças houthis instalaram sistemas de radar na embarcação para rastrear outras embarcações na arena marítima internacional. O Ministro da Defesa israelense, Israel Katz, disse que os ataques faziam parte da recém-nomeada "Operação Bandeira Negra".

21 de julho Israel bombardeou o porto de Hodeida na manhã de 21 de julho, em conjunto com sua ofensiva de Deir al-Balah em Gaza. Israel Katz afirmou que "os houthis pagarão altos preços por lançar mísseis contra o Estado de Israel".

17 de agosto Israel bombardeou um local de infraestrutura energética perto de Sanaa, que alegou estar sendo usado pelos houthis, em resposta aos ataques contínuos. Anteriormente, a marinha israelense teria atacado a usina elétrica de Hizyaz. Al-Masirah disse que a central elétrica foi atingida por uma "agressão" que colocou alguns geradores fora de serviço e causou um incêndio.

24 de agosto Após um ataque dos houthis contra Israel em 22 de agosto, usando um drone e um projétil com ogiva de bomba de fragmentação, a Força Aérea Israelense atacou quatro alvos em Sanaa em 24 de agosto, usando 35 munições. Os ataques tiveram como alvo um complexo militar que abrigava o Palácio Presidencial do Iêmen, um depósito de combustível e as instalações de energia de Asar e Hizaz, chamando-as de "uma importante instalação de fornecimento de eletricidade para atividades militares". De acordo com o Ministério da Saúde Pública e População, administrado pelos Houthis, pelo menos seis pessoas foram mortas e outras 86 ficaram feridas no ataque. No dia seguinte, Anees al-Asbahi, porta-voz do Ministério da Saúde, administrado pelos Houthis, disse em um comunicado que 10 pessoas foram mortas e 102 feridas nos ataques.

28 de agosto

A Força Aérea Israelense atacou um grupo de dez altos oficiais houthis em Sanaa, que assistiam a um discurso televisionado nacionalmente do líder houthi, Abdul-Malik al-Houthi, em 28 de agosto de 2025. Segundo relatos, havia indícios crescentes de que o ministro da Defesa e o chefe militar houthi foram mortos nos ataques, além de outros. As forças israelenses realizaram cerca de dez ataques em Sanaa. O canal iemenita Al-Jumhuriya, afiliado à oposição houthi, noticiou em 29 de agosto que o primeiro-ministro houthi, Ahmed al-Rahawi, foi morto juntamente com vários de seus companheiros em um ataque israelense separado a um apartamento. Em 30 de agosto, os houthis confirmaram que o primeiro-ministro Ahmed al-Rahawi foi morto no ataque, juntamente com "vários" outros ministros. Em 16 de outubro, os Houthis confirmaram a morte do chefe de gabinete Houthi, Muhammad Abd al-Karim al-Ghamari, em consequência do ataque.

10 de setembro

As Forças de Defesa de Israel atacaram Saná e vários locais no Iêmen, visando "campos militares ocupados por terroristas houthis, incluindo o aparato de propaganda dos houthis, como parte da Operação Tocando Sinos", segundo afirmou Israel Katz. As foras israelenses teriam atacado várias áreas em al-Hazm, na província de Al Jawf, incluindo um complexo governamental, campos militares, escritórios do departamento de informações públicas e um depósito de combustível. O presidente houthi, Mahdi al-Mashat, prometeu responder ao ataque, afirmando que "a brutal agressão sionista contra o nosso país é um fracasso". Um porta-voz do Ministério da Saúde, controlado pelos Houthis, informou que 35 pessoas foram mortas e 131 ficaram feridas.

16 de setembro A Força Aérea Israelense atacou doze alvos no Porto de Hudaydah. Israel avisou com antecedência sobre o ataque para que as pessoas evacuassem a área. Segundo reportagens, o número de civis iemenitas mortos nesses ataques chega a dezenas. O porta-voz dos Houthis, Yahya Saree, disse que Israel tinha planos de atacar mais adentro do território iemenita, mas as defesas aéreas dos Houthis frustraram esses planos. Horas depois, os Houthis dispararam um míssil contra Israel, que foi abatido.

25 de setembro Dezenas de aeronaves das Forças de Defesa de Israel bombardearam alvos de segurança e inteligência dos Houthis (quartel-general do Estado-Maior dos Houthis) em Saná, matando oito pessoas e ferindo 142. Os alvos incluíam áreas residenciais nos distritos de Ma'ain e Sabain, bem como a usina elétrica de Dhahaban. Os ataques ocorreram um dia depois de um ataque de drone dos houthis à cidade de Eilat, no sul de Israel, ter ferido 22 pessoas.

Reações Tanto o Primeiro-Ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, quanto o Ministro da Defesa israelense, Israel Katz, alertaram que o grupo sofrerá mais bombardeamentos e "pesados ​​golpes", respectivamente, caso não interrompa os seus ataques. Katz afirmou que Teerã, capital do Irã, financiador do grupo, também será alvo. Os Houthis rejeitaram essas alegações, considerando-as "mais uma evidência da falência" de Israel.

Antes das declarações de Katz e de Netanyahu no dia anterior, os Houthis anunciaram que continuarão a atacar navios do país, apesar do desejo de Omã por liberdade de navegação no Mar Vermelho, do cessar-fogo para a campanha dos Estados Unidos no Iêmen, a menos que Israel comece a enviar ajuda humanitária para a Faixa de Gaza.

Ver também Operação Rough Rider Ataque israelense contra o Iêmen em julho de 2024 Ataques aéreos israelenses no Iêmen em dezembro de 2024

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